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trilítero

trilíterotrilítero | adj.
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tri·lí·te·ro tri·lí·te·ro


adjectivo
adjetivo

O mesmo que triliteral.

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Dúvidas linguísticas


Gostaria de saber o aumentativo de balão (de ar) e de bala (de chupar).
O uso expressivo do grau aumentativo gera por vezes formas pouco frequentes, nem sempre registadas nos principais dicionários de língua, o que não invalida a sua boa formação. Assim, os substantivos balão e bala podem formar os aumentativos balãozão e balazona, respectivamente, ainda que relativamente informais. É ainda possível gerar outros aumentativos, seguindo processos igualmente regulares da língua para esse efeito; por exemplo, bala pode formar o aumentativo masculino balão (tal como boca e cadeira formam os aumentativos bocão e cadeirão), mas, como esta forma é homónima do substantivo masculino balão (“invólucro que contém ar”), é ambígua e pode originar má interpretação. Alternativamente, pode também utilizar adjectivos que traduzam a ideia de grandeza, como, por exemplo, grande ou enorme: bala enorme, balão grande, etc.



A minha dúvida é relativa ao novo Acordo Ortográfico: gostava que me esclarecessem porque é que "lusodescendente" escreve-se sem hífen e "luso-brasileiro", "luso-americano" escreve-se com hífen. É que é um pouco difícil de se compreender, e já me informei com algumas pessoas que não me souberam dizer o porquê de ser assim. Espero uma resposta de vossa parte com a maior brevidade possível.
Não há no texto legal do Acordo Ortográfico de 1990 uma diferença clara entre as palavras que devem seguir o disposto na Base XV e o disposto na Base XVI. Em casos como euroafricano/euro-africano, indoeuropeu/indo-europeu ou lusobrasileiro/luso-brasileiro (e em outros análogos), poderá argumentar-se que se trata de "palavras compostas por justaposição que não contêm formas de ligação e cujos elementos, de natureza nominal, adjetival, numeral ou verbal, constituem uma unidade sintagmática e semântica e mantêm acento próprio, podendo dar-se o caso de o primeiro elemento estar reduzido" (Base XV) para justificar o uso do hífen. Por outro lado, poderá argumentar-se que não se justifica o uso do hífen uma vez que se trata de "formações com prefixos (como, por exemplo: ante-, anti-, circum-, co-, contra-, entre-, extra-, hiper-, infra-, intra-, pós-, pré-, pró-, sobre-, sub-, super-, supra-, ultra-, etc.) e de formações por recomposição, isto é, com elementos não autónomos ou falsos prefixos, de origem grega e latina (tais como: aero-, agro-, arqui-, auto-, bio-, eletro-, geo-, hidro-, inter-, macro-, maxi-, micro-, mini-, multi-, neo-, pan-, pluri-, proto-, pseudo-, retro-, semi-, tele-, etc.)" (Base XVI).

Nestes casos, e porque afro-asiático, afro-luso-brasileiro e luso-brasileiro surgem no texto legal como exemplos da Base XV, a Priberam aplicou a Base XV, considerando que "constituem uma unidade sintagmática e semântica e mantêm acento próprio, podendo dar-se o caso de o primeiro elemento estar reduzido". Trata-se de uma estrutura morfológica de coordenação, que estabelece uma relação de equivalência entre dois elementos (ex.: luso-brasileiro = lusitano e brasileiro; sino-japonês = chinês e japonês).

São, no entanto, excepção os casos em que o primeiro elemento não é uma unidade sintagmática e semântica e se liga a outro elemento análogo, não podendo tratar-se de justaposição (ex.: lusófono), ou quando o primeiro elemento parece modificar o valor semântico do segundo elemento, numa estrutura morfológica de subordinação ou de modificação, que equivale a uma hierarquização dos elementos (ex.:  eurodeputado = deputado [que pertence ao parlamento europeu]; lusodescendente = descendente [que provém de lusitanos]).

É necessário referir ainda que o uso ou não do hífen nestes casos não é uma questão nova na língua portuguesa e já se colocava antes da aplicação do Acordo Ortográfico de 1990. Em diversos dicionários e vocabulários anteriores à aplicação do Acordo Ortográfico de 1990 já havia práticas ortográficas que distinguiam, tanto em Portugal como no Brasil, o uso do hífen entre euro-africano (sistematicamente com hífen) e eurodeputado (sistematicamente sem hífen).

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Palavra do dia

ad·vo·ca·tó·ri·o ad·vo·ca·tó·ri·o


(latim advocatus, -a, -um, particípio passado de advoco, -are, advogar + -ório)
adjectivo
adjetivo

1. Que serve para advogar ou defender.

2. Relativo a advocacia (ex.: honorários advocatórios).


SinónimoSinônimo Geral: ADVOCATÍCIO

Confrontar: avocatório.
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in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2021, https://dicionario.priberam.org/tril%C3%ADtero [consultado em 19-05-2022]