Dicionário Priberam da Língua Portuguesa
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levarlevar | v. tr. | v. intr. | v. pron.
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le·var le·var - ConjugarConjugar
(latim levo, -are, levantar, erguer, elevar)
verbo transitivo

1. Tirar (alguma coisa) de diante de alguém.

2. Ter (alguma coisa) consigo ou sobre si.

3. Ter no bolso.

4. Vestir.

5. Usar.

6. Transportar.

7. Arrastar.

8. Persuadir.

9. Roubar.

10. Gastar.

11. Exigir ou receber como preço.

12. Comportar, conter.

13. Encerrar.

verbo intransitivo

14. Conduzir.

15. [Informal]   [Informal]  Sofrer castigo físico (ex.: comportem-se meninos, olhem que vocês levam). = APANHAR

verbo pronominal

16. Deixar-se guiar.

17. [Marinha]   [Marinha]  Levantar ferro.


levar a bem
Aceitar.

levar adiante
Prosseguir, continuar.

levar a mal
Não gostar.

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Dúvidas linguísticas


Como se classifica gramaticalmente a forma levemo-lo?
Gramaticalmente, levemo-lo corresponde a uma forma do verbo levar na primeira pessoa do plural do imperativo (ex.: amigos, levemos isto daqui já), seguido do pronome átono o, que assume a forma -lo por estar a seguir a uma forma verbal terminada num -s (que desaparece: levemos + o = levemo-lo).

A forma levemos, isoladamente, poderá corresponder também ao presente do conjuntivo (ex.: é preciso que levemos isto daqui), mas, como tem o pronome átono em posição enclítica (depois do verbo), não corresponde a esse tempo, pois o presente do conjuntivo é normalmente antecedido da conjunção que, com propriedades de atracção do pronome átono (ex.: é preciso que o levemos daqui), não sendo considerada gramatical uma construção proclítica nesse caso (ex.: *é preciso que levemo-lo daqui).




O VOLP, os dicionários Houaiss, Aurélio e Priberam registram o verbete "norma-padrão", com hífen. A mesma grafia é encontrada nas gramáticas da Língua Portuguesa de autores brasileiros. Por outro lado, nenhuma das fontes acima citadas registra ou usa a forma "norma-culta", com hífen. Nas gramáticas, só aparece "norma culta", sem hífen. Qual seria a explicação para o uso do hífen em "norma-padrão" e o não uso do hífen em "norma culta"?
No caso de norma culta, trata-se de um sintagma nominal composto por um substantivo (norma) e por um adjetivo (culto) que concorda com o substantivo que modifica em género e número (norma culta, normas cultas), não havendo por isso necessidade de hífen.

No caso de norma-padrão, trata-se de uma palavra composta por dois substantivos. Neste caso, o segundo substantivo (padrão) comporta-se como se fosse um adjetivo, já que, de algum modo, determina a natureza do primeiro substantivo: a norma-padrão é a norma que constitui a referência, o padrão. Este tipo de formação neológica, que traduz um conceito novo (outros casos incluem palavra-chave, andar-modelo, escola-piloto ou ataque-relâmpago) podem, durante algum tempo, causar alguma hesitação na sua escrita, podendo coexistir as grafias com e sem hífen, geralmente num estado transitório e até que uma delas se imponha pelo uso. Esta informação encontra-se explicitada no verbete padrão do Dicionário Priberam.

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Palavra do dia

de·sa·mão de·sa·mão
(des- + à + mão)
nome feminino

1. Usado na locução adverbial à desamão.


à desamão
Fora de caminho; fora de jeito; fora de mão.

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in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2020, https://dicionario.priberam.org/levar [consultado em 30-05-2020]