Dicionário Priberam da Língua Portuguesa
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estadoestado | s. m.
masc. sing. part. pass. de estarestar
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es·ta·do es·ta·do
(latim status, -us, posição de pé, postura, posição, estado, situação, condição, forma de governo, regime)
substantivo masculino

1. Modo actual de ser (de pessoa ou coisa).

2. Modo geral; conjunto de circunstâncias em que se está e se permanece. = CONDIÇÃO, DISPOSIÇÃO, POSIÇÃO, SITUAÇÃO

3. [Física, Química]   [Física, Química]  Maneira de ser que a matéria apresenta, conforme a coesão das suas moléculas (ex.: estado gasoso, estado sólido).

4. Posição social.

5. Circunstâncias especiais em que se exerce a profissão ou modo de vida habitual.

6. Nação considerada como entidade que tem governo e administração particulares. (Geralmente com inicial maiúscula.)

7. Governo político do povo constituído em nação. (Geralmente com inicial maiúscula.)

8. Cada uma das grandes divisões territoriais, numa república federativa.

9. Representação de cada uma das três classes (nobreza, clero e povo), nas cortes do regime antigo.

10. Domínio, terras.

11. Ostentação.

12. Séquito.

13. [Por extensão]   [Por extensão]  Suspensão das leis ordinárias de um país, e sua sujeição temporária a regime militar especial.

14. Prevenção armada com receio de revolta.


dar estado
Casar; dar modo de vida.

estado civil
Existência e condições da existência do indivíduo perante a lei civil e que corresponde geralmente a solteiro, casado, viúvo ou divorciado.

estado da arte
Nível mais avançado de conhecimento ou de desenvolvimento em determinada área e em determinado momento.

estado de emergência
[Política]   [Política]  Medida tomada em circunstâncias especiais, nomeadamente em caso de guerra, para justificar poderes especiais, suspensão de leis vigentes ou restrições de liberdade, de direitos e de garantias.

estado de graça
[Teologia católica]   [Teologia católica]  Estado de inocência ou de isenção de culpas.

Estado, geralmente temporário, em que se recebe a benevolência ou a simpatia de outrem.

Gravidez.

estado de sítio
Situação de uma praça, fortaleza ou povoação, cercada pelo inimigo.

Medida tomada em circunstâncias especiais, nomeadamente em caso de perturbações sociais, para justificar certas restrições de liberdade, de direitos e de garantias.

estado interessante
Gravidez.

Estado Novo
[História]   [História]  Regime político autoritário, ditatorial e nacionalista que vigorou em Portugal de 1933 até 1974.

Regime político autoritário, ditatorial e nacionalista correspondente ao governo de Getúlio Vargas no Brasil, de 1937 a 1945.

Terceiro Estado
[História]   [História]  Parte da população que não pertencia ao clero ou à nobreza e que era composta pelo povo e pela burguesia.

tomar estado
Casar-se.


es·tar es·tar - ConjugarConjugar
(latim sto, stare, estar de pé, estar imóvel, ficar firme)
verbo copulativo

1. Achar-se em certas condições ou em determinado estado (ex.: a caixa está danificada; ele está uma pessoa diferente; estou sem paciência; está claro que há divergências entre nós).

2. Experimentar determinado sentimento (ex.: estou contente). = SENTIR-SE

3. Ter atingido um certo grau ou qualidade (ex.: a execução está perfeita; isto está uma porcaria).

4. Achar-se em certa colocação, posição ou postura, sujeita a alteração ou modificação (ex.: a equipa está em segundo lugar no campeonato; estou sentado porque esta menina cedeu-me o lugar).

5. Ter certo vestuário, ornamento ou acessório (ex.: os convivas estão em traje de gala).

6. Apresentar determinado estado de saúde (ex.: o paciente está pior; estou bem, obrigado; como está o seu marido?).

7. Sair pelo preço de ou ter um valor (ex.: a banana está a 2 euros; a despesa está em 1000 euros). = ATINGIR, CUSTAR, IMPORTAR

verbo transitivo

8. Achar-se, encontrar-se num dado momento ou num determinado espaço (ex.: estamos no início do ano lectivo; estávamos na rua e ouvimos o estrondo; vou estar por casa; estou em reunião).

9. Ter determinada localização (ex.: o Brasil está na América do Sul; o Funchal está a mais de 900 km de Lisboa). = FICAR, LOCALIZAR-SE, SITUAR-SE

10. Ter chegado a ou ter atingido determinada situação ou ocasião (ex.: estamos num ponto de viragem; estou com problemas; o carro está à venda).

