Dicionário Priberam da Língua Portuguesa
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míssilmíssil | s. m. | adj. 2 g.
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mís·sil mís·sil
(latim missilis, -e, que se pode lançar)
nome masculino

1. [Armamento]   [Armamento]  Projéctil com motor de propulsão, não pilotado, que se pode deslocar acima da superfície terrestre.

adjectivo de dois géneros
adjetivo de dois géneros

2. [Pouco usado]   [Pouco usado]  Próprio para ser arremessado.

Plural: mísseis.Plural: mísseis.
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Dúvidas linguísticas


Gostaria de saber o correto uso das expressões retro e supra. Elas podem ser usadas com a mesma finalidade? Poderiam citar exemplos?
Enquanto palavra plena, retro pode ser usada como substantivo masculino, designando a parte de trás de uma folha de papel (ex.: a mensagem estava escrita no retro da primeira folha), como advérbio, sendo sinónimo de atrás (ex.: a cadeira estava retro à mesa), e como interjeição, exprimindo ordem de afastamento (ex.: Retro, Satanás!). O prefixo retro- indica movimento para trás e, segundo o Acordo Ortográfico de 1945, não se escreve com hífen (ex.: retroacção, retrodatar), havendo apenas duplicação de r e de s quando o elemento que se lhe segue começa por essas letras (ex.: retrorreflector, retrosseguir). Segundo o Acordo Ortográfico de 1990, o prefixo retro- só deverá ser escrito com hífen se o elemento seguinte começar por o, a mesma vogal em que termina o prefixo.

Quanto a supra, enquanto palavra plena, é advérbio sinónimo de acima (ex.: foram convocados os indivíduos referidos supra). O prefixo supra- indica (i) posição superior, (ii) superioridade, (iii) excesso e (iv) intensidade. Segundo o Acordo Ortográfico de 1945, o prefixo supra- é seguido de hífen apenas quando o elemento que se lhe segue começa por vogal (ex.: supra-axilar, supra-excitar), h (ex.: supra-hepático), r (ex.: supra-renal) ou s (ex.: supra-sensível). Segundo o Acordo Ortográfico de 1990, o prefixo supra- deve aglutinar-se sempre com o elemento seguinte (ex.: supraexcitar, supranumerário), excepto se este começar por a ou h (ex.: supra-axilar, supra-hepático), obrigando à duplicação do r e do s quando se segue de palavras começadas por essas letras (ex.: suprarrenal, suprassensível).

De acordo com o uso acima explicitado de cada uma das formas, retro, supra, retro- e supra- não podem ser utilizados com a mesma finalidade.




Tenho uma dúvida: a gramática da língua portuguesa não diz que um advérbio antes do verbo exige próclise? Não teria de ser "Amanhã se celebra"?
Esta questão diz respeito a uma diferença, sobretudo no registo coloquial, entre as variedades europeia e brasileira do português, que, com a natural evolução da língua, se foram distanciando relativamente a este fenómeno linguístico. No que é considerado norma culta (portuguesa e brasileira), porém, sobretudo na escrita, e em registo formal, ainda imperam regras da gramática tradicional ou normativa, fixas e pouco permissivas.

No português de Portugal, se não houver algo que atraia o pronome pessoal átono, ou clítico, para outra posição, a ênclise é a posição padrão, isto é, o pronome surge habitualmente depois do verbo (ex.: Ele mostrou-me o quadro); os casos de próclise, em que o pronome surge antes do verbo (ex.: Ele não me mostrou o quadro), resultam de condições particulares, como as que são referidas na resposta à dúvida posição dos clíticos. Nessa resposta sistematizam-se os principais contextos em que a próclise ocorre na variante europeia do português, sendo um deles a presença de certos advérbios ou locuções adverbiais, como ainda (ex.: Ainda ontem as vi), (ex.: o conheço bem), oxalá (ex.: Oxalá se mantenha assim), sempre (ex.: Sempre o conheci atrevido), (ex.: lhes entreguei o documento hoje), talvez (ex.: Talvez te lembres mais tarde) ou também (ex.: Se ainda estiverem à venda, também os quero comprar). Note-se que a listagem não é exaustiva nem se aplica a todos os advérbios e locuções adverbiais, pois como se infere a partir de pesquisas em corpora com advérbios como hoje (ex.: Hoje decide-se a passagem à final) ou com locuções adverbiais como mais tarde (ex.: Mais tarde compra-se outra lente), a tendência na norma europeia é para a colocação do pronome após o verbo. A ideia de que alguns advérbios (e não a sua totalidade) atraem o clítico é aceite até por gramáticos mais tradicionais, como Celso Cunha e Lindley Cintra, que referem, na página 313 da sua Nova Gramática do Português Contemporâneo que a língua portuguesa tende para a próclise «[...] quando o verbo vem antecedido de certos advérbios (bem, mal, ainda, já, sempre, só, talvez, etc.) ou expressões adverbiais, e não há pausa que os separe».

No Brasil, a tendência generalizada, sobretudo no registo coloquial de língua, é para a colocação do pronome antes do verbo (ex.: Ele me mostrou o quadro). Daí a relativa estranheza que uma frase como Amanhã celebra-se o Dia Mundial do Livro possa causar a falantes brasileiros que produzirão mais naturalmente um enunciado como Amanhã se celebra o Dia Mundial do Livro. O gramático brasileiro Evanildo Bechara afirma, na página 589 da sua Moderna Gramática Portuguesa, que «Não se pospõe pronome átono a verbo modificado diretamente por advérbio (isto é, sem pausa entre os dois, indicada ou não por vírgula) ou precedido de palavra de sentido negativo.». Contrariamente a Celso Cunha e Lindley Cintra, Bechara propõe um critério para o uso de próclise que parece englobar a totalidade dos advérbios. Resta saber se se trata de um critério formulado a partir do tendência brasileira para a próclise ou de uma extensão da regra formulada pela gramática tradicional. Estatisticamente, porém, é inequívoca a diferença de uso entre as duas normas do português.

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Palavra do dia

chis·te chis·te
(espanhol chiste)
nome masculino

1. Dito ou comentário que provoca ou pretende provocar o riso. = GRAÇA, GRACEJO, FACÉCIA, PIADA, PILHÉRIA

2. Poesia ou canção picaresca.

3. Malícia disfarçada que um dito ou um escrito encerra.

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in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2020, https://dicionario.priberam.org/m%C3%ADssil [consultado em 18-01-2021]