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encavacado

A forma encavacadopode ser [masculino singular particípio passado de encavacarencavacar] ou [adjectivoadjetivo].

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encavacadoencavacado
( en·ca·va·ca·do

en·ca·va·ca·do

)


adjectivoadjetivo

1. Que está envergonhado. = ACANHADO, EMBAÇADO, INTIMIDADODESINIBIDO

2. Que está zangado; que deu o cavaco. = AMUADO, CONTRARIADO

etimologiaOrigem etimológica:particípio de encavacar.
encavacarencavacar
( en·ca·va·car

en·ca·va·car

)
Conjugação:regular.
Particípio:regular.


verbo intransitivo

1. Ficar aborrecido, descontente, irritado ou zangado. = DAR O CAVACO, ZANGAR-SE


verbo transitivo e intransitivo

2. Deixar ou ficar com vergonha. = EMBARAÇAR, ENCAFIFAR, ENVERGONHAR-SE, INTIMIDAR-SE

3. Amuar.

etimologiaOrigem etimológica:en- + cavaco + -ar.

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Dúvidas linguísticas



Ministrar pode usar-se como leccionar no seguinte contexto: curso de formação profissional ministrado para a entidade X? Se não, qual a palavra mais adequada para a frase indicada?
O verbo ministrar pode ser sinónimo de leccionar e, tal como este, quando selecciona um complemento indirecto constrói-se usualmente com a preposição a, pelo que no contexto indicado deveria figurar Curso de formação profissional ministrado à (= crase da preposição a + artigo definido a) entidade X.



Escreve-se ei-la ou hei-la?
A forma correcta é ei-la.

A palavra eis é tradicionalmente classificada como um advérbio e parece ser o único caso, em português, de uma forma não verbal que se liga por hífen aos clíticos. Como termina em -s, quando se lhe segue o clítico o ou as flexões a, os e as, este apresenta a forma -lo, -la, -los, -las, com consequente supressão de -s (ei-lo, ei-la, ei-los, ei-las).

A forma hei-la poderia corresponder à flexão da segunda pessoa do plural do verbo haver no presente do indicativo (ex.: vós heis uma propriedade > vós hei-la), mas esta forma, a par da forma hemos, já é desusada no português contemporâneo, sendo usadas, respectivamente, as formas haveis e havemos. Vestígios destas formas estão presentes na formação do futuro do indicativo (ex.: nós ofereceremos, vós oferecereis, nós oferecê-la-emos, vós oferecê-la-eis; sobre este assunto, poderá consultar a resposta mesóclise).

Pelo que acima foi dito, e apesar de a forma heis poder estar na origem da forma eis (o que pode explicar o facto de o clítico se ligar por hífen a uma forma não verbal e de ter um comportamento que se aproxima do de uma forma verbal), a grafia hei-la não pode ser considerada regular no português contemporâneo, pelo que o seu uso é desaconselhado.