11. Ser presente; marcar presença (ex.: não estava ninguém na sala). = COMPARECER

12. Ter uma relação afectiva ou sexual (ex.: estou com um namorado novo).

13. Haver, existir, verificar-se determinado estado (ex.: estão 29 graus à sombra; ainda está chuva?). [Verbo impessoal] = FAZER

14. Partilhar a mesma habitação (ex.: depois da separação dos pais, esteve vários anos com a avó). = COABITAR, MORAR, RESIDIR

15. Ter data marcada (ex.: a consulta está para dia 8).

16. Pertencer a um grupo, a uma corporação ou a uma classe especial (ex.: ele está nos bombeiros voluntários; estamos no partido há muito tempo). = INTEGRAR

17. Seguir uma carreira ou um percurso escolar ou profissional (ex.: ele está na função pública; esteve 30 anos na carreira diplomática; está em medicina).

18. Empregar-se ou ocupar-se durante certo tempo (ex.: estou num curso de especialização; o rapaz está num restaurante da praia).

19. Fazer viagem ou visita a (ex.: estivemos em Londres no mês passado). = VISITAR

20. Conversar com ou fazer companhia a (ex.: está com um cliente; ela esteve com uma amiga com quem não falava há anos).

21. Não desamparar; ficar ao lado ou a favor de (ex.: estou convosco nesta luta; estamos pelos mais fracos). = APOIAR

22. Ter vontade ou disposição (ex.: ele hoje não está para brincadeiras).

23. Ficar, permanecer ou esperar (ex.: eu estou aqui até vocês voltarem).

24. Depender (ex.: a decisão está no supervisor).

25. Ter o seu fundamento ou a sua base em (ex.: as qualidades estão nos gestos, não nas palavras; o problema está em conseguirmos cumprir o prazo). = CONSISTIR, RESIDIR

26. Ser próprio do caráter ou da natureza de (ex.: está nele ajudar as pessoas).

27. Condizer ou combinar bem ou mal, com alguma coisa (ex.: a roupa está-lhe bem; isto está aqui bem). = FICAR

28. [Pouco usado]   [Pouco usado]  Usa-se seguido de oração integrante introduzida pela conjunção que, para indicar uma opinião (ex.: estou que isto não é grave). = ACHAR, CRER, ENTENDER, JULGAR, PENSAR

verbo auxiliar

29. Usa-se seguido de gerúndio ou da preposição a e infinitivo, para indicar continuidade da acção (ex.: estavam a descansar; a reunião está decorrendo; não sei o que estarão a pensar; estava espalhando um boato; estariam a enganar alguém).

30. Usa-se seguido da preposição para e infinitivo, para indicar que algo se vai realizar (ex.: não sei o que está para vir; está para acontecer uma surpresa).

31. Usa-se seguido da preposição para e infinitivo, para indicar vontade ou intenção de realizar certo acto dentro de pouco tempo (ex.: ele hoje não está para brincadeiras; estou para ir ver a exposição há 2 meses).

32. Usa-se seguido da preposição por e infinitivo, para indicar que a acção não se realizou ainda (ex.: o trabalho está por fazer).

33. Usa-se seguido de particípio, para formar uma voz passiva cuja acção sofrida é geralmente permanente (ex.: o texto está escrito, agora é só rever; a derrota estava prevista).

substantivo masculino

34. Modo de ser num determinado momento. = CONDIÇÃO, ESTADO

35. A posição de imobilidade, a postura, a atitude.


está bem
Expressão usada para consentir, anuir, concordar (ex.: está bem, podem sair). = SIM

não estar nem aí
[Informal]   [Informal]  Não ligar a ou não se interessar por algo (ex.: ele não está nem aí para os que os outros possam pensar).

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Dúvidas linguísticas


Procurei a definição para a palavra invariavelmente, contudo, não a localizei no dicionário. Apenas encontrei invariável. O que muda com o acréscimo de -mente?
De facto, o advérbio invariavelmente não faz parte da nomenclatura do Dicionário Priberam da Língua Portuguesa. A nomenclatura de um dicionário é sempre limitada, e a prova disso é que até o recente Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa (edição brasileira da Editora Objetiva, 2001; edição portuguesa do Círculo de Leitores, 2002), considerado o dicionário de língua portuguesa com a maior nomenclatura, também não o regista. A maioria dos dicionários considera que a definição dos advérbios em -mente, com raras excepções, se depreende facilmente dos adjectivos de que derivam. Desta forma, considera-se que invariavelmente poderia ser entendido como “de maneira invariável”, com as acepções do adjectivo invariável.

Esta é, no entanto, uma questão que escapa à maioria dos utilizadores, e às vezes é difícil depreender os sentidos do advérbio a partir da definição do adjectivo. Neste aspecto, o Dicionário da Língua Portuguesa Contemporânea, da Academia das Ciências/Verbo (2001), parece ser bastante completo, informando o utilizador do dicionário dos vários sentidos em que pode ser utilizado o advérbio. Neste caso específico, o advérbio invariavelmente não é apenas um advérbio de modo, significando “de maneira invariável” (ex.: A cena foi repetida três vezes invariavelmente), mas é também um advérbio de tempo, significando “todas as vezes, sem excepção” (ex.: Chegam invariavelmente atrasados às aulas).




Por que há diferença entre o português de Portugal e o do Brasil em certas palavras como e.g.: Facto, acto, acção escritas destarte em Portugal e no Brasil fato, ato, ação?
Até à entrada em vigor do Acordo Ortográfico de 1990, válido para todas as variedades do português, a ortografia do português de Portugal (também designado português europeu) e a ortografia do português do Brasil seguiam dois documentos legais diferentes: para o português europeu, o Acordo Ortográfico de 1945, com alterações em 1973; para o português do Brasil, o Formulário Ortográfico de 1943, com alterações em 1971.

No que diz respeito à manutenção de certas consoantes na escrita, os dois textos legais pronunciavam-se em sentidos diferentes, preconizando o Formulário Ortográfico, válido para o português do Brasil, que “não se escrevem as consoantes mudas que não se proferem” (base IV), com poucas excepções, enquanto o Acordo Ortográfico de 1945, em vigor para o português de Portugal, nas bases VI a VIII, estabelecia várias regras para conservar ou eliminar consoantes. No português europeu, os exemplos apontados (facto/fato, acto/ato, acção/ação) correspondiam a regras diferentes para manutenção da consoante na escrita: em facto, a letra c devia ser conservada, por ser lida na maioria dos casos no português europeu (base VI, 2.º); em acção, esta letra devia também ser conservada na escrita, pois encontra-se “após as vogais a, e e o, nos casos em que não é invariável o seu valor fonético e ocorrem sem seu favor outras razões, como a tradição ortográfica, a similaridade do português com outras línguas românicas, e a possibilidade de, num dos dois países, exercerem influência no timbre das referidas vogais” (base VI, 3.º); em acto, o c mantinha-se, pois, apesar de não ser lido, devia “harmonizar-se graficamente com formas afins em que um c ou um p se mantêm, de acordo com um dos dois números anteriores [os parágrafos 2.º e 3.º já referidos]” (base VI, 4.º), sendo que neste caso específico, acto devia “harmonizar-se” com acção ou activo.

Com a aplicação do Acordo Ortográfico de 1990, na norma europeia do português, a consoante c das palavras acção e acto, por não ser pronunciada, deixa de ser escrita, aproximando-se assim a grafia à pronúncia, o que já acontecia na norma brasileira: ação e ato. Quanto à grafia da palavra facto, na norma europeia do português ela não sofre alteração com a aplicação do Acordo Ortográfico de 1990, uma vez que, diferentemente do que sucede na norma brasileira, o -c- é pronunciado, como se pode verificar pela consulta de dicionários ou vocabulários com transcrição fonética ou ortoépica, nomeadamente no Dicionário da Língua Portuguesa Contemporânea da Academia das Ciências de Lisboa ou no Dicionário Priberam da Língua Portuguesa. Este caso é semelhante a outros em que as consoantes c e p são pronunciadas (ex.: adaptar, intelectual, pacto, secção) e que, consequentemente, não sofrem alteração no português europeu com a aplicação do Acordo Ortográfico de 1990.

Como previsto pelo texto do Acordo Ortográfico de 1990, a existência de duplas grafias é possível nos casos em que a chamada "norma culta" hesita entre a prolação e o emudecimento das consoantes c e p. Por essa razão, escreve-se facto na norma europeia e fato na norma brasileira do português.

Pelo que foi dito anteriormente, e pela própria redacção do Acordo Ortográfico, se pode facilmente concluir que a ortografia é um conjunto de regras convencionadas e, como tal, é artificial e às vezes "pouco amiga do utilizador". A maioria das vezes, é o utilizador da língua que mais lê e mais consulta obras de referência, como dicionários, prontuários e afins, que melhor conhece essas regras e que melhor escreve. O caso das consoantes ou sequências de consoantes apontadas é frequentemente problemático, principalmente para utilizadores da língua que contactam com estas duas variedades do português. Não há nenhuma estratégia para escrever correctamente que não passe pela memorização do léxico e pela interiorização das regras, decorrentes da experiência de leitura e de escrita.

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Palavra do dia

cei·til cei·til
(árabe sebti, relativo a Ceuta)
substantivo masculino

1. [Numismática]   [Numismática]  Moeda do tempo de D. João I que valia 1/6 de real.

2. Soma de dinheiro, geralmente pouco (ex.: gastou o último ceitil). = TOSTÃO

3. Coisa insignificante. = BAGATELA, INSIGNIFICÂNCIA, NINHARIA

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in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, https://dicionario.priberam.org/estado [consultado em 21-08-2019]