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estancadeira

estancadeiraestancadeira | n. f.
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es·tan·ca·dei·ra es·tan·ca·dei·ra


(estancar + -deira)
nome feminino

[Botânica]   [Botânica]  Planta plumbaginácea, herbácea e adstringente.

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Dúvidas linguísticas


Venho por este meio para me tirarem uma dúvida que é a seguinte: Quando uma pessoa muda de uma região para a outra, mas dentro do próprio país, como se diz? Emigrar ou Imigrar? E quando uma pessoa vai para outro país para trabalhar e para viver?
Os verbos emigrar e imigrar têm em comum o significado de migrar, e apenas diferem no ponto de vista, isto é, emigrar é "sair, temporária ou definitivamente, do seu país ou região" e imigrar é "entrar e fixar-se, periódica ou definitivamente, num outro país ou região" (o mesmo se aplica aos respectivos derivados, como emigrante/imigrante, emigração/imigração). Esta diferença deve-se ao facto de o verbo emigrar conter, já em latim, um elemento e- ou ex-, que deriva da preposição latina ex e que indica "movimento para fora", da mesma forma que o verbo imigrar contém um elemento i- ou in-, que deriva da preposição latina in e que indica "movimento para dentro".

Assim, pode dizer-se, por exemplo, que um português que vai trabalhar para o estrangeiro emigra, relativamente a Portugal (ex.: o pai dele emigrou aos 17 anos; estava a pensar emigrar para a Austrália), e imigra, relativamente ao país de acolhimento (ex.: a família imigrou e já vive neste país há uma década); da mesma forma, um estrangeiro que veio trabalhar para Portugal é imigrante neste país (ex.: os imigrantes permitem rejuvenescer a população envelhecida) e emigrante no seu país de origem (ex.: todos os meses, o emigrante envia dinheiro à família).

Como foi dito acima, qualquer um destes verbos (e ainda o verbo migrar) pode ser usado tanto para uma acção de mudança de país como de região (ex.: abandonaram o cultivo dos campos e emigraram para a cidade; imigrara vinte anos antes, vindo dos Açores).




Diz-se "vendem-se casas" ou "vende-se casas"?
Do ponto de vista exclusivamente linguístico, nenhuma das duas expressões pode ser considerada incorrecta.

Na frase Vendem-se casas, o sujeito é casas e o verbo, seguido de um pronome se apassivante, concorda com o sujeito. Esta frase é equivalente a casas são vendidas.

Na frase Vende-se casas, o sujeito indeterminado está representado pelo pronome pessoal se, com o qual o verbo concorda. Esta frase é equivalente a alguém vende casas.

Esta segunda estrutura está correcta e é equivalente a outras estruturas muito frequentes na língua com um sujeito indeterminado (ex.: não se come mal naquele restaurante; trabalhou-se pouco esta semana), apesar de ser desaconselhada por alguns gramáticos, sem contudo haver argumentos sólidos para tal condenação. Veja-se, por exemplo, a Nova Gramática do Português Contemporâneo, de Celso CUNHA e Lindley CINTRA [Edições Sá da Costa, 1984, 14ª ed., pp. 308-309], onde se pode ler “Em frases do tipo: Vendem-se casas. Compram-se móveis. considera-se casas e móveis os sujeitos das formas verbais vendem e compram, razão por que na linguagem cuidada se evita deixar o verbo no singular”.

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Palavra do dia

con·ge·ni·al con·ge·ni·al


(con- + genial)
adjectivo de dois géneros
adjetivo de dois géneros

1. Conforme ao génio ou à índole de alguém ou de alguma coisa (ex.: era a rebeldia congenial da adolescência). = INERENTE

2. Próprio por natureza; que vem desde o nascimento (ex.: sentimentos congeniais; virtude congenial). = CONATO, CONGÉNITO, INATO, INGÉNITO, NATO, NATURAL

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in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2021, https://dicionario.priberam.org/estancadeira [consultado em 02-12-2021]