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doida

Será que queria dizer doída?

A forma doidapode ser [feminino singular de doidodoido] ou [nome feminino].

Sabia que? Pode consultar o significado de qualquer palavra abaixo com um clique. Experimente!
doidadoida
( doi·da

doi·da

)


nome feminino

1. [Veterinária] [Veterinária] Moléstia cerebral do gado lanígero.

sinonimo ou antonimoSinónimoSinônimo geral: DOUDA

etimologiaOrigem etimológica:feminino de doido.
doidodoido
( doi·do

doi·do

)


adjectivo e nome masculinoadjetivo e nome masculino

1. Que ou quem perdeu a razão ou tem distúrbios mentais. = LOUCO, MALUCO

2. Que ou quem é extravagante.

3. Que ou quem é temerário ou insensato.


adjectivoadjetivo

4. Muito contente.

5. Dominado por sentimento muito forte (ex.: doido de raiva). = ARREBATADO


à doida

Doidamente, estouvadamente.

sinonimo ou antonimoSinónimoSinônimo geral: DOUDO

etimologiaOrigem etimológica:origem controversa.
Confrontar: doído.
Colectivo:Coletivo:Coletivo:doidaria, doudaria.

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Traduzir "doida" para: Espanhol Francês Inglês

Anagramas



Dúvidas linguísticas



Qual a etimologia da palavra escolha? E da palavra subalternidade?
A palavra escolha deriva do verbo escolher, que, por sua vez, vem de uma forma latina hipotética *excolligere que significaria “recolher; obter”. A palavra subalternidade deriva de subalterno, por aposição de –idade, sufixo muito produtivo que exprime o conceito de “qualidade, característica”. Assim, subalternidade designa a condição, a qualidade de quem é subalterno.



Na frase "...o nariz afilado do Sabino. (...) Fareja, fareja, hesita..." (Miguel Torga - conto "Fronteira") em que Sabino é um homem e não um animal, deve considerar-se que figura de estilo? Não é personificação, será animismo? No mesmo conto encontrei a expressão "em seco e peco". O que quer dizer?
Relativamente à primeira dúvida, se retomarmos o contexto dos extractos que refere do conto “Fronteira” (Miguel Torga, Novos Contos da Montanha, 7ª ed., Coimbra: ed. de autor, s. d., pp. 25-36), verificamos que é o próprio Sabino que fareja. Estamos assim perante uma animalização, isto é, perante a atribuição de um verbo usualmente associado a um sujeito animal (farejar) a uma pessoa (Sabino). Este recurso é muito utilizado por Miguel Torga neste conto para transmitir o instinto de sobrevivência, quase animal, comum às gentes de Fronteira, maioritariamente contrabandistas, como se pode ver por outras instâncias de animalização: “vão deslizando da toca” (op. cit., p. 25), “E aquelas casas na extrema pureza de uma toca humana” (op. cit., p. 29), “a sua ladradela de mastim zeloso” (op. cit., p. 30), “instinto de castro-laboreiro” (op. cit., p. 31), “o seu ouvido de cão da noite” (op. cit., p. 33).

Quanto à segunda dúvida, mais uma vez é preciso retomar o contexto: “Já com Isabel fechada na pobreza da tarimba, esperou ainda o milagre de a sua obstinação acabar em tecidos, em seco e peco contrabando posto a nu” (op. cit. p.35). Trata-se de uma coocorrência privilegiada, resultante de um jogo estilístico fonético (a par do que acontece com velho e relho), que corresponde a uma dupla adjectivação pré-nominal, em que o adjectivo seco e o adjectivo peco qualificam o substantivo contrabando, como se verifica pela seguinte inversão: em contrabando seco e peco posto a nu. O que se pretende dizer é que o contrabando, composto de tecidos, seria murcho e enfezado.