Dicionário Priberam da Língua Portuguesa
Este site utiliza cookies. Ao continuar no site está a consentir a sua utilização. Saiba mais...
pub
pub
pub
pub

pub

Pesquisa por "sindicância" nas definições

sindicar | v. tr. e intr.
    Fazer inquérito ou sindicância....

sindicável | adj. 2 g.
    Que se pode sindicar; a que se pode fazer inquérito ou sindicância....

relatório | n. m.
    Exposição escrita em que se descrevem todos os factos de uma gerência, os dados colhidos numa sindicância, os trabalhos de uma comissão, etc....

sindicância | n. f.
    Investigação que pretende averiguar determinados factos....

sindicato | n. m.
    Agrupamento de uma classe profissional para defesa dos seus interesses económicos, laborais e sociais....

devassa | n. f.
    Sindicância para averiguação de acto criminoso....

correição | n. f.
    Sindicância para averiguação de acto criminoso....

inquérito | n. m.
    Acto ou efeito de inquirir....

sindicado | adj. | adj. n. m. | n. m.
    Que ou o que foi objecto de sindicância....

Dúvidas linguísticas


Tenho dúvida em diferenciar "Termo da Oração" e "Função Sintática". Numa mesma página dum livro de Gramática, vi três definições de Sujeito: 1) Sujeito É o TERMO DA ORAÇÃO que concorda em número e pessoa com o verbo; 2) Sujeito é, portanto, o NOME de uma FUNÇÃO SINTÁTICA (...); 3) Sob a ótica da Morfossintaxe, Sujeito é NOME de uma função substantiva (...). Entendo que "termo" seja sinônimo de "vocábulo", logo Termo da Oração deveria ser um "pedaço" da oração composto por uma ou mais palavras, vocábulos. E a Função Sintática deveria ser o papel exercido por essa(s) palavra(s) ("termo da oração") na frase. Exemplificando: "A Gramática é confusa." Penso que morfologicamente, "A" é um artigo, "Gramática", um substantivo e o termo desta oração "A Gramática" possui um papel na frase, isto é, uma Função Sintática a qual denomino Sujeito (por "A Gramática" concordar em número e pessoa com o verbo). Pareço estar totalmente de acordo com a definição 2 e parcialmente com a definição 1. Logo, a definição 1 estaria errada, pois estaríamos chamando de Sujeito um conjunto de PALAVRAS e não a função (sintática) que essas palavras exercem, o que acho estranho, pois é de se esperar que não haja um erro como esse num livro de língua portuguesa. A definição 3 parece a mim mais compreensível, no entanto não compreendo o que é a Morfossintaxe. Enfim, gostaria do CONCEITO de "Termo da Oração", de "Função Sintática" - uma vez que não encontro em livros - e de "Morfossinxtaxe, e de que me corrigissem em algo que tenha errado.
Sendo difícil perceber a totalidade da definição de sujeito a partir do texto que nos transcreveu, é possível, no entanto, dizer que as três sequências de texto apresentadas não são três definições, mas antes três partes da mesma definição, pois parecem completar-se para dar a noção do que é o sujeito de uma frase.

Assim, o sujeito é de facto um dos termos principais de uma oração (devendo entender-se termo como um elemento constituinte) e é a parte da oração com que o verbo concorda (ex.: A gramática é confusa; As gramáticas são confusas), mesmo quando há inversão da ordem canónica da frase (ex.: Confusa é a gramática; Confusas são as gramáticas). Por este motivo, o sujeito desempenha uma função sintáctica importante na frase (devendo entender-se função sintáctica como uma relação gramatical entre os diferentes sintagmas de uma frase), estabelecendo ligações com os outros constituintes frásicos, nomeadamente relações de concordância, mesmo quando não está explícito na frase (ex.: [eu] Fico atento quando [eu] penso que isso é verdade). O sujeito pode ser constituído por apenas uma palavra (ex.: Maria tem grandes encantos; ela é um doce), por um grupo nominal mais ou menos complexo (ex.: A Maria tem grandes encantos; O irmão da Maria é o João; O pai e a mãe do João e da Maria saíram), ou por uma frase (ex.: Quem comete uma infracção está sujeito às consequências; O facto de ele se ter enganado surpreende-me), mas em qualquer um dos casos trata-se de um grupo nominal (ou de uma função substantiva, como é referido na questão, isto é, de uma função desempenhada por um substantivo ou por um conjunto de palavras com valor de substantivo), sendo que qualquer um dos sintagmas acima pode ser pronominalizado por um pronome pessoal sujeito (ex.: Ela tem grandes encantos; Ele é o João; Eles saíram; Ele está sujeito às consequências) ou por um pronome demonstrativo invariável, no caso de frase completiva (ex.: Isso surpreende-me).

Podemos ainda acrescentar que a morfossintaxe é uma parte da gramática ou da descrição linguística que estuda combinadamente a morfologia e a sintaxe (cujas definições poderá encontrar seguindo as hiperligações para o Dicionário Priberam da Língua Portuguesa).




Na frase por defeito é esta a directoria, gostava de saber se o termo por defeito pode ou não ser utilizado. Fui corrigido por alguém que diz que o termo correcto é por omissão.
Para além do Dicionário Priberam da Língua Portuguesa, o Dicionário da Língua Portuguesa Contemporânea da Academia das Ciências/Verbo é o único dicionário consultado que regista a locução adverbial por defeito, mas mesmo este dicionário, que habitualmente averba mais locuções do que os outros dicionários de língua, regista apenas uma acepção de por defeito que se opõe a por excesso (ex.: estimou a despesa por defeito), não contemplando a acepção que corresponde ao uso indicado na frase que menciona (por defeito é esta a directoria).
Este último uso é muito frequente para indicar determinada característica ou acção que está de acordo com uma configuração predefinida, por ausência de acção ou de intervenção de um utilizador ou agente.

Apesar de não haver registo na maioria dos dicionários consultados e de haver quem afirme que se trata de um decalque do inglês in default ou by default, não parece haver motivo sólido para condenar esta utilização da locução por defeito, mesmo porque é usada uma locução equivalente noutras línguas românicas como o francês (par défaut), o espanhol (por defecto) ou o catalão (per defecte).

A locução por omissão pode ser uma alternativa, mas, da mesma forma que um dos argumentos para não utilizar por defeito é não ter a palavra defeito uma acepção que indique uma ‘opção seleccionada automaticamente salvo se for indicada outra’, como acontece no inglês, também a palavra omissão não a tem, podendo apenas o seu sentido ser depreendido da acepção que indica ‘o acto de omitir algo’ ou ‘aquilo que é omitido’.

Uma alternativa clara a estas duas locuções poderia ser por predefinição, locução usada em algumas aplicações informáticas.

Palavra do dia

a·di·a·fo·ri·a a·di·a·fo·ri·a


(grego adiaforía, -as, indiferença)
nome feminino

1. [Filosofia]   [Filosofia]  Indiferença originada pela impossibilidade de atingir ou compreender a verdade. = ACATALEPSIA, ADIAFORISMO

2. [Medicina, Psicologia]   [Medicina, Psicologia]  Ausência de resposta a estímulos devido a exposição anterior a esses estímulos.

pub

Mais pesquisadas do dia



in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2021, https://dicionario.priberam.org/Pesquisar/sindic%C3%A2ncia [consultado em 31-07-2021]