Dicionário Priberam da Língua Portuguesa
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açafateaçafate | s. m.
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a·ça·fa·te a·ça·fa·te
(árabe as-sáfat)
substantivo masculino

Cesto de vime de bordo baixo, sem asas nem arco. = DALI

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Dúvidas linguísticas


Das seguintes, que forma está correcta? a) Noventa por cento dos professores manifestaram-se. b) Noventa por cento dos professores manifestou-se.
A questão que nos coloca não tem uma resposta peremptória, originando muitas vezes dúvidas quer nos falantes quer nos gramáticos que analisam este tipo de estruturas.

João Andrade Peres e Telmo Móia, na sua obra Áreas Críticas da Língua Portuguesa (Lisboa, Editorial Caminho, 1995, pp. 484-488), dedicam-se, no capítulo que diz respeito aos problemas de concordância com sujeitos de estrutura de quantificação complexa, à análise destes casos com a expressão n por cento seguida de um nome plural. Segundo eles, nestes casos em que se trata de um numeral plural (ex.: noventa) e um nome encaixado também plural (professores), a concordância deverá ser feita no plural (ex.: noventa por cento dos professores manifestaram-se), apesar de referirem que há a tendência de alguns falantes para a concordância no singular (ex.: noventa por cento dos professores manifestou-se). Nos casos em que a expressão numeral se encontra no singular, a concordância poderá ser realizada no singular (ex.: um por cento dos professores manifestou-se) ou no plural, com o núcleo nominal encaixado (ex.: um por cento dos professores manifestaram-se). Há, no entanto, casos, como indicam os mesmos autores, em que a alternância desta concordância não é de todo possível, sendo apenas correcta a concordância com o núcleo nominal que segue a expressão percentual (ex.: dez por cento do parque ardeu, mas não *dez por cento do parque arderam).

Face a esta problemática, o mais aconselhável será talvez realizar a concordância com o nome que se segue à expressão "por cento", visto que deste modo nunca incorrerá em erro (ex.: noventa por cento dos professores manifestaram-se, um por cento dos professores manifestaram-se, dez por cento da turma reprovou no exame, vinte por cento da floresta ardeu). De acordo com Evanildo Bechara, na sua Moderna Gramática Portuguesa (Rio de Janeiro: Editora Lucerna, 2002, p. 566), esta será também a tendência mais comum dos falantes de língua portuguesa.




Prédefinido ou pré-definido? Interajuda ou inter-ajuda? Auto-controlo ou autocontrolo? Interinfluem ou inter-influem? Interrelação ou inter-relação? Sub cultura ou subcultura? Sub item ou subitem? Subgrupo ou sub grupo? Monocausal ou mono-causal? Inter-agir ou interagir? Peço desculpa, mas são dúvidas que frequentemente me assolam.
Para resolver dúvidas relativas à hifenização de palavras compostas com elementos de formação, é sempre útil consultar um dicionário e ver qual o padrão estabelecido para um determinado elemento de composição. Mesmo que determinada palavra não se encontre no dicionário, por analogia conseguir-se-á estabelecer uma regra para a utilização do hífen. Assim, ainda que monocausal, por exemplo, não tenha entrada em qualquer dicionário, por analogia com outras palavras (ex.: monocarril, monociclo ou monocultura), podemos concluir que o elemento mono- não é seguido de hífen quando o elemento posterior começa por c, obrigando à duplicação do r e do s quando se segue de palavras começadas com essas letras (ex.: monorrimo, monossemia). Após a aplicação do Acordo Ortográfico de 1990 (cf. base XVI), este elemento é seguido de hífen quando o segundo elemento começa por h ou o.

Algumas das palavras acerca das quais nos coloca a sua dúvida possuem registo em dicionários, nomeadamente no Dicionário Priberam da Língua Portuguesa, pelo que não será difícil chegar a uma conclusão quanto à grafia correcta. É o caso de predefinir, autocontrolo, interagir, inter-relação, subcultura, subitem ou subgrupo.

Relativamente às palavras compostas com o prefixo sub-, a base XXIX do Acordo Ortográfico de 1945 prevê que esse elemento apenas seja seguido de hífen quando o elemento seguinte se inicie por b, h ou r, daí que esses vocábulos prescindam da utilização do hífen. Este contexto ortográfico não sofre alteração com a aplicação do Acordo Ortográfico de 1990, pois, apesar de o texto do Acordo ser omisso neste ponto (cf. Base XVI), a "Nota Explicativa" anexa ao referido texto prevê o uso do hífen: "6.3 - O hífen nas formas derivadas (base XVI) [...] a) Emprega-se o hífen quando o segundo elemento da formação começa por h ou pela mesma vogal ou consoante com que termina o prefixo ou pseudoprefixo (por exemplo: anti-higiénico, contra-almirante, hiper-resistente) [...]" (sublinhado nosso).

Em relação às outras palavras, o Acordo Ortográfico de 1945 especifica que o elemento de formação inter- deverá ser seguido de hífen apenas se for sucedido de elemento começado por h ou r; assim, a grafia correcta deverá ser interajuda e interinfluir. Esta regra não sofre alteração com a aplicação do Acordo Ortográfico de 1990.

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ta·ná·si·a ta·ná·si·a
(redução de atanásia)
substantivo feminino

[Botânica]   [Botânica]  Planta herbácea (Tanacetum vulgare) da família das compostas, de folhas penatífidas e flores pequenas amarelas. = ATANÁSIA, TANACETO

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in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, https://dicionario.priberam.org/a%C3%A7afate [consultado em 02-11-2018]