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contramuro

contramurocontramuro | n. m.
Sabia que? Pode consultar o significado de qualquer palavra abaixo com um clique. Experimente!

con·tra·mu·ro con·tra·mu·ro


nome masculino

Muro que reforça outro e o pode substituir.

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...e ar, podendo o vizinho levantar a todo o tempo a sua casa ou contramuro , ainda que vede tais aberturas..

Em auroramadaleno.blogs.sapo.pt

...o sábado 27 do mesmo Outubro e achou-se estar a mina que ia ao contramuro acabada, e

Em Guerra da Restauração

...nas minas, que uma se fazia para a muralha principal e outra para o contramuro ..

Em Guerra da Restauração

...altura e disposição, o vizinho poderá, a todo tempo, levantar a sua edificação, ou contramuro , ainda que lhes vede a claridade..

Em acordocoletivo.org

...altura e disposição, o vizinho poderá, a todo tempo, levantar a sua edificação, ou contramuro , ainda que lhes vede a claridade..

Em acordocoletivo.org
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Dúvidas linguísticas


Uma amiga minha perguntou-me se esta palavra existe: experienciar.
O verbo experienciar, sinónimo de experimentar, está dicionarizado em diversas obras portuguesas para além do Dicionário Priberam, como sejam o Dicionário da Língua Portuguesa Contemporânea da Academia das Ciências de Lisboa (Lisboa: Academia das Ciências de Lisboa / Editorial Verbo, 2001), o Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa (6 vol., Lisboa: Círculo de Leitores, 2002), o Grande Dicionário Língua Portuguesa (Porto: Porto Editora, 2004) ou o Dicionário Gramatical de Verbos Portugueses (Lisboa: Texto Editores, 2007). A sua formação (a partir do substantivo experiência + sufixo -ar) é análoga à de outros verbos da língua portuguesa, como, por exemplo, influenciar, minudenciar, referenciar ou vivenciar.



Porque se escreve cor-de-rosa (com hífenes) e cor de laranja (sem hífenes) Creio que já era assim antes da imposição do AO90.
Trata-se, com efeito, de uma convenção anterior ao Acordo Ortográfico de 1990.

Já no Acordo Ortográfico de 1945 (Base XXVIII) se afirmava que eram "locuções adjectivas: cor de açafrão, cor de café com leite, cor de vinho (casos diferentes de cor-de-rosa, que não é locução, mas verdadeiro composto, por se ter tornado unidade semântica)", sem que haja outra explicação para esta diferença ortográfica. Aos olhos do relator do Acordo, esta explicação parece suficiente, mas o utilizador da língua que a questione não encontrará uma resposta ou razão inequívoca que distinga cor-de-rosa dos outros eventuais compostos com cor.

Francisco Rebelo Gonçalves, no Tratado de Ortografia da Língua Portuguesa (Coimbra, Atlântida, 1947, pág. 202, nota n.º 2), que ainda hoje é uma obra de referência para a ortografia portuguesa, dá a sua explicação sobre o caso: "Diversamente de outras combinações vocabulares que se baseiam na palavra cor, como cor de laranja, cor de limão, cor de vinho, etc., as quais todas formam locuções, e não compostos, cor-de-rosa é verdadeiro composto, porque, quer como adjectivo, quer como substantivo (cf. seda cor-de-rosa, um cor-de-rosa vivo, etc), constitui uma unidade de sentido, com a qual a linguagem corrente supre, na expressão de uma das cores principais, a falta de um termo simples. De tal modo cor-de-rosa se tornou, quanto ao sentido, perfeita unidade, que até pode qualificar a própria palavra rosa[...]".

Apesar de poder haver contra-argumentos ou contraexemplos como "laranja cor de laranja", "vinho cor de vinho" ou afins, esta argumentação não foi alterada no texto do Acordo Ortográfico de 1990 (Base XV, 6.º): "Nas locuções de qualquer tipo, sejam elas substantivas, adjetivas, pronominais, adverbiais, prepositivas ou conjuncionais, não se emprega em geral o hífen, salvo algumas exceções já consagradas pelo uso (como é o caso de água-de-colónia, arco-da-velha, cor-de-rosa, mais-que-perfeito, pé-de-meia, ao deus-dará, à queima-roupa)."

A ortografia é um conjunto de regras convencionadas, e, como tal, é artificial e às vezes pouco amiga do utilizador. Não há nenhuma estratégia para ortografar de forma irrepreensível que não passe pela memorização do léxico e pela interiorização de regras, decorrentes da experiência de leitura e de escrita. O mais das vezes, é o utilizador da língua que mais lê e mais consulta obras de referência, como dicionários, prontuários e afins, que melhor conhece essas regras e que melhor escreve, mas há regras ou preceitos de difícil compreensão. Os textos das reformas e acordos ortográficos, quer mais antigos, quer mais recentes, não prevêem soluções para muitos dos problemas que criam e são lacunares, ambíguos ou incoerentes em alguns aspectos e o caso de cor-de-rosa é disso um exemplo.

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Palavra do dia

des·po·ta·do des·po·ta·do


(déspota + -ado)
nome masculino

Cargo, dignidade ou território da jurisdição de um déspota.

Confrontar: disputado.
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in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2021, https://dicionario.priberam.org/contramuro [consultado em 04-12-2022]