Dicionário Priberam da Língua Portuguesa
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pararparar | v. intr. | v. tr. | v. auxil.
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pa·rar pa·rar - ConjugarConjugar
(latim paro, -are, preparar)
verbo intransitivo

1. Cessar no movimento ou na acção.

2. Não passar além de.

3. Estacar.

4. Chegar a um termo ou fim.

5. Residir.

6. Permanecer; conservar-se.

7. Frequentar.

8. Descansar.

9. Recair ou vir ao domínio ou propriedade de alguém (uma coisa depois de outros a terem possuído).

10. Reduzir-se ou converter-se (uma coisa em outra diferente da que se esperava).

verbo transitivo

11. Impedir a continuação do movimento, curso ou progresso de.

12. Aparar.

13. Sustentar.

14. Fixar; conservar.

15. Prevenir.

16. Apontar (ao jogo).

verbo auxiliar

17. Usa-se seguido da preposição de e infinitivo, para indicar fim de acção, processo ou estado (ex.: ainda não parou de chover).


Ver também dúvida linguística: pára segundo o Acordo Ortográfico de 1990.
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Dúvidas linguísticas


No novo acordo ortográfico está assinalado que os axiônimos (pronomes de tratamento e expressões de reverência) só são usados com a inicial minúscula: senhor doutor Joaquim da Silva, excelentíssimo senhor, etc. Nesse item são inseridos os títulos também apesar dessa palavra nãos estar grafada no texto do acordo, só são colocados os exemplos: bacharel Mário Abrantes, cardeal Bembo. Todavia verifiquei que há estudiosos da língua, que ao comentarem o Novo Acordo Ortográfico (1990) citam que os axiônimos e títulos podem ter o uso facultativo de inicial maiúscula ou minúscula, podendo ser escritos: bacharel/Bacharel Mário Abrantes, cardeal/Cardeal Bembo, excelentíssimo senhor Augusto Barroso/ Excelentíssimo Senhor Augusto Barroso. Afinal, as iniciais dos axiônimos e títulos podem ser escritas somente com minúscula ou aceitam o uso facultativo em minúscula/maiúscula?
O Acordo Ortográfico de 1990 altera alguns usos decorrentes das disposições do Acordo Ortográfico de 1945 e do Formulário Ortográfico de 1943, os textos legais anteriormente em vigor, respectivamente, para a norma europeia e para a norma brasileira do português.

Desconhecendo os comentários dos estudiosos da língua que refere, podemos apenas indicar que, relativamente à designação de formas de tratamento ou de reverência (axiónimos), a alínea f) do ponto 1º da Base XIX do Acordo de 1990 estipula claramente que os mesmos devem ser escritos com inicial minúscula (ilustrando com os exemplos senhor doutor Joaquim da Silva, bacharel Mário Abrantes, o cardeal Bembo), como, aliás, menciona na sua mensagem. A mesma alínea ressalva a possibilidade de se usar minúscula inicial ou maiúscula inicial apenas no caso de nomes de santos ou nomes próprios ligados à religião (hagiónimos), como santa Filomena, que também pode ser grafado Santa Filomena. A Base XIX termina com a seguinte nota: “As disposições sobre os usos das minúsculas e maiúsculas não obstam a que obras especializadas observem regras próprias, provindas de códigos ou normalizações específicas (terminologias antropológica, geológica, bibliológica, botânica, zoológica, etc.), promanadas de entidades científicas ou normalizadoras reconhecidas internacionalmente.” Esta observação não parece contemplar a facultatividade de inicial minúscula ou maiúscula no caso dos axiónimos, pelo que, à luz do texto legal, os axiónimos devem ser escritos com inicial minúscula.




Surgiu-me uma dúvida na conjugação do verbo escrever. Na frase: Não quero com isto dizer que traduzir um texto seja mais intenso que escreve-lo ou será escrevê-lo?
A dúvida colocada diz respeito à conjugação do verbo escrever (e, em geral, de todos os verbos da segunda conjugação) no infinitivo, seguido de um clítico o. Este clítico, assim como as suas flexões a, os e as, quando segue formas verbais terminadas em -r, -s ou -z, apresenta a forma -lo, -la, -los, -las, com consequente supressão de -r, -s e -z. É por este motivo que se podem encontrar formas como nós escrevemos o livro --> nós escrevemo-lo; vós escrevíeis essa carta --> vós escrevíei-la; tu escreveras os textos --> tu escrevera-los.

Em alguns casos há necessidade de adequar a ortografia para manter o som dos tempos verbais sem o clítico ou para manter a distinção entre tempos verbais. É o caso de escreve-lo e escrevê-lo, que correspondem a duas formas distintas do verbo escrever : escreve-lo corresponde à segunda pessoa do singular do presente do indicativo (ex.: tu escreves o texto muito bem --> tu escreve-lo muito bem), enquanto escrevê-lo corresponde ao infinitivo (ex.: é possível escrever melhor este texto --> é possível escrevê-lo melhor). O acento circunflexo serve para manter a qualidade da vogal do infinitivo (ex.: escrev[ê]r --> escrevê-lo; pôr --> pô-lo).
Desta forma, na frase apresentada, a forma correcta seria escrevê-lo, pois nesse caso trata-se do infinitivo do verbo (Não quero com isto dizer que traduzir um texto seja mais intenso que escrevê-lo = escrever um texto).

O fenómeno descrito acima é geral para todas as conjugações. Na primeira conjugação, em -ar (ex.: adorar), para manter o som vocálico aberto do infinitivo (ex.: ador[á]r) é necessário utilizar o acento agudo (ex.: adorá-lo); se não apresentar acento, trata-se da segunda pessoa do singular do presente do indicativo (ex.: tu adora-lo). Na terceira conjugação, em -ir (ex.: partir), em geral não há necessidade de acentuar graficamente o i antes do clítico (ex.: parti-lo), pois em português o i tónico em final de palavra não necessita de acento (excepto em casos em que é necessário desfazer um hiato; consultar também a dúvida concluir e pronome -lo), mas neste caso não há confusão com a segunda pessoa do singular do presente do indicativo (ex.: tu parte-lo).

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Palavra do dia

ma·ta·-sãos ma·ta·-sãos
(espanhol matasanos)
substantivo masculino de dois números

[Informal]   [Informal]  Médico ou curandeiro incompetente. = CHARLATÃO, MATA-SANOS

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in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, https://dicionario.priberam.org/parar [consultado em 20-02-2019]