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marcheta

A forma marchetapode ser [segunda pessoa singular do imperativo de marchetarmarchetar], [terceira pessoa singular do presente do indicativo de marchetarmarchetar] ou [nome feminino].

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marchetamarcheta
|ê| |ê|
( mar·che·ta

mar·che·ta

)


nome feminino

1. Marchete.

2. Lugar do manto onde se pregam as fitas.

marchetarmarchetar
( mar·che·tar

mar·che·tar

)
Conjugação:regular.
Particípio:regular.


verbo transitivo

1. Embutir (marchetes) em.

2. Adornar (alguma coisa) com marchetaria.

3. [Figurado] [Figurado] Matizar, esmaltar.


verbo intransitivo

4. Fazer obra de marchetaria.

Auxiliares de tradução

Traduzir "marcheta" para: Espanhol Francês Inglês

Anagramas



Dúvidas linguísticas


Morfologicamente, como classificamos a expressão "cerca de"?
A expressão cerca de é composta pelo (pouco usado) advérbio cerca seguido da preposição de, sequência (advérbio + preposição) que, segundo a Nova Gramática do Português Contemporâneo, de Celso Cunha e Lindley Cintra (Lisboa: Ed. João Sá da Costa, 1998, 14.ª ed., p. 541) faz dela uma locução prepositiva, isto é, uma locução que tem a função de uma preposição. Esta locução é assim classificada no Dicionário da Língua Portuguesa Contemporânea da Academia das Ciências de Lisboa, um dos raros dicionários que classificam as locuções; no entanto, em alguns contextos, esta locução tem um comportamento que a aproxima mais de um advérbio do que de uma preposição (ex.: esperei cerca de 30 minutos = esperei aproximadamente 30 minutos), pelo que nestes casos, deveria ser considerada uma locução adverbial.



Na geografia, a disparidade de designação é tão grande que só confunde! Palavras portuguesas antigas como Barém parecem estar a ser substituídas pelo equivalente inglês Bahrein. Outras, como Qatar parecem de formação estranha por anteposição de um q a um a (não conheço mais nenhuma palavra assim formada ...). Já Kosovo escreve-se com k quando o natural seria com c. Ou não?! E como seria Kuwait? Ou Koweit? Há para todos os gostos... E, se Madrid está já consagrada entre nós sem e no final (Madrid), faz sentido escrever Bagdade (ou Bagdad)?
O Acordo Ortográfico de 1945 apenas estipula, na sua base LI, que se substituam os topónimos estrangeiros por formas vernáculas sempre que existam formas antigas ou outras de uso corrente. No entanto, é algo frequente hoje em dia a utilização de formas como Bahrein ou Beijing, oriundas sobretudo do inglês, a língua franca actual, quando já existem na língua portuguesa formas aportuguesadas relativamente antigas, que deverão ser consideradas preferenciais (Barém ou Pequim, respectivamente).

Na base VIII, o acordo também prevê que as letras b, c, d, g e t se mantenham em fim de palavra em nomes próprios cuja grafia com essas consoantes finais já tenha sido consagrada pelo uso. Assim se explicam formas como Madrid ou Bagdad.

No caso de formas como Koweit/Kuwait (a que se pode ainda juntar Kuweit ou Kowait) ou Qatar, trata-se de uma questão de transliteração, ou seja, de adaptação ao nosso alfabeto de outros sistemas gráficos tão diferentes como o árabe. É por vezes difícil fazer a adaptação de sons de outras línguas que não utilizam o alfabeto latino; acresce ainda o facto de que frequentemente se adoptam as formas transliteradas para inglês, apesar de na maior parte das vezes não se adaptarem ao nosso sistema ortográfico ou fonético. Em alguns casos há tentativas de regularizar estas grafias, adaptando-as ao português (o Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa, por exemplo, já regista catarense como o gentílico relativo ao Catar, e coveitiano como uma das formas do gentílico relativo ao Kuwait, a par de kowaitiano, koweitiano, kuwaitiano e kuweitiano).

Nos casos de nomes próprios que se difundiram mais ou menos recentemente, como Kosovo, é natural que ainda se escrevam com sequências gráficas estranhas ao português, pois há uma tendência inicial para se manterem as formas originais ou as formas da língua pela qual entraram no nosso sistema linguístico. Com o tempo, é muito provável que essas formas tendam para um aportuguesamento, pelo que será possível acharmos naturais formas como Cosovo.

O Acordo Ortográfico de 1990 não faz nenhuma alteração em relação a este assunto.