Dicionário Priberam da Língua Portuguesa
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pro·fis·são pro·fis·são
(latim professio, -onis, declaração, manifestação, profissão, emprego, estado, ensino)
nome feminino

1. Declaração pública.

2. Solenidade na qual alguém se liga por votos a uma ordem religiosa.

3. Ofício; emprego; ocupação; mister.


de profissão
Por estado: Um sábio de profissão; por hábito: Um mentiroso de profissão.

profissão de fé
Declaração pública da sua fé religiosa ou das suas opiniões políticas.

profissão liberal
Profissão intelectual cuja remuneração deve estar isenta de qualquer especulação.

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Dúvidas linguísticas


Em conversa com amigos ouvi alguém dizer que avestruz é um nome masculino "o avestruz". Numa pesquisa na net confirmei que realmente é masculino mas em Portugal tem a designação no feminino " a avestruz". Poderiam por favor elucidar-me nesta questão?
O vocábulo português avestruz provém do substantivo masculino espanhol avestruz. Por sua vez, o vocábulo espanhol deriva de ave + estrutz, termo occitano proveniente do latim struthio,-onis, também masculino, e este do grego strouthíon, -onos, redução de strouthokámelos (de strouthós “pardal” + kámelos “camelo”), vocábulo masculino e feminino.

A generalidade dos dicionários e vocabulários de língua portuguesa consultados (Vocabulário da Língua Portuguesa, Dicionário da Língua Portuguesa Contemporânea da Academia das Ciências de Lisboa, Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa, etc.) regista avestruz como palavra masculina ou feminina (este avestruz ou esta avestruz). As excepções parecem ser a obra brasileira Dicionário de Usos do Português do Brasil (São Paulo: Editora Ática, 2002), que regista avestruz apenas como substantivo masculino, e a obra portuguesa Novo Grande Dicionário da Língua Portuguesa Conforme Acordo Ortográfico (Lisboa: Texto Editores, 2007), que regista avestruz apenas como substantivo feminino.

Pesquisas em corpora e em motores de pesquisa da Internet revelam que, apesar de o género masculino (o avestruz) ser mais usado no português do Brasil e de o género feminino (a avestruz) ser mais comum no português europeu, há ocorrências consideráveis deste substantivo nos dois géneros em páginas portuguesas e brasileiras.




Gostaria de saber como se emprega ...asse ou ...-se.
A questão que nos coloca parece dizer respeito à diferença entre 1) as formas da primeira e terceira pessoas do singular do pretérito imperfeito do conjuntivo (ou subjuntivo, no Brasil) de verbos de tema em -a- (ex.: lavar - Se eu lavasse o casaco com água, ele estragava-se) e em -e- (ex.: comer - Esperava que ele comesse a sopa toda; Não queria que ele vendesse a casa) e 2) as formas da terceira pessoa do singular do presente do indicativo dos mesmos verbos, seguidas do pronome pessoal átono se (ex.: Ele lava-se todos os dias; Come-se bem neste restaurante; Vende-se este carro).

Os exemplos acima indicados (lavasse/lava-se; comesse/come-se e vendesse/vende-se) são formas parónimas, isto é, escrevem-se e pronunciam-se de forma semelhante (mas não igual), tendo, porém, significados diferentes.

Uma estratégia importante para empregar correctamente estas formas diferentes é analisar o contexto em que estão inseridas. Vejamos então os contextos do conjuntivo de 1) e do pronome pessoal de 2):

1) O pretérito imperfeito do conjuntivo é um tempo verbal usado para expor um desejo/pedido num tempo passado ou atemporal (ex.: Esperava que ele comesse a sopa toda; Não queria que ele vendesse a casa) ou uma possibilidade/hipótese no passado ou num momento atemporal (ex.: Se eu gostasse de viajar, já a tinha visitado; Pediu-lhe para não conduzir, caso bebesse). Trata-se sempre, nestes casos, de uma palavra só, pois corresponde apenas a uma forma verbal.
Do ponto de vista da pronúncia, estas formas verbais têm sempre o acento tónico da palavra na penúltima sílaba (ex.: bebesse, comesse, gostasse, vendesse).

2) As formas da terceira pessoa do singular do presente do indicativo seguidas do pronome pessoal átono se podem corresponder a 3 tipos de estruturas diferentes. Trata-se sempre, em qualquer destes três casos, de duas palavras, um verbo no presente do indicativo e um pronome pessoal.
Do ponto de vista da pronúncia, e também nestes três casos, estas formas verbais têm sempre o acento tónico da palavra na penúltima sílaba (ex.: bebe, come, gosta, vende), mas como há um pronome pessoal átono a seguir, é como se a construção verbo+pronome fosse uma palavra só, acentuada sempre na antepenúltima sílaba (ex.: bebe-se, come-se, gosta-se, vende-se).

As três estruturas pronominais diferentes são as seguintes:
2.1) Forma da terceira pessoa do indicativo seguida de um pronome pessoal átono reflexo se. Neste caso, o sujeito faz uma acção sobre si próprio (ex.: Ele lava-se todos os dias.).
Para nunca confundir esta construção com formas do pretérito imperfeito do conjuntivo, poderá, no mesmo contexto e com o mesmo sentido, substituir o sujeito, a forma verbal e o pronome se por outra pessoa gramatical (ex. Ele lava-se --> Tu lavas-te, logo trata-se de verbo+pronome pessoal reflexo).

2.2) Forma da terceira pessoa do indicativo seguida de um pronome pessoal átono que desempenha a função de sujeito indefinido ou indeterminado, com um valor próximo de a gente ou alguém (ex.: Come-se bem neste restaurante).
Para nunca confundir esta construção com formas do pretérito imperfeito do conjuntivo, poderá, no mesmo contexto e com o mesmo sentido, substituir o pronome se por outro sujeito como a gente ou alguém (ex.: Come-se bem neste restaurante --> A gente come bem neste restaurante, logo trata-se de verbo+pronome pessoal sujeito indefinido).

2.3) Forma da terceira pessoa do indicativo seguida de um pronome pessoal átono apassivante se, com um valor próximo de uma frase passiva (ex.: Vende-se este carro).
Para nunca confundir esta construção com formas do pretérito imperfeito do conjuntivo, poderá, no mesmo contexto e com o mesmo sentido, substituir o pronome se por uma construção passiva (ex.: Vende-se este carro --> Este carro é vendido, logo trata-se de verbo+pronome pessoal apassivante).

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Palavra do dia

me·nar·ca me·nar·ca
(grego men, menós, mês + grego arkhê, -ês, começo, origem)
nome feminino

[Fisiologia]   [Fisiologia]  Primeira menstruação (ex.: menarca aos 11 anos e coitarca aos 19 anos).

Confrontar: monarca.
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in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2020, https://dicionario.priberam.org/profiss%C3%B5es [consultado em 05-07-2020]