Dicionário Priberam da Língua Portuguesa
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3ª pess. sing. pret. perf. ind. de apagarapagar
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a·pa·gar a·pa·gar - ConjugarConjugar
verbo transitivo, intransitivo e pronominal

1. Fazer acabar ou desaparecer a luz ou o lume de (ex.: apague o cigarro; a vela é pequena, apaga rápido; o segundo fósforo também se apagou). = EXTINGUIRACENDER, ATEAR

verbo transitivo e pronominal

2. Fazer perder ou diminuir o brilho ou a intensidade. = EMBACIAR

3. Fazer parar ou interromper-se o fluxo energético que garante o funcionamento de algo (ex.: apague o esquentador antes de sair de casa; a tecla prendeu e o monitor do computador apagou; a televisão não se apaga sozinha). = DESLIGARACENDER, LIGAR

4. Suprimir ou limpar o que estava escrito, desenhado, gravado, pintado.

5. [Figurado]   [Figurado]  Fazer desaparecer.

6. Aplacar; humilhar.

7. [Marinha]   [Marinha]  Colher.

verbo intransitivo e pronominal

8. [Informal]   [Informal]  Adormecer, geralmente de modo rápido (ex.: apaguei logo no início do filme; bebeu muito e acabou por se apagar no sofá da sala).

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Dúvidas linguísticas


Tenho ouvido em alguns serviços informativos da TV a utilização incorrecta (acho eu) de alguns verbos. Qual a frase correcta: "O professor mandou os alunos fazerem uma cópia" ou "O professor mandou os alunos fazer uma cópia"? Obrigada.
A dúvida diz respeito ao uso do infinitivo pessoal ou flexionado (fazerem) ou do infinitivo impessoal (fazer).

Quando o sujeito da oração principal (O professor) é diferente do sujeito da oração infinitiva (os alunos), a tendência é usar o infinitivo pessoal, pelo que a frase mais consensual será O professor mandou os alunos fazerem uma cópia. Note-se que não se fala marcadamente de regras relativamente a este tópico porque se trata de uma questão mais do campo da estilística do que do campo da gramática, tal como afirmam Celso Cunha e Lindley Cintra na sua Nova Gramática do Português Contemporâneo (14.ª ed., Edições Sá da Costa, Lisboa, 1998, p. 482):

«O emprego das formas flexionada e não flexionada do infinitivo é uma das questões mais controvertidas da sintaxe portuguesa. Numerosas têm sido as regras propostas pelos gramáticos para orientar com precisão o uso selectivo das duas formas. Quase todas, porém, submetidas a um exame mais acurado, revelaram-se insuficientes ou irreais. Em verdade, os escritores das diversas fases da língua portuguesa nunca se pautaram, no caso, por exclusivas razões de ordem gramatical, mas viram-se sempre, no acto da escolha, influenciáveis por ponderáveis motivos de ordem estilística, tais como o ritmo da frase, a ênfase do enunciado, a clareza da expressão. Por tudo isso, parece-nos mais acertado falar não de regras, mas de tendências que se observam no emprego de uma e de outra forma do infinitivo.»

Sobre este assunto, pode ainda consultar a resposta à dúvida linguística infinitivo flexionado e pretérito mais-que-perfeito




A palavra "abrupto" não se separa da forma "a-brup-to", como se vê no vosso dicionário, mas sim da forma "ab-rup-to".
Para a forma abrupto, e apesar de esta não ser uma opinião unânime nos poucos dicionários que fazem divisão silábica para translineação, defendemos que a divisão silábica apropriada para translineação é "a-/brup-/to", pelos motivos que a seguir apontamos. À variante ab-rupto pode aplicar-se a divisão para translineação "ab-/-rup-/to".

A divisão silábica para translineação tem por base a divisão silábica, mas, ao contrário desta, é muito pouco intuitiva, pois é convencionada pelos textos legais que regulam a ortografia (o Acordo Ortográfico de 1990 ou, antes da aplicação da nova ortografia, o Formulário Ortográfico de 1943, para o português do Brasil e o Acordo Ortográfico de 1945, para o português de Portugal) e pelas obras de referência, com regras bastante específicas.

Em qualquer um destes textos se diz que o grupo consonântico br (ex.: abrir) faz parte dos grupos indivisíveis (bl, br, cl, cr, dr; fl, fr, gl, gr, pl, pr, tl, tr, vr), havendo algumas excepções, essas sim, pouco claras.

Segundo o Acordo Ortográfico de 1990, na Base XX, 1.º (e também segundo Acordo Ortográfico de 1945, na Base XLVIII, 1.º, uma vez que o texto neste ponto é praticamente igual), as excepções são apenas "vários compostos cujos prefixos terminam em b ou d: ab- legação, ad- ligar, sub- lunar, etc., em vez de a- blegação, a- dligar, su- blunar, etc.". Sobre este ponto, também Rebelo Gonçalves se pronuncia no seu Tratado de Ortografia da Língua Portuguesa, dizendo, em relação aos grupos consonânticos indivisíveis bl, br, pl e pr que "excepcionalmente, há sucessões de b e l e de d e l que não constituem perfeitos grupos", como serão os casos de ablegação, adligante ou sublunar, em que na translineação as consoantes deverão ficar separadas, mas sem referir outros grupos consonânticos. Já o Formulário Ortográfico de 1943, que rege a ortografia no Brasil antes da aplicação do Acordo de 1990, no ponto XV, refere que "não se separam os elementos dos grupos consonânticos iniciais de sílaba", observando em nota que "nem sempre formam grupos articulados as consonâncias bl e br: nalguns casos o l e o r se pronunciam separadamente, e a isso se atenderá na partição do vocábulo", mas os exemplos enunciados são sublingual, sub-rogar e adlegação, sendo que o único exemplo em que se separa b-r é o de uma palavra já hifenizada, o que indica uma divisão silábica que nem precisa das regras de translineação para se fazer (achamos que é também o caso da variante ab-rupto, mas não de abrupto).

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Palavra do dia

po·a·lho po·a·lho
(pó + -alho)
substantivo masculino

Chuva miúda e passageira.

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in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, https://dicionario.priberam.org/apagou-se [consultado em 23-02-2019]