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empuxador

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empuxadorempuxador
|ô| |ô|
( em·pu·xa·dor

em·pu·xa·dor

)


adjectivo e nome masculinoadjetivo e nome masculino

Que ou aquele que empuxa.



Dúvidas linguísticas



Na frase Os únicos defeitos dela são ser chata e teimosa estou em dúvida quanto ao uso da palavra único no plural.
O substantivo defeito é masculino (ex.: o copo tem um defeito) e o adjectivo único concorda em género e número com o substantivo que modifica (ex.: nestas férias não leu um único livro, vendeu as únicas jóias que possuía), pelo que a frase Os únicos defeitos dela são ser chata e teimosa está correcta.



Na geografia, a disparidade de designação é tão grande que só confunde! Palavras portuguesas antigas como Barém parecem estar a ser substituídas pelo equivalente inglês Bahrein. Outras, como Qatar parecem de formação estranha por anteposição de um q a um a (não conheço mais nenhuma palavra assim formada ...). Já Kosovo escreve-se com k quando o natural seria com c. Ou não?! E como seria Kuwait? Ou Koweit? Há para todos os gostos... E, se Madrid está já consagrada entre nós sem e no final (Madrid), faz sentido escrever Bagdade (ou Bagdad)?
O Acordo Ortográfico de 1945 apenas estipula, na sua base LI, que se substituam os topónimos estrangeiros por formas vernáculas sempre que existam formas antigas ou outras de uso corrente. No entanto, é algo frequente hoje em dia a utilização de formas como Bahrein ou Beijing, oriundas sobretudo do inglês, a língua franca actual, quando já existem na língua portuguesa formas aportuguesadas relativamente antigas, que deverão ser consideradas preferenciais (Barém ou Pequim, respectivamente).

Na base VIII, o acordo também prevê que as letras b, c, d, g e t se mantenham em fim de palavra em nomes próprios cuja grafia com essas consoantes finais já tenha sido consagrada pelo uso. Assim se explicam formas como Madrid ou Bagdad.

No caso de formas como Koweit/Kuwait (a que se pode ainda juntar Kuweit ou Kowait) ou Qatar, trata-se de uma questão de transliteração, ou seja, de adaptação ao nosso alfabeto de outros sistemas gráficos tão diferentes como o árabe. É por vezes difícil fazer a adaptação de sons de outras línguas que não utilizam o alfabeto latino; acresce ainda o facto de que frequentemente se adoptam as formas transliteradas para inglês, apesar de na maior parte das vezes não se adaptarem ao nosso sistema ortográfico ou fonético. Em alguns casos há tentativas de regularizar estas grafias, adaptando-as ao português (o Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa, por exemplo, já regista catarense como o gentílico relativo ao Catar, e coveitiano como uma das formas do gentílico relativo ao Kuwait, a par de kowaitiano, koweitiano, kuwaitiano e kuweitiano).

Nos casos de nomes próprios que se difundiram mais ou menos recentemente, como Kosovo, é natural que ainda se escrevam com sequências gráficas estranhas ao português, pois há uma tendência inicial para se manterem as formas originais ou as formas da língua pela qual entraram no nosso sistema linguístico. Com o tempo, é muito provável que essas formas tendam para um aportuguesamento, pelo que será possível acharmos naturais formas como Cosovo.

O Acordo Ortográfico de 1990 não faz nenhuma alteração em relação a este assunto.