Dicionário Priberam da Língua Portuguesa
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cãocão | s. m.
cãocão | s. m.
cãocão | adj.
cãocão | s. m.
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cão cão 4
(turco han, título de chefe)
substantivo masculino

[Antigo]   [Antigo]  Príncipe ou senhor oriental.


cão cão 3
(persa khán, estalagem)
substantivo masculino

[Antigo]   [Antigo]  Mercado ou estalagem no Oriente.


cão cão 2
(latim canus, -a, -um)
adjectivo
adjetivo

[Antigo]   [Antigo]  Que tem cabelos brancos.

Feminino: cã. Plural: cãos.Feminino: cã. Plural: cãos.

cão cão 1
(latim canis, -is)
substantivo masculino

1. [Zoologia]   [Zoologia]  Mamífero (Canis lupus familiaris) quadrúpede carnívoro digitígrado e doméstico.Ver imagem

2. [Zoologia]   [Zoologia]  Qualquer mamífero da família dos canídeos.

3. [Armamento]   [Armamento]  Peça de percussão nas armas de fogo portáteis.

4. Cada um dos dois ferros que ladeiam o lume na chaminé.

5. Pedra de ressalte nas paredes para suster balcões, etc.

6. Peça de madeira que vem da calha à mó do moinho.

7. [Informal]   [Informal]  Indivíduo desprezível.

8. [Informal]   [Informal]  Indivíduo muito severo.

9. [Informal]   [Informal]  Diabo.

10. [Popular]   [Popular]  Dívida que não foi paga por falta de vontade ou por má-fé. = CALOTE

11. [Antigo]   [Antigo]   [Armamento]   [Armamento]  Certa peça de artilharia.


cão chupando manga
[Brasil, Informal]   [Brasil, Informal]  Algo ou alguém extremamente feio, horrendo (ex.: depois da cirurgia plástica ficou pior do que cão chupando manga).

[Brasil, Informal]   [Brasil, Informal]  Alguém muito mau ou muito zangado (ex.: o cara vira um cão chupando manga quando é acordado).

[Brasil, Informal]   [Brasil, Informal]  Algo difícil de realizar (ex.: a cola é boa mas depois é o cão chupando manga para remover dos dedos).

cão de fila
O mesmo que cão de guarda.

[Informal]   [Informal]  Pessoa que defende algo ou alguém de maneira servil.

cão de guarda
Cão, geralmente agressivo e de grande porte, que se destina à protecção de pessoas e bens. = CÃO DE FILA

cão e gato
[Informal]   [Informal]  Duas pessoas que estão em conflito permanente (ex.: eles são cão e gato).

de cão
[Informal]   [Informal]  Muito difícil de suportar (ex.: foi um dia de cão).

Plural: cães.Plural: cães.
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Dúvidas linguísticas


Como se escreve: apologia a alguma coisa ou apologia de alguma coisa?
Ambas as preposições podem ser usadas com o substantivo apologia (ex.: fez a apologia do individualismo; foi expulso do partido por fazer a apologia à discriminação racial), como pode confirmar no Dicionário de Regimes de Substantivos e Adjetivos, de Francisco Fernandes (25.ª Ed., São Paulo, Editora Globo, 2000). No entanto, pesquisas em corpora e motores de pesquisa da Internet revelam que a preposição de é bastante mais usada com este substantivo do que a preposição a.



Queria perguntar-vos sobre a utilização de em ou no/na antes de nos referirmos a lugares. Porque dizemos no Porto mas não na Lisboa? Porque tanto se diz na França como em França? Existe alguma regra para a utilização ou não de artigo definido (e respectivas contracções) quando nos queremos referir a um local? Por exemplo: porquê dizer fui ao Funchal e não fui a Funchal?
O uso de artigos definidos (o, a os, as) antes de topónimos (isto é, nomes próprios que designam lugares geográficos) não corresponde a uma regra rígida na língua portuguesa. As indicações dadas por gramáticas e prontuários são em geral fluidas e por vezes contraditórias, pelo que as respostas a questões relacionadas com este assunto raramente podem ser peremptórias.

Na Nova Gramática do Português Contemporâneo, de Celso CUNHA e Lindley CINTRA (Lisboa, Edições João Sá da Costa, 14.ª ed., 1998, pp. 228-231), são elencadas algumas indicações para o uso ou não do artigo definido com nomes geográficos.

Preconiza-se nomeadamente o uso de artigo antes de nomes de “países, regiões, continentes, montanhas, vulcões, desertos, constelações, rios, lagos, oceanos, mares e grupos de ilhas” (ex.: a Suíça, a Escandinávia, a Europa, o Pico, o Etna, o Sara, o Centauro, o Guadiana, o Tanganica, o Índico, o Adriático, as Baleares), mas facilmente um falante se lembrará de muitos contra-exemplos para estas indicações (a própria gramática lista alguns deles: Portugal, Angola, Moçambique, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe, Macau, Timor, Andorra, Israel, São Salvador, Aragão, Castela, Leão).

Do mesmo modo se indica que não se usa geralmente o artigo definido “com os nomes de cidades, de localidades e da maioria das ilhas”, mas logo se apresentam contra-exemplos, nomeadamente os casos de nomes de cidades e localidades que derivam de um substantivo comum (a Guarda, o Porto, o Rio de Janeiro, a Figueira da Foz).

Estas indicações gerais são úteis e correspondem provavelmente à maioria dos casos, mas os muitos casos que as contrariam (é significativa a lista de excepções ou contra-exemplos que as gramáticas apresentam) tornam a decisão de empregar ou não o artigo quase dependente de cada topónimo e da experiência linguística do falante.

Há ainda casos de topónimos como Espanha, França, Itália, Inglaterra ou Chipre em que é oscilante o uso ou não de artigo (ex.: foi viver para (a) Espanha).

O topónimo Funchal é usado sobretudo precedido de artigo (ex.: viajo amanhã para o Funchal; estou no [= em + o] Funchal; vou ao [= a + o] Funchal) e poderá incluir-se na categoria de nomes de cidades ou localidades “que se formaram de substantivos comuns” (CUNHA e CINTRA, p. 230).

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Palavra do dia

fa·ba·ge·la |é| fa·ba·ge·la |é|
(francês fabagelle)
substantivo feminino

[Botânica]   [Botânica]  Planta (Zygophyllum fabago) da família das zigofiláceas.

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in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, https://dicionario.priberam.org/c%C3%A3o [consultado em 15-10-2019]