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porta

A forma portapode ser [segunda pessoa singular do imperativo de portarportar], [terceira pessoa singular do presente do indicativo de portarportar], [adjectivo feminino e nome femininoadjetivo feminino e nome feminino], [elemento de composição] ou [nome feminino].

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porta-porta-


elemento de composição

Elemento designativo de aquilo ou aquele que conduz, reforça ou sustenta.

etimologiaOrigem etimológica:forma do verbo portar.
portaporta
( por·ta

por·ta

)
Imagem

Peça que fecha essa abertura.


nome feminino

1. Abertura para entrar ou sair.

2. Peça que fecha essa abertura.Imagem

3. Peça idêntica em janela, armário, etc.

4. [Figurado] [Figurado] Entrada; acesso; admissão.

5. Solução, expediente.

6. Espaço estreito e cavado por onde passa um rio.

7. Ponto onde se passa e que serve como de chave a outro mais distante.

8. [Informática] [Informática] Ponto de ligação físico ou virtual usado na transmissão de dados.

9. [Tecnologia] [Tecnologia] Parte de um equipamento onde se liga um cabo ou uma ficha.

10. [Jogos] [Jogos] No jogo do monte, o desconto a favor do banqueiro quando os pontos ganham com a primeira carta que sai ao voltar o baralho.


adjectivo feminino e nome femininoadjetivo feminino e nome feminino

11. [Anatomia] [Anatomia] Diz-se de ou veia grossa que recebe o sangue do estômago, do baço, do pâncreas e dos intestinos, e que se distribui no fígado.


bater à porta de

Pedir auxílio a alguém.

Acontecer, surgir (ex.: infelizmente, a doença bateu-lhe à porta).

fora de portas

Fora da cidade, ou vila, nos arrabaldes.

pela porta dianteira

Sem vergonha; francamente; usando de meios lícitos.

pela porta do cavalo

Usando de meios pouco lícitos.

porta de entrada

[Medicina] [Medicina]  Via pela qual um agente infeccioso se introduz no organismo (ex.: o tracto respiratório, o tractodigestivo e lesões na pele são possíveis portas de entrada).

porta de homem

Porta pequena inserida num portão ou numa porta grande, para dar passagem a pessoas, sem abrir esse portão ou porta grande.Imagem

porta de inspecção

O mesmo que porta de visita.

porta de saída

[Medicina] [Medicina]  Via pela qual um agente infeccioso sai de um organismo hospedeiro para o ambiente ou para outro hospedeiro.

porta de visita

Abertura utilizada geralmente para permitir o acesso a sistemas de saneamento, de drenagem de águas ou esgotos, mas também de sistemas hidráulicos, eléctricos ou de telecomunicações. = CAIXA DE VISITA, PORTA DE INSPECÇÃO

porta do cavalo

Porta traseira de um edifício.

porta falsa

A que está disfarçada na parede.

porta giratória

Porta, geralmente numa entrada com grande circulação de pessoas, composta por uma estrutura circular com um ou mais painéis verticais rotativos, em geral de material transparente (ex.: porta giratória com detector de metais).Imagem

Lugar ou entidade em que há um movimento regular de entrada e saída de pessoas que trabalham ou se envolvem numa actividade por pouco tempo (ex.: a banda foi uma porta giratória de guitarristas).

[Política] [Política]  Circulação de indivíduos entre cargos de responsabilidade pública e cargos da mesma área no sector privado ou vice-versa (ex.: medida importante para combater a porta giratória entre governos e empresas).

porta traseira

Entrada de um edifício que se situa no lado oposto ao da entrada principal.

etimologiaOrigem etimológica:latim porta, -ae.
portar1portar1
( por·tar

por·tar

)
Conjugação:regular.
Particípio:regular.


verbo transitivo

1. Trazer consigo. = LEVAR, TRANSPORTAR

2. Estar vestido com. = TRAJAR, USAR, VESTIR


verbo pronominal

3. Ter determinado comportamento. = COMPORTAR-SE

etimologiaOrigem etimológica:latim porto, -are, levar, transportar.
portar2portar2
( por·tar

por·tar

)
Conjugação:regular.
Particípio:regular.


verbo intransitivo

O mesmo que aportar.

etimologiaOrigem etimológica:porto + -ar.

