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empenho

A forma empenhopode ser [primeira pessoa singular do presente do indicativo de empenharempenhar], [nome masculino plural] ou [nome masculino].

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empenhoempenho
|pâ| ou |pê| |pê|
( em·pe·nho

em·pe·nho

)


nome masculino

1. Acto de empenhar ou de se empenhar.

2. Promessa, compromisso.

3. Obrigação contraída; interesse, solicitude; mediação, protecção; protector; porfia; ardor.

empenhos


nome masculino plural

4. Influências que se movem em favor de alguém.

etimologiaOrigem etimológica:derivação regressiva de empenhar.
empenharempenhar
( em·pe·nhar

em·pe·nhar

)
Conjugação:regular.
Particípio:regular.


verbo transitivo

1. Dar como segurança de uma dívida ou contrato; dar ou pôr em penhor. = APENHORAR, EMPENHORAR

2. Dar como caução de um empréstimo.

3. Fazer contrair dívidas.

4. Expor; arriscar.

5. Empregar com solicitude.


verbo pronominal

6. Endividar-se.

7. Fazer diligência.

8. Fazer algo com empenho, dedicação ou muita concentração (ex.: acho que eles se empenharam muito neste projecto; nunca se empenhou no estudo). = APLICAR-SE, DEDICAR-SE

9. Tomar interesse por.

etimologiaOrigem etimológica:latim tardio *impignare, do latim pignor, -oris, penhor, hipoteca, garantia, caução.

Auxiliares de tradução

Traduzir "empenho" para: Espanhol Francês Inglês


Dúvidas linguísticas



Gostaria de saber se escrever ou dizer o termo deve de ser é correcto? Eu penso que não é correcto, uma vez que neste caso deverá dizer-se ou escrever deverá ser... Vejo muitas pessoas a usarem este tipo de linguagem no seu dia-a-dia e penso que isto seja uma espécie de calão, mas já com grande influência no vocabulário dos portugueses em geral.
Na questão que nos coloca, o verbo dever comporta-se como um verbo modal, pois serve para exprimir necessidade ou obrigação, e como verbo semiauxiliar, pois corresponde apenas a alguns dos critérios de auxiliaridade geralmente atribuídos a verbos auxiliares puros como o ser ou o estar (sobre estes critérios, poderá consultar a Gramática da Língua Portuguesa, de Maria Helena Mira Mateus, Ana Maria Brito, Inês Duarte e Isabel Hub Faria, pp. 303-305). Neste contexto, o verbo dever pode ser utilizado com ou sem preposição antes do verbo principal (ex.: ele deve ser rico = ele deve de ser rico). Há ainda autores (como Francisco Fernandes, no Dicionário de Verbos e Regimes, p. 240, ou Evanildo Bechara, na sua Moderna Gramática Portuguesa, p. 232) que consideram existir uma ligeira diferença semântica entre as construções com e sem a preposição, exprimindo as primeiras uma maior precisão (ex.: deve haver muita gente na praia) e as segundas apenas uma probabilidade (ex.: deve de haver muita gente na praia). O uso actual não leva em conta esta distinção, dando preferência à estrutura que prescinde da preposição (dever + infinitivo).



Como deverá ser: vice-diretores ou vices-diretores?
Vice- é um elemento de formação que indica "que substitui" ou "que está abaixo" (ex.: vice-presidente, vice-campeão) e não admite flexão (ex.: vice-presidentes, vice-campeões). Este elemento, segundos os textos que regulam a ortografia (tanto no português europeu como no português do Brasil, e tanto antes como depois da aplicação do Acordo Ortográfico de 1990), deverá sempre estar ligado por hífen à palavra seguinte. Por vezes, a palavra vice é usada como redução de palavras que contêm o elemento vice- (ex.: o director estava ausente e foi representado pelo vice[-director]), correspondendo nesse caso a um substantivo que admite flexão (ex.: o director estava ausente e foi representado por um dos vices).