Dicionário Priberam da Língua Portuguesa
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Bichane

1ª pess. sing. pres. conj. de bichanarbichanar
3ª pess. sing. imp. de bichanarbichanar
3ª pess. sing. pres. conj. de bichanarbichanar
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bi·cha·nar bi·cha·nar

- ConjugarConjugar

(bichano + -ar)
verbo intransitivo

1. Falar em voz baixa, ciciando as palavras.

verbo transitivo

2. Revelar segredo ou mexerico em voz baixa.


SinónimoSinônimo Geral: COCHICHAR, SEGREDAR

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Dúvidas linguísticas


Qual a forma correta para o plural: a) Durante os fins de semana... b) Durante os finais de semana...?
Fins de semana é o plural da locução fim de semana (os dicionários portugueses registam a forma hifenizada fim-de-semana e os brasileiros dão preferência à locução) e finais de semana é a forma plural da locução final de semana, pelo que ambos estão correctos.



Na frase "...o nariz afilado do Sabino. (...) Fareja, fareja, hesita..." (Miguel Torga - conto "Fronteira") em que Sabino é um homem e não um animal, deve considerar-se que figura de estilo? Não é personificação, será animismo? No mesmo conto encontrei a expressão "em seco e peco". O que quer dizer?
Relativamente à primeira dúvida, se retomarmos o contexto dos extractos que refere do conto “Fronteira” (Miguel Torga, Novos Contos da Montanha, 7ª ed., Coimbra: ed. de autor, s. d., pp. 25-36), verificamos que é o próprio Sabino que fareja. Estamos assim perante uma animalização, isto é, perante a atribuição de um verbo usualmente associado a um sujeito animal (farejar) a uma pessoa (Sabino). Este recurso é muito utilizado por Miguel Torga neste conto para transmitir o instinto de sobrevivência, quase animal, comum às gentes de Fronteira, maioritariamente contrabandistas, como se pode ver por outras instâncias de animalização: “vão deslizando da toca” (op. cit., p. 25), “E aquelas casas na extrema pureza de uma toca humana” (op. cit., p. 29), “a sua ladradela de mastim zeloso” (op. cit., p. 30), “instinto de castro-laboreiro” (op. cit., p. 31), “o seu ouvido de cão da noite” (op. cit., p. 33).

Quanto à segunda dúvida, mais uma vez é preciso retomar o contexto: “Já com Isabel fechada na pobreza da tarimba, esperou ainda o milagre de a sua obstinação acabar em tecidos, em seco e peco contrabando posto a nu” (op. cit. p.35). Trata-se de uma coocorrência privilegiada, resultante de um jogo estilístico fonético (a par do que acontece com velho e relho), que corresponde a uma dupla adjectivação pré-nominal, em que o adjectivo seco e o adjectivo peco qualificam o substantivo contrabando, como se verifica pela seguinte inversão: em contrabando seco e peco posto a nu. O que se pretende dizer é que o contrabando, composto de tecidos, seria murcho e enfezado.

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Palavra do dia

his·te·rí·de·o his·te·rí·de·o


(latim científico Histeridae, do latim hister, -tri, comediante, histrião)
adjectivo
adjetivo

1. [Entomologia]   [Entomologia]  Relativo aos histerídeos.

nome masculino

2. [Entomologia]   [Entomologia]  Espécime dos histerídeos.


histerídeos
nome masculino plural

3. [Entomologia]   [Entomologia]  Família de minúsculos insectos coleópteros, de corpo compacto e cor predominantemente preta, que se alimentam de larvas de outros insectos.

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in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2021, https://dicionario.priberam.org/Bichane [consultado em 09-05-2021]