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antinacional

antinacionalantinacional | adj. 2 g.
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an·ti·na·ci·o·nal an·ti·na·ci·o·nal


(anti- + nacional)
adjectivo de dois géneros
adjetivo de dois géneros

Contrário aos interesses da nação. = ANTIPATRIÓTICO

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Dúvidas linguísticas


Qual é a diferença entre puseste-a e puseste-la? Já li ambas aplicadas e no entanto não sei qual é a diferença ou se alguma delas está incorrecta.
Ambas as expressões estão correctas, mas correspondem a formas verbais de pessoas gramaticais diferentes (tu/vós) do pretérito perfeito do indicativo, pelo que não podem ser aplicadas no mesmo contexto.

A forma puseste-a corresponde à segunda pessoa do singular (= tu puseste alguma coisa), enquanto a forma puseste-la corresponde à segunda pessoa do plural (= vós pusestes alguma coisa).

A construção *tu puseste-la (= *tu pusestes alguma coisa) é agramatical, como indica o asterisco, e resulta da confusão entre as formas verbais da segunda pessoa do singular e do plural do pretérito perfeito. Convém por isso ter presente que a segunda pessoa do singular do pretérito perfeito do indicativo não tem s final (tu puseste), ao contrário da 2ª pessoa do plural (vós pusestes).




Gostaria que me esclarecessem relativamente à utilização do infinitivo pessoal e do impessoal. Diz-se "Já tens idade para SER responsável." ou "Já tens idade para SERES responsável."? Outro exemplo, "Ele mandou-os FAZER o trabalho." ou "Ele mandou-os FAZEREM o trabalho."? Para finalizar, "Elas gostam de se MAQUILHAR." ou "Elas gostam de se MAQUILHAREM."?
Nos casos em análise, estamos perante o uso do infinitivo (flexionado/pessoal ou não flexionado/impessoal) em orações subordinadas infinitivas completivas, isto é, que servem de complemento a algum constituinte.

Em geral, costuma afirmar-se que o infinitivo pessoal ou flexionado deve ser utilizado quando na oração subordinada infinitiva há um sujeito diferente do sujeito da oração principal, mas esta indicação é apenas uma referência, pois em muitos casos trata-se de escolhas estilísticas, onde não há respostas peremptórias.

No primeiro caso ("Já tens idade para SER responsável. / Já tens idade para SERES responsável.") estamos perante uma completiva de nome, pois "para ser responsável" é complemento do substantivo "idade", sendo o sujeito de ambas as orações o mesmo ([tu]), embora não esteja expresso. Nesta construção, é possível encontrar quer o infinitivo não flexionado, quer o infinitivo flexionado (ex.: fizemos a promessa de voltar/voltarmos lá; estás com medo de estragar/estragares o trabalho feito).

No segundo caso ("Ele mandou-os FAZER o trabalho. / Ele mandou-os FAZEREM o trabalho.") estamos perante uma completiva que faz parte do complemento directo, pois "-os fazerem o trabalho" é complemento directo de "ele mandou". Nesta construção (ou em construções semelhantes), quando os sujeitos das duas orações são diferentes (ele / os) será mais frequente, e mais facilmente aceite pelos falantes, o infinitivo flexionado (ex.: via as crianças brincarem no parque; aconselhou os alunos a estudarem), mas o infinitivo não flexionado também é possível e aceite (ex.: via as crianças brincar no parque; aconselhou os alunos a estudar).

No terceiro caso ("Elas gostam de se MAQUILHAR. / Elas gostam de se MAQUILHAREM.") estamos perante uma completiva com função de complemento preposicionado. Nesta construção, e tendo os sujeitos das duas orações a mesma referência (elas gostam / [elas] maquilharem-se), parece ser mais frequente e mais aceite o uso do infinitivo não flexionado (ex.: obrigaram-se a respeitar o espaço um do outro; concordámos em falar sobre o assunto), mas o infinitivo flexionado também é possível (ex.: obrigaram-se a respeitarem o espaço um do outro; concordámos em falarmos sobre o assunto).

Sublinhe-se novamente que não se pode falar de regras categóricas relativamente a este tópico porque se trata de uma questão mais do campo da estilística do que do campo da gramática, tal como afirmam Celso Cunha e Lindley Cintra na sua Nova Gramática do Português Contemporâneo (14.ª ed., Edições Sá da Costa, Lisboa, 1998, p. 482): "O emprego das formas flexionada e não flexionada do infinitivo é uma das questões mais controvertidas da sintaxe portuguesa. Numerosas têm sido as regras propostas pelos gramáticos para orientar com precisão o uso selectivo das duas formas. Quase todas, porém, submetidas a um exame mais acurado, revelaram-se insuficientes ou irreais. Em verdade, os escritores das diversas fases da língua portuguesa nunca se pautaram, no caso, por exclusivas razões de ordem gramatical, mas viram-se sempre, no acto da escolha, influenciáveis por ponderáveis motivos de ordem estilística, tais como o ritmo da frase, a ênfase do enunciado, a clareza da expressão. Por tudo isso, parece-nos mais acertado falar não de regras, mas de tendências que se observam no emprego de uma e de outra forma do infinitivo.

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Palavra do dia

ter·gi·ver·sar ter·gi·ver·sar

- ConjugarConjugar

(latim tergiversor, -ari, voltar atrás)
verbo intransitivo

1. Voltar as costas (ex.: não é possível tergiversar frente às novas dificuldades).

2. Usar de evasivas, procurar rodeios, empregar subterfúgios (ex.: o réu tergiversou para ganhar tempo). = RODEAR

3. Demonstrar receio ou falta de segurança em tomada de decisão (ex.: tergiversou mas depois aceitou o convite). = HESITAR

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in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2021, https://dicionario.priberam.org/antinacional [consultado em 24-05-2022]