Auxiliares de tradução

Traduzir "porta" para: Espanhol Francês Inglês


Dúvidas linguísticas



Com relação à conjugação do verbo adequar e às explicações que vocês forneceram para uma consulta enviada, quero registrar que estranha-me o fato de vocês terminarem a explicação dizendo "..., como afirma Rebelo Gonçalves, que o termo (no caso, uma forma verbal) que hoje não passa de uma hipótese, futuramente poderá ser uma realidade."
Seguramente, se formos considerar tudo o que hoje é uma hipótese, já como realidade ouviremos inúmeros "a nível de Brasil", "houveram muitos problemas", "menas pessoas", "há dez anos atrás", "fazem muitos anos que não a vejo", etc.
Entendo que, a partir daí, as regras gramaticais não farão mais nenhum sentido na nossa língua portuguesa.
Sem contar que na conjugação desse mesmo verbo, no Pretérito Perfeito do Indicativo, vocês acentuaram a primeira pessoa do plural, regra de acentuação que desconheço e que, se vocês observarem, também não consta do Houaiss.
Permita-me uma segunda observação: a resposta para essa pesquisa vocês consultaram Rebelo Gonçalves, no Vocabulário da Língua Portuguesa, datado de 1966. A última reforma ortográfica data, se não me engano, de 1973, portanto muito tempo depois.
A defectividade de determinados verbos sempre foi objecto de discussão entre linguistas e gramáticos, uma vez que, apesar de alguns serem considerados defectivos em determinadas acepções, o uso das restantes formas que não fazem parte do paradigma defectivo é sempre possível em determinados contextos. Os outros casos que refere como sendo também possíveis de utilização normativa futura são consensuais entre os gramáticos quanto à sua incorrecção, não gerando qualquer discórdia a nível semântico, lexical ou sintáctico. A justificação apresentada na resposta quer apenas indicar que, enquanto até há pouco tempo os dicionários de língua e de conjugação registavam alguns verbos como defectivos, existem obras que actualmente conjugam os mesmos verbos em todas as pessoas, fazendo a indicação da sua defectividade nas gramáticas tradicionais.

O Vocabulário de Rebelo Gonçalves, apesar de editado em 1966, continua a ser a referência para a elaboração de obras lexicográficas e para o esclarecimento de muitas dúvidas. Enquanto não sair do prelo a nova edição revista do Vocabulário de Rebelo Gonçalves ou um novo elaborado pela Academia das Ciências de Lisboa que venha a ser reconhecidamente a referência lexicográfica para o Português europeu, aquele continuará a ser a base por excelência para a elaboração de dicionários e para a resolução de dúvidas lexicais (para a norma europeia do Português).

Ao contrário do que refere, a última reforma ortográfica não data de 1973, uma vez que a lei promulgada nesse ano em Portugal é apenas uma revisão e simplificação de determinados pontos do acordo ortográfico de 1945, que o Brasil não ratificou.

Quanto à flexão acentuada graficamente do verbo adequar no pretérito perfeito do indicativo (adequámos), o paradigma dos verbos regulares da 1.ª conjugação prevê, em Portugal e não no Brasil, que se acentue as formas da primeira pessoa do plural do pretérito perfeito do indicativo (que em Portugal se pronunciam com a aberto) para se distinguir das formas do presente do indicativo (que em Portugal se pronunciam com a fechado): comprámos/compramos, lavámos/lavamos, registámos/registamos, etc. Portanto, a conjugação apresentada no Dicionário Priberam da Língua Portuguesa está de acordo com o estabelecido no acordo ortográfico em vigor em Portugal.




Gostaria de saber porque é que que o verbo miar, e outros que indicam o modo de comunicação de animais irracionais, só se conjuga na 3ª pessoa. E assim sendo, a frase "Quando tu mias assim fico contente" teria um erro ortográfico? Não se pode falar em discurso directo com um animal? Não se pode reproduzir um diálogo (miado) entre gatos, escrevendo "Tu mias muito bem, mas não me alegras".
Os verbos referentes às vozes dos animais são geralmente considerados unipessoais pelas gramáticas tradicionais, isto é, são apresentados como tendo flexões apenas na 3.ª pessoa, quer do singular quer do plural (mia, miam, miava, miavam, etc.). No entanto, existem obras, como o Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa (Lisboa, Círculo de Leitores, 2002) ou o Dicionário dos Verbos Portugueses (Porto, Porto Editora, s. d.), que apresentam verbos como miar conjugados em todas as pessoas e tempos, uma vez que podem, em sentido figurado ou em contextos específicos, ser utilizados segundo o paradigma dos verbos regulares.