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sorrir

sorrirsorrir | v. intr. e pron. | v. intr. | v. tr. | n. m.
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sor·rir sor·rir

- ConjugarConjugar

(latim subrideo, -ere)
verbo intransitivo e pronominal

1. Rir sem gargalhada, fazendo apenas um pequeno movimento com os lábios.

2. Deixar escapar um sorriso.

verbo intransitivo

3. Indicar por meio de sorriso algum sentimento, tal como a ironia, o desprezo, a incredulidade, etc.

4. Mostrar-se contente e comprazido. = ALEGRAR-SE

5. Mostrar bom modo, exprimir agrado.

6. Estar claro ou brilhante.

verbo transitivo

7. Dirigir sorrisos a.

8. Causar agrado a. = AGRADAR, APRAZER

9. Dar boas esperanças a.

10. Ser favorável a. = FAVORECER

nome masculino

11. Sorriso.

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Parecidas

Dúvidas linguísticas


Agradecia que me informassem o significado e a origem das seguintes palavras: almosquia e cadaveiras.
Nenhum dos dicionários de língua portuguesa ao nosso dispor regista as palavras que refere, por isso assumimos que se trate de nomes próprios, mais especificamente de topónimos. Em relação a Almosquia, e apesar de termos tomado conhecimento, através de pesquisas na internet, de que existe um arruamento em Cascais com esse nome, não conseguimos encontrar qualquer informação etimológica. No que diz respeito a Cadaveiras, o Dicionário Onomástico Etimológico da Língua Portuguesa (Vol. I, Editorial Confluência, Lisboa, s. d. [1984], p. 306), da autoria do recentemente falecido José Pedro Machado, informa-nos de que o topónimo Cadaveira, que se pode encontrar nas regiões de Águeda, de Santiago do Cacém e na Galiza, provém do substantivo feminino cádava ou cadava, do qual derivará também o topónimo Cadaval.



A palavra fim de semana, aparece em todo o lado escrita com hífen, inclusive no vosso dicionário. Contudo, quando estudei a língua portuguesa nas cadeiras da faculdade, foi-nos dado como referência um manual que nos serviu como a Bíblia da Língua Portuguesa: a Nova Gramática do Português Contemporâneo. Esta gramática de Celso Cunha e Lindley Cintra afirma na página 107 que a palavra fim de semana é um exemplo de quando os elementos justapostos conservam a sua "autonomia gráfica", tais como Idade Média e pai de família. Assim sendo, gostaria que me informassem se é correcto a utilização das duas formas, ou se a Nova Gramática já está desactualizada.
O registo de fim-de-semana como palavra hifenizada é feito pela esmagadora maioria das obras de referência do português europeu, nomeadamente o Vocabulário da Língua Portuguesa, de Rebelo GONÇALVES, o Grande Vocabulário da Língua Portuguesa, de José Pedro MACHADO, o Dicionário da Língua Portuguesa On-line, o Dicionário da Língua Portuguesa Contemporânea da Academia das Ciências de Lisboa ou o Grande Dicionário Língua Portuguesa, da Porto Editora.

Como contraponto, a palavra hifenizada está praticamente ausente das obras de referência do português do Brasil, não constando, por exemplo, do Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa, da Academia Brasileira de Letras. A locução fim de semana é registada em obras como o Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa, o Novo Dicionário Aurélio da Língua Portuguesa ou o Aulete Digital - Dicionário Contemporâneo da Língua Portuguesa.

É interessante, neste aspecto, comparar a edição brasileira (Ed. Objetiva, 2001) e a portuguesa (Círculo de Leitores, 2002) do Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa e verificar que apesar de fim de semana estar registado nas duas edições como locução e não como palavra hifenizada, na edição portuguesa foi acrescentada a observação "também se escreve com hífen".

Relativamente ao que está estipulado nos textos legais que regem a ortografia portuguesa, a regulamentação sobre o uso do hífen é tão vaga que permitiria justificar que grande parte das locuções nominais fosse escrita com hífen. Leia-se, por exemplo, parte do texto da base XXVIII, a respeito de palavras/locuções com a mesma estrutura de fim-de-semana: "Emprega-se o hífen nos compostos em que entram [...] dois ou mais substantivos, ligados ou não por preposição ou outro elemento [...] e em que o conjunto dos elementos, mantida a noção da composição, forma um sentido único ou uma aderência de sentidos. Exemplos: água-de-colónia, arco-da-velha, bispo-conde, brincos-de-princesa, cor-de-rosa". Se aplicarmos estas indicações a fim-de-semana, podemos concluir que esta locução pode corresponder a um sentido único, pois corresponde a um intervalo temporal específico que não se limita a ser o fim de uma semana de trabalho, uma vez que pode a semana pode começar ao domingo e este está incluído no fim-de-semana.

A Nova Gramática do Português Contemporâneo de Celso CUNHA e Lindley CINTRA não se encontra desactualizada, nem está incorrecta. O que acontece é que o ponto de partida desta gramática de 1985 foi a Gramática da língua portuguesa, de Celso Cunha (1972). Apesar de a colaboração de Lindley Cintra ter permitido incluir informação adicional sobre o português de Portugal e um contraste entre as duas normas, alguma informação veiculada segue a tradição lexicográfica do português do Brasil, como parece ser o caso com fim de semana. Citando os autores da referida gramática, "reitere-se que o emprego do hífen é uma simples convenção ortográfica" (p. 107) e, atendendo à sua parca regulamentação nos textos legais, baseia-se essencialmente nas tradições lexicográficas portuguesa e brasileira.

Em conclusão, pode dizer-se que não se trata de uma incorrecção escrever de uma ou de outra forma, pois não há determinação ortográfica que impeça nenhuma delas, tratando-se apenas de uma questão de respeito pela tradição lexicográfica das duas normas. Actualmente, será preferível escrever fim-de-semana no português de norma europeia, e fim de semana no português de norma brasileira, mas é de referir ainda que o Acordo Ortográfico assinado em 1990 (que, saliente-se, não está em vigor) preconiza (na alínea a) do art. 6.º da base XV), a forma fim de semana, ignorando o texto do parágrafo anterior que defende excepções "já consagradas pelo uso (como é o caso de água-de-colónia, arco-da-velha, cor-de-rosa, mais-que-perfeito, pé-de-meia, ao deus-dará, à queima-roupa)".

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Palavra do dia

bi·po·la·ri·da·de bi·po·la·ri·da·de


(bipolar + -idade)
nome feminino

1. Qualidade do que é bipolar.

2. Estado do que tem dois pólos contrários.

3. [Psiquiatria]   [Psiquiatria]  Perturbação de humor caracterizada por alternância entre estados depressivos e estados de excitação eufórica.


SinónimoSinônimo Geral: BIPOLARISMO

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in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2021, https://dicionario.priberam.org/sorrir [consultado em 30-03-2023]