Dicionário Priberam da Língua Portuguesa
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masc. pl. de cilíciocilício
Sabia que? Pode consultar o significado de qualquer palavra abaixo com um clique. Experimente!

ci·lí·ci·o ci·lí·ci·o
(latim cilicium, -ii, tecido de pêlo de cabra)
substantivo masculino

1. [Religião]   [Religião]  Antiga veste ou cinto de tecido áspero usado sobre a pele como penitência.

2. [Religião]   [Religião]  Cinto, corrente ou cordão com pontas ou farpas que os penitentes usam sobre a pele como forma de mortificação.

3. [Figurado]   [Figurado]  Tormento ou mortificação voluntários.

Confrontar: silício.
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Traduzir "cilícios" para: Espanhol | Francês | Inglês

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Dúvidas linguísticas


Tenho ouvido em alguns serviços informativos da TV a utilização incorrecta (acho eu) de alguns verbos. Qual a frase correcta: "O professor mandou os alunos fazerem uma cópia" ou "O professor mandou os alunos fazer uma cópia"? Obrigada.
A dúvida diz respeito ao uso do infinitivo pessoal ou flexionado (fazerem) ou do infinitivo impessoal (fazer).

Quando o sujeito da oração principal (O professor) é diferente do sujeito da oração infinitiva (os alunos), a tendência é usar o infinitivo pessoal, pelo que a frase mais consensual será O professor mandou os alunos fazerem uma cópia. Note-se que não se fala marcadamente de regras relativamente a este tópico porque se trata de uma questão mais do campo da estilística do que do campo da gramática, tal como afirmam Celso Cunha e Lindley Cintra na sua Nova Gramática do Português Contemporâneo (14.ª ed., Edições Sá da Costa, Lisboa, 1998, p. 482):

«O emprego das formas flexionada e não flexionada do infinitivo é uma das questões mais controvertidas da sintaxe portuguesa. Numerosas têm sido as regras propostas pelos gramáticos para orientar com precisão o uso selectivo das duas formas. Quase todas, porém, submetidas a um exame mais acurado, revelaram-se insuficientes ou irreais. Em verdade, os escritores das diversas fases da língua portuguesa nunca se pautaram, no caso, por exclusivas razões de ordem gramatical, mas viram-se sempre, no acto da escolha, influenciáveis por ponderáveis motivos de ordem estilística, tais como o ritmo da frase, a ênfase do enunciado, a clareza da expressão. Por tudo isso, parece-nos mais acertado falar não de regras, mas de tendências que se observam no emprego de uma e de outra forma do infinitivo.»

Sobre este assunto, pode ainda consultar a resposta à dúvida linguística infinitivo flexionado e pretérito mais-que-perfeito




Qual a frase correcta e porquê?
1 - Não tens nada a ver com isso.
2 - Não tens nada a haver com isso.
Apesar de a frase 1 ser, estatística e semanticamente, a mais provável, nenhuma das frases está incorrecta. Na frase 1 a locução ter a ver com significa "estar relacionado" ou "dizer respeito" (ex.: essa questão não tem nada a ver com a empresa). Na frase 2 a locução ter a haver, muito mais rara, significa "ter a receber" ou “ficar na posse de algo” (ex.: não tenho nada a haver deles mas também não lhes devo nada).

A semelhança fonética entre as duas locuções acima explicitadas está na origem desta dúvida, comum a muitos falantes de português. No entanto, na estrutura tu não tens nada a _____ [ver/haver] com isso, é altamente provável que a intenção seja a de indicar que o assunto de que se está a falar [isso] não diz respeito ao interlocutor, pelo que, nesse caso, a única forma correcta de transmitir esse significado é através da locução ter a ver com, tal como ela é usada na frase 1.

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Palavra do dia

po·a·lho po·a·lho
(pó + -alho)
substantivo masculino

Chuva miúda e passageira.

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in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, https://dicionario.priberam.org/cil%C3%ADcios [consultado em 23-02-2019]