Dicionário Priberam da Língua Portuguesa
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teoriateoria | s. f.
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te·o·ri·a te·o·ri·a
substantivo feminino

1. Parte especulativa de uma ciência (em oposição à prática).

2. Conjunto de conhecimentos que explicam certa ordem de factos.

3. Conjunto de princípios fundamentais de uma arte ou ciência.

4. Noções gerais, generalidades.

5. [Informal, Figurado]   [Informal, Figurado]  Cálculo; conjectura; coisa que é fácil de dizer e difícil de realizar; utopia.

6. Embaixada sagrada que uma cidade grega enviava para a representar em jogos, consultar o oráculo, levar oferendas, etc.


teoria do conhecimento
[Filosofia]   [Filosofia]  O mesmo que epistemologia.

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Dúvidas linguísticas


Tenho ouvido em alguns serviços informativos da TV a utilização incorrecta (acho eu) de alguns verbos. Qual a frase correcta: "O professor mandou os alunos fazerem uma cópia" ou "O professor mandou os alunos fazer uma cópia"? Obrigada.
A dúvida diz respeito ao uso do infinitivo pessoal ou flexionado (fazerem) ou do infinitivo impessoal (fazer).

Quando o sujeito da oração principal (O professor) é diferente do sujeito da oração infinitiva (os alunos), a tendência é usar o infinitivo pessoal, pelo que a frase mais consensual será O professor mandou os alunos fazerem uma cópia. Note-se que não se fala marcadamente de regras relativamente a este tópico porque se trata de uma questão mais do campo da estilística do que do campo da gramática, tal como afirmam Celso Cunha e Lindley Cintra na sua Nova Gramática do Português Contemporâneo (14.ª ed., Edições Sá da Costa, Lisboa, 1998, p. 482):

«O emprego das formas flexionada e não flexionada do infinitivo é uma das questões mais controvertidas da sintaxe portuguesa. Numerosas têm sido as regras propostas pelos gramáticos para orientar com precisão o uso selectivo das duas formas. Quase todas, porém, submetidas a um exame mais acurado, revelaram-se insuficientes ou irreais. Em verdade, os escritores das diversas fases da língua portuguesa nunca se pautaram, no caso, por exclusivas razões de ordem gramatical, mas viram-se sempre, no acto da escolha, influenciáveis por ponderáveis motivos de ordem estilística, tais como o ritmo da frase, a ênfase do enunciado, a clareza da expressão. Por tudo isso, parece-nos mais acertado falar não de regras, mas de tendências que se observam no emprego de uma e de outra forma do infinitivo.»

Sobre este assunto, pode ainda consultar a resposta à dúvida linguística infinitivo flexionado e pretérito mais-que-perfeito




Pode utilizar-se a palavra "cartunista" em português? Ou deverá ser "cartoonista"?
A palavra cartunista, formada pela aposição do sufixo -ista ao substantivo cartune (ou cartum, mais usual no Brasil), aportuguesamento do substantivo inglês cartoon (“desenho, caricatura”), encontra-se averbada em vários dicionários de língua portuguesa.

Trata-se de um neologismo que designa o desenhista de vinhetas humorísticas ou satíricas, frequentes em jornais, e que, pese embora a relutância de alguns falantes, é já de uso generalizado, como confirmam pesquisas em corpora e em motores de busca da Internet (ex.: Saiba mais sobre a cartunista argentina).

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Palavra do dia

po·a·lho po·a·lho
(pó + -alho)
substantivo masculino

Chuva miúda e passageira.

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in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, https://dicionario.priberam.org/teoria [consultado em 23-02-2019]