Dicionário Priberam da Língua Portuguesa
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sobrevida

sobrevidasobrevida | n. f.
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so·bre·vi·da so·bre·vi·da


(sobre- + vida)
nome feminino

Tempo de vida após um limite, geralmente o diagnóstico de doença terminal (ex.: aumento da sobrevida de doentes oncológicos).

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Dúvidas linguísticas


Bavária ou Baviera? Não é Baviera a forma portuguesa para a região alemã Bayern? A Wikipedia diz "Bavária - forma ortograficamente incorreta em português" e o vosso corretor FLiP reconhece as duas formas...
Ambas as formas estão previstas nos dicionários e vocabulários de referência, sendo que Baviera é a forma que vem pelo francês e Bavária a forma mais próxima do étimo latino.

José Pedro Machado, no seu Dicionário Onomástico Etimológico da Língua Portuguesa (Ed. Confluência, Lisboa, 1984) remete Bavária para Baviera. Rebelo Gonçalves, no Vocabulário da Língua Portuguesa (Coimbra, Coimbra Editora, 1966), diz que Baviera é forma menos preferível que Bavária mas consagrada pelo uso. O FLiP reconhece por isso as duas formas.




Na frase "...o nariz afilado do Sabino. (...) Fareja, fareja, hesita..." (Miguel Torga - conto "Fronteira") em que Sabino é um homem e não um animal, deve considerar-se que figura de estilo? Não é personificação, será animismo? No mesmo conto encontrei a expressão "em seco e peco". O que quer dizer?
Relativamente à primeira dúvida, se retomarmos o contexto dos extractos que refere do conto “Fronteira” (Miguel Torga, Novos Contos da Montanha, 7ª ed., Coimbra: ed. de autor, s. d., pp. 25-36), verificamos que é o próprio Sabino que fareja. Estamos assim perante uma animalização, isto é, perante a atribuição de um verbo usualmente associado a um sujeito animal (farejar) a uma pessoa (Sabino). Este recurso é muito utilizado por Miguel Torga neste conto para transmitir o instinto de sobrevivência, quase animal, comum às gentes de Fronteira, maioritariamente contrabandistas, como se pode ver por outras instâncias de animalização: “vão deslizando da toca” (op. cit., p. 25), “E aquelas casas na extrema pureza de uma toca humana” (op. cit., p. 29), “a sua ladradela de mastim zeloso” (op. cit., p. 30), “instinto de castro-laboreiro” (op. cit., p. 31), “o seu ouvido de cão da noite” (op. cit., p. 33).

Quanto à segunda dúvida, mais uma vez é preciso retomar o contexto: “Já com Isabel fechada na pobreza da tarimba, esperou ainda o milagre de a sua obstinação acabar em tecidos, em seco e peco contrabando posto a nu” (op. cit. p.35). Trata-se de uma coocorrência privilegiada, resultante de um jogo estilístico fonético (a par do que acontece com velho e relho), que corresponde a uma dupla adjectivação pré-nominal, em que o adjectivo seco e o adjectivo peco qualificam o substantivo contrabando, como se verifica pela seguinte inversão: em contrabando seco e peco posto a nu. O que se pretende dizer é que o contrabando, composto de tecidos, seria murcho e enfezado.

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Palavra do dia

jor·na·de·ar jor·na·de·ar

- ConjugarConjugar

(jornada + -ear)
verbo intransitivo

Ir de jornada, de viagem. = VIAJAR

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in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2021, https://dicionario.priberam.org/sobrevida [consultado em 14-04-2021]