Dicionário Priberam da Língua Portuguesa
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manifestação

manifestaçãomanifestação | n. f.
derivação fem. sing. de manifestarmanifestar
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ma·ni·fes·ta·ção ma·ni·fes·ta·ção


(latim manifestatio, -onis)
nome feminino

1. Acto de manifestar ou de se manifestar.

2. Expressão, revelação.

3. Demonstração pública dos sentimentos ou ideias dos membros de um partido ou de uma colectividade.

4. Conjunto de pessoas reunidas publicamente para mostrar ou defender determinadas ideias ou posições.


ma·ni·fes·tar ma·ni·fes·tar

- ConjugarConjugar

verbo transitivo

1. Tornar manifesto, patentear, publicar.

2. Dar indícios de.

3. Expor, apresentar.

4. Dar ao manifesto (na alfândega).

verbo pronominal

5. Declarar-se.

6. Aparecer.

7. Tornar-se visível, descobrir-se.

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Dúvidas linguísticas


Ao utilizar um parafuso sobre uma rosca, de maneira indevida ou forçada, ocorre um desgaste ou mesmo uma inutilização desta rosca. Sempre utilizei e ouvi o termo "espanar" a rosca. O termo está incorreto?
O verbo espanar, que deriva do italiano spanare e é homónimo do verbo espanar derivado de pano, encontra-se registado no Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa com o sentido “desgastar (uma rosca) até ao ponto da sua inutilização”, sendo, de acordo com o mesmo dicionário, uma palavra de curso mais generalizado no Brasil.



Tendo em conta as duas grafias do nome do escritor Eça de Queiroz/Queirós, e sendo certo que a original é a primeira, com z e sem acento, o adjectivo queiroziano, assim grafado, poder-se-ia considerar incorrecto? Não vejo porquê, apesar de só se encontrar, em vários dicionários, queirosiano como derivado de uma actualização (indevida porque desnecessária) do supracitado escritor...
A ortografia do português, como a ortografia de qualquer língua, é um conjunto de regras convencionadas e artificiais que procuram reflectir o sistema fonológico e morfológico da língua, em muitos casos com invocação de motivos etimológicos, desconhecidos da maioria dos utilizadores da língua. A ortografia portuguesa só começou a ter alguma estabilidade a partir do final do séc. XIX, com o início das reformas ortográficas. A instabilidade anterior a esta altura poderá facilmente ser verificada em textos antigos, em dicionários etimológicos ou em dicionários com formas históricas, como o Dicionário Houaiss (edição brasileira da Editora Objetiva, 2001; edição portuguesa do Círculo de Leitores, 2002). Por este motivo, é possível encontrar casos, até no séc. XX, de grafias que nos parecerão muito estranhas, atendendo à ortografia actual, fixada sobretudo a partir da década de 40 do séc. XX, com o Acordo Ortográfico de 1945, para o português europeu e com o Formulário Ortográfico de 1943, para o português do Brasil.

O caso do antropónimo Queiroz/Queirós é um exemplo de tentativa de uniformização ortográfica através da base V do Acordo Ortográfico de 1945, onde se pode ler: “Dada a homofonia existente entre certas consoantes, torna-se necessário diferençar os seus empregos gráficos, que fundamentalmente se regulam pela etimologia e pela história das palavras. É certo que a variedade das condições em que se fixam na escrita as consoantes homófonas nem sempre permite fácil diferenciação de todos os casos em que se deve empregar uma consoante e daqueles em que, diversamente, se deve empregar outra, ou outras, do mesmo som; mas é indispensável, apesar disso, ter presente a noção teórica dos vários tipos de consoantes homófonas e fixar praticamente, até onde for possível, os seus usos gráficos, que nos casos especiais ou dificultosos a prática do Idioma e a consulta do vocabulário ou do dicionário irão ensinando. [...] 5.° Distinção entre s final de palavra e x e z idênticos: aguarrás, aliás, anis, após, atrás, através, Avis, Brás, Dinis, Garcês, gás, Gerês, Inês, íris, Jesus, jus, lápis, Luís, país, português, Queirós, quis, retrós, resvés, revés, Tomás, Valdês [...].”

Este antropónimo tem origem, segundo o Dicionário Onomástico Etimológico da Língua Portuguesa de José Pedro Machado (Lisboa, Livros Horizonte, 2003), no topónimo Queirós (nas regiões de Barcelos, Lisboa, Seia e Torres Novas), que por sua vez derivará do substantivo comum queiró. A forma Queirós, além de referida no texto do Acordo Ortográfico, está também atestada em várias obras de referência para a língua portuguesa da norma europeia, nomeadamente no Vocabulário da Língua Portuguesa de Rebelo GONÇALVES (Coimbra, Coimbra Editora, 1966) e no Grande Vocabulário da Língua Portuguesa de José Pedro MACHADO (Lisboa, Âncora Editora, 2001), sendo que nenhuma delas atesta a forma Queiroz.

Refira-se adicionalmente que o intervalo de vida de Eça de Queirós (1845-1900) é anterior aos principais movimentos reformistas da ortografia, que procuraram e procuram maior uniformidade na aplicação de regras (a este respeito, é muito interessante a consulta de A Demanda da Ortografia Portuguesa, de Ivo CASTRO, Inês DUARTE e Isabel LEIRIA [Lisboa: Ed. João Sá da Costa, 1987]).

Neste caso, e em muitos outros de antropónimos registados antes do acordo de 1945, é possível o uso de ortografias divergentes daquelas preconizadas pelo acordo, pois este prevê, na sua base L, que se possa conservar a “grafia de nomes próprios adoptada pelos seus possuidores nas respectivas assinaturas”, assim como de “firmas comerciais, sociedades, marcas e títulos”. Se isto se pode aplicar a Queiroz e a outros nomes próprios, não poderá, porém, aplicar-se aos seus derivados, que deverão respeitar as regras da ortografia em vigor. Por este motivo, as formas aconselhadas dos derivados deverão grafar-se com s (ex. queirosiano, queirosianismo, queirosianista), tal como poderá constatar em dicionários de língua portuguesa.

O Acordo Ortográfico de 1990 não altera nada a este respeito.

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Palavra do dia

fer·ro·cé·ri·o fer·ro·cé·ri·o


(ferro + cério)
nome masculino

[Química]   [Química]  Liga de ferro com uma percentagem alta de cério, usada como pederneira em isqueiros.

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in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2021, https://dicionario.priberam.org/manifesta%C3%A7%C3%A3o [consultado em 07-05-2021]