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competir

competircompetir | v. tr. e intr. | v. tr.
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com·pe·tir com·pe·tir

- ConjugarConjugar

(latim competo, -ere, visar o mesmo fim que outro, encontrar-se, coincidir)
verbo transitivo e intransitivo

1. Lutar por algo ou alguém contra um adversário; entrar em competição. = DISPUTAR, RIVALIZAR

2. Participar numa competição desportiva (ex.: vai competir com a campeã actual; os atletas nacionais competem amanhã).

verbo transitivo

3. Pretender suplantar em valor ou qualidade (ex.: não compito com ninguém). = CONCORRER

4. Ser da responsabilidade ou da competência de (ex.: agora a resposta competia à direcção; compete ao tribunal decidir). = CABER, CUMPRIR, IMPENDER

5. Pertencer por direito (ex.: metade da herança compete à viúva). = CABER, TOCAR

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Dúvidas linguísticas


Estou com uma dúvida: como se escreve, e se existe, a palavra (excessão, ecessão, esseção)?
No português europeu a grafia correcta é excepção e no português do Brasil é exceção.



A questão da regência verbal sempre foi problemática na língua portuguesa e, se calhar, em todas as outras. Mas, uma das regências mais controversas é a do verbo apelar. Uns insistem que a preposição exigida por este verbo é a, enquanto outros consideram que é para. Qual será então a forma correcta? Por exemplo, devemos dizer o padre apelou os crentes para se manterem fiéis à doutrina ou o padre apelou aos crentes a manterem-se fiéis à doutrina?
O verbo apelar pode ser intransitivo, isto é, admite uma construção sem complemento nominal obrigatório (ex.: O advogado apelou), ou transitivo indirecto, isto é, admite uma construção com um complemento nominal regido de preposição, que pode ser a, de ou para, consoante os contextos ou as acepções. A construção de apelar com a preposição de é usual no sentido que diz respeito a recurso de decisões ou sentenças (ex. O advogado apelou da sentença). As construções que parecem ser objecto de dúvida são aquelas em que se utiliza as preposições a ou para. Neste caso, ambas estão atestadas nos principais dicionários de língua e de regência verbais, sendo possíveis e correctas as construções O padre apelou aos crentes ou O padre apelou para os crentes. Esta construção pode ainda complicar-se como o exemplo apresentado sugere: O padre apelou aos crentes para se manterem fiéis.

Os dicionários e as gramáticas geralmente não se pronunciam sobre estas construções mais complexas, por haver dificuldade em descrevê-las ou designá-las. Neste caso, o complemento assinalado constitui um outro complemento indirecto que se articula com o primeiro. Do ponto de vista sintáctico, não parece existir motivo para a preposição não poder ser a mesma nos dois casos (ex.: O padre apelou aos crentes a se manterem fiéis.), mas para evitar ambiguidades ou dificuldades de percepção, a preposição deverá ser diferente. Se se entender que a construção é demasiado complexa, é possível simplificá-la apenas com um complemento indirecto, mantendo toda a informação semântica (ex.: O padre apelou a que os crentes se mantivessem fiéis ou O padre apelou para os crentes se manterem fiéis).

A construção que não respeita a regência do verbo é aquela em que existe um complemento directo, isto é, um complemento nominal não regido de preposição. Assim sendo, o exemplo *O padre apelou os crentes para se manterem fiéis à doutrina pode ser considerado agramatical, pois o verbo deve ter um complemento indirecto, logo o complemento destacado deverá ser introduzido por uma preposição: O padre apelou aos crentes para se manterem fiéis à doutrina.

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Palavra do dia

vi·lar vi·lar


(latim villaris, -e, relativo a casa de campo, a quinta)
nome masculino

[Pouco usado]   [Pouco usado]  Pequena aldeia ou povoação; grupo de casas. = ALDEOLA, CASAL, LUGAREJO

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in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2021, https://dicionario.priberam.org/competir [consultado em 23-09-2021]