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aftoso

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aftosoaftoso
|tô| |tô|
( af·to·so

af·to·so

)


adjectivoadjetivo

1. Da natureza da afta (ex.: úlcera aftosa).

2. Que tem aftas (ex.: boca aftosa).

3. Que causa aftas (ex.: febre aftosa).

vistoPlural: aftosos |ó|.
etimologiaOrigem etimológica:afta + -oso.
iconPlural: aftosos |ó|.

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Esta palavra no dicionário



Dúvidas linguísticas


Gostaria que me explicassem se a palavra secados (plural de secado) existe. Se a resposta for sim, porque não a encontro em nenhum dicionário?
O verbo secar tem duplo particípio passado: secado e seco. Nos verbos em que este fenómeno acontece, o particípio regular (ex.: secado) é geralmente usado com os auxiliares ter e haver para formar tempos compostos (ex.: a roupa já tinha secado; havia secado a loiça com um pano) e as formas do particípio irregular (ex.: seco, seca, secos, secas) são usadas maioritariamente com os auxiliares ser e estar para formar a voz passiva (ex.: a loiça foi seca com um pano; a roupa estava seca pelo vento) e assumem mais facilmente o papel adjectival (ex.: este bolo ficou demasiado seco). Por este motivo, é usual não haver flexão do particípio regular, pois este não é geralmente usado como adjectivo, não flexionando em género, número ou grau (ex.: *secada, *secados, *secadas; *muito secado; o asterisco indica agramaticalidade).

Estas considerações, tomadas da gramática tradicional, têm no entanto muitas excepções, o que evidencia a problemática da questão e a ausência de respostas peremptórias para certas questões linguísticas. A título de exemplo, podemos referir que há verbos cujo particípio abundante não é consensual (com resoluto e resolvido, por exemplo, não é claro se o primeiro é particípio irregular de resolver ou adjectivo cognato; relativamente ao verbo ganhar não é unânime a existência do particípio ganhado a par de ganho); há verbos cujo particípio regular, ao contrário de secado, também tem uso adjectival (ex.: confundido, empregado); há até indicações de alguns gramáticos para diferenças de utilização dos dois particípios baseadas em critérios semânticos e não sintácticos (por exemplo, Cunha e Cintra, na Nova Gramática do Português Contemporâneo [Lisboa: Ed. João Sá da Costa, 1998, p. 442], sugerem que o verbo imprimir só tem duplo particípio quando significa ‘estampar, gravar’, com o exemplo Este livro foi impresso em Portugal, e não quando significa ‘imprimir movimento’, com o exemplo Foi imprimida enorme velocidade ao carro).




Domingo de Páscoa escreve-se com maiúscula ou minúscula?
Regra geral, os nomes dos dias da semana escrevem-se com minúscula inicial, conforme o disposto na alínea b) do ponto 1.º da Base XIX do Acordo Ortográfico de 1990. No entanto, e de acordo com a alínea e) do ponto 2.º da mesma base, a maiúscula inicial usa-se no nome de festas e festividades, razão pela qual a expressão Domingo de Páscoa é geralmente escrita com maiúscula inicial. O mesmo sucede com expressões como Sábado Gordo ou Sexta-Feira Santa. Não há nenhuma alteração a este respeito no Acordo Ortográfico de 1990 relativamente ao Acordo Ortográfico de 1945 e esta opção já era recomendada por Rebelo Gonçalves, no seu Tratado de Ortografia da Língua Portuguesa (Coimbra: Atlântida - Livraria Editora, 1947, p. 301):

“[...] os nomes dos dias da semana escrevem-se, em obediência à tradição, com minúscula inicial: domingo, segunda-feira (ou segunda), terça-feira (ou terça), quarta-feira (ou quarta), quinta-feira (ou quinta), sexta-feira (ou sexta), sábado. Se formam, porém, acompanhados de adjectivos, locuções crononímicas especiais, devem escrever-se com maiúscula, assim como esses adjectivos: Domingo Gordo, Domingo Magro, Quinta-Feira Maior, Sexta-Feira Santa.”

As disposições sobre os usos das minúsculas e maiúsculas não invalidam o uso de regras próprias em obras especializadas, como aliás é salvaguardado no próprio texto do Acordo Ortográfico de 1990.