Dicionário Priberam da Língua Portuguesa
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ondas

fem. pl. de ondaonda
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on·da on·da


(latim unda, -ae)
nome feminino

1. Cada uma das massas líquidas que ora se elevam ora se cavam na superfície das águas, geralmente por efeito, do vento ou das marés. = VAGA

2. [Linguagem poética]   [Linguagem poética]  Água; rio; mar.

3. [Por extensão]   [Por extensão]  Porção de líquido que flui ou está derramado.

4. O que é ondulado.

5. [Figurado]   [Figurado]  Aglomeração de pessoas em movimento.

6. Tumulto.

7. Ímpeto; agitação do ânimo.

8. Ataque de fúria.

9. [Física]   [Física]  Cada uma das linhas ou superfícies concêntricas de um fluido agitado num dos seus pontos.


onda curta
Onda de pequeno comprimento.

onda eléctrica
O mesmo que onda electromagnética.

onda electromagnética
Onda que se origina no éter ao produzir-se uma faísca eléctrica.

onda luminosa
A que se origina num corpo luminoso e transmite a sua luz.

onda sonora
A que se origina num corpo elástico e transmite o som.

tirar onda
[Brasil, Informal]   [Brasil, Informal]  Agir de forma pretensiosa, dando-se ares de importância ou superioridade (ex.: alugaram um apê nas férias, só para tirar onda).

[Brasil, Informal]   [Brasil, Informal]  Fazer troça ou rir de (ex.: o cara achou que ia tirar onda comigo; qualquer dia não se pode mais tirar onda de nada nem de ninguém). = DEBOCHAR, GOZAR, TROÇAR, ZOMBAR

tirar onda de
[Brasil, Informal]   [Brasil, Informal]  Fazer-se passar por; fingir ser (ex.: tirar onda de hippie).

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Dúvidas linguísticas


Tenho uma dúvida na utilização dos pronomes "lhe" ou "o". Por exemplo, nesta frase, qual é a forma correta: "para Carlos não lhe perturbava a existência, ou mesmo a necessidade dos movimentos da vanguarda" ou " para Carlos não o perturbava a existência, ou mesmo a necessidade dos movimentos da vanguarda"?
A questão que nos coloca toca uma área problemática no uso da língua, pois trata-se de informação lexical, isto é, de uma estrutura que diz respeito a cada palavra ou constituinte frásico e à sua relação com as outras palavras ou outros constituintes frásicos, e para a qual não há regras fixas. Na maioria dos casos, os utilizadores conhecem as palavras e empregam as estruturas correctas, e normalmente esse conhecimento é tanto maior quanto maior for a experiência de leitura do utilizador da língua.

No caso dos pronomes clíticos de objecto directo (o, os, a, as, na terceira pessoa) ou de objecto indirecto (lhe, lhes, na terceira pessoa), a sua utilização depende da regência do verbo com que se utilizam, isto é, se o verbo selecciona um objecto directo (ex.: comeu a sopa = comeu-a) ou um objecto indirecto (ex.: respondeu ao professor = respondeu-lhe); há ainda verbos que seleccionam ambos os objectos, pelo que nesses casos poderá dar-se a contracção dos pronomes clíticos (ex.: deu a bola à criança = deu-lhe a bola = deu-lha).

O verbo perturbar, quando usado como transitivo, apenas selecciona objectos directos não introduzidos por preposição (ex.: a discussão perturbou a mulher; a existência perturbava Carlos), pelo que deverá apenas ser usado com pronomes clíticos de objecto directo (ex.: a discussão perturbou-a; a existência perturbava-o) e não com pronomes clíticos de objecto indirecto.

Assim sendo, das duas frases que refere, a frase “para Carlos, não o perturbava a existência, ou mesmo a necessidade dos movimentos da vanguarda” pode ser considerada mais correcta, uma vez que respeita a regência do verbo perturbar como transitivo directo. Note que deverá usar a vírgula depois de “para Carlos”, uma vez que se trata de um complemento circunstancial antecipado.




Há algum tempo atrás, quando ainda mais jovem, lