Dicionário Priberam Online de Português Contemporâneo
Dicionário Priberam da Língua Portuguesa
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cobraras

2ª pess. sing. pret. m.-q.-perf. ind. de cobrarcobrar
Será que queria dizer cobrarás?
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co·brar co·brar

- ConjugarConjugar

(de recobrar)
verbo transitivo

1. Proceder à cobrança de (dívidas).

2. Exigir em troca (recibo).

3. Readquirir.

4. Alcançar.

5. Retomar ânimo.

6. Recuperar forças.

Confrontar: sobrar.
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Parecidas

Anagramas

Dúvidas linguísticas


Acho que se escreve boa fé e má fé e não boa-fé e má-fé, como sugere o dicionário. Estou certo?
A tradição lexicográfica portuguesa consagrou o uso do hífen em boa-fé e em má-fé e são estas grafias que aparecem registadas nas principais obras de referência da língua portuguesa contemporânea, nomeadamente em vocabulários, como o Vocabulário da Língua Portuguesa, de Rebelo Gonçalves (Coimbra: Coimbra Ed., 1966) ou o Grande Vocabulário da Língua Portuguesa, de José Pedro Machado (Lisboa: Ed. Âncora, 2001), e em dicionários, como o Dicionário da Língua Portuguesa Contemporânea da Academia das Ciências de Lisboa (Lisboa: Verbo, 2001), o Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa (Lisboa: Círculo de Leitores, 2002) ou o Novo Dicionário Aurélio de Língua Portuguesa (Curitiba: Positivo, 2004).

O uso do hífen é problemático para os utilizadores da língua, pois obedece a regras pouco evidentes e algo contraditórias e é por vezes ditado por uma tradição lexicográfica que os falantes desconhecem. No caso específico de boa-fé, esta dificuldade torna-se evidente numa pesquisa em corpora ou em motores de busca da internet, podendo observar-se a ocorrência da palavra hifenizada a par da locução boa fé, inclusivamente em textos jurídicos. Estes casos, não estando previstos nas bases do Acordo Ortográfico que regulam o uso do hífen, regem-se geralmente pela tradição lexicográfica, motivo pelo qual é aconselhável optar pela grafia boa-fé, atestada na maioria das obras de referência, em detrimento da locução boa fé.




A minha dúvida é a seguinte: qual a diferença entre policéfalo e pluricéfalo?
Como pode verificar seguindo a hiperligação para o Dicionário Priberam, a forma policéfalo provém directamente do grego e a forma pluricéfalo resulta da adjunção do prefixo pluri-, que exprime a noção de “muitos”, ao elemento de composição -céfalo, que exprime a noção de “cabeça”. Os dois adjectivos podem ser usados para qualificar algo que tenha muitas cabeças (ex.: besta policéfala; ramos pluricéfalos), no entanto, a forma pluricéfalo é considerada um hibridismo, pois pluri- é de origem latina e -céfalo é de origem grega. Os hibridismos são geralmente desaconselhados pelos gramáticos mais puristas, daí que formas híbridas como pluricéfalo ou bicéfalo possam ser preteridas em favor das consideradas preferenciais, policéfalo e dicéfalo, que não resultam da junção de elementos latinos e gregos.
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Palavra do dia

so·bre·a·no so·bre·a·no


(sobre- + ano)
nome masculino

[Brasil: Regionalismo]   [Brasil: Regionalismo]  Rês, geralmente novilho, com mais de um ano.

Confrontar: soberano.
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in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2021, https://dicionario.priberam.org/cobraras [consultado em 31-01-2023]