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Divodignos

DivodignosDivodignos | n. m. pl.
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Di·vo·dig·nos Di·vo·dig·nos


nome masculino plural

Sociedade secreta coimbrã, a que pertenciam os académicos que em 1828 assassinaram os lentes que iam apresentar-se a D. Miguel.

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Dúvidas linguísticas


Escreve-se dispor ou dispôr? Já ouvi que ambas estão correctas, embora talvez a última tenha caído em desuso; será?
O verbo pôr tem acento circunflexo por necessidade de distinção clara da preposição por. No entanto, nenhum dos seus derivados ou cognatos tem acento circunflexo, por já não haver necessidade de qualquer distinção. Desta forma, a única ortografia correcta será dispor, como poderá encontrar no Dicionário Priberam da Língua Portuguesa, onde poderá confirmar também outros verbos cognatos como apor, antepor, compor, contrapor, depor, dispor, expor, justapor, opor, propor, etc.



Se me permitem, vou transcrever-vos duas frases que me surgiram e alterei, por senti-las erradas. Agradeço antecipadamente a vossa ajuda. Frase 1: A estabilidade e a sincronização facultam-nos o grau de previsibilidade que precisamos para funcionarmos como indivíduos em grupos sociais e especialmente na economia. Para além de ter corrigido o que precisamos - parece-me que deve ser de que precisamos, lá vem a grande questão. Transformei o funcionarmos em funcionar. De que precisamos para funcionar. Puro instinto, e espero que acertado. Há uma regra geral? Frase 2: E das velhinhas enregeladas, nas escadarias dos edifícios públicos, a tentar vender uma esferográfica ou uma pega de cozinha – os seus únicos pertences. Aqui foi o contrário. Achei que o correcto seria a tentarem vender.
As dúvidas colocadas relativamente às frases 1 e 2 dizem essencialmente respeito ao uso do infinitivo pessoal (ou flexionado) e do infinitivo impessoal (ou não flexionado).

A alteração na frase 1 de “para funcionarmos” para “para funcionar” na oração final não é obrigatória, mas é possível por questões de eufonia e por se tratar do mesmo sujeito da oração relativa (que [nós] precisamos) de que depende; sobre este assunto, por favor consulte a resposta infinitivo em orações adverbiais finais (de notar que se o sujeito estivesse explícito na oração final, esta alteração não seria possível: *o grau de previsibilidade que precisamos para nós funcionar).

A alteração na frase 2 de “velhinhas [...] a tentar vender” para “velhinhas [...] a tentarem vender” também não é obrigatória, e terá igualmente causas eufónicas, uma vez que, neste contexto de infinitivo antecedido da preposição a e sem verbo auxiliar, pode ocorrer tanto o infinitivo pessoal como o infinitivo impessoal. Este tipo de estrutura pode ser substituído por um gerúndio (ex.: “velhinhas [...] tentando vender”), pelo que se designa por infinitivo gerundivo (cf. Maria Helena Mira MATEUS et al., Gramática da Língua Portuguesa, Lisboa: Editorial Caminho, 5.ª ed., 2003, pp. 643-645) e também por infinitivo de narração ou infinitivo histórico (cf. Celso CUNHA e Lindley CINTRA, Nova Gramática do Português Contemporâneo, Lisboa: Sá da Costa, p. 483 e Evanildo BECHARA, Moderna Gramática Portuguesa, Rio de Janeiro: Lucerna, 37.ª ed., 2002, p. 284 e p. 528).

Relativamente à alteração de “que precisamos” para “de que precisamos”, por favor consulte as respostas convencido de que e regência de precisar.

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Palavra do dia

al·vo·ri·çar al·vo·ri·çar


(alvoriço + -ar)
verbo intransitivo

1. [Antigo]   [Antigo]  Fugir com susto. = DEBANDAR

verbo pronominal

2. Ficar com os cabelos ou pêlos arrepiados; pôr-se o cabelo em pé (ex.: alvoriçou-se com o susto). = ARREPIAR-SE

Confrontar: alvoroçar.
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in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2021, https://dicionario.priberam.org/Divodignos [consultado em 30-11-2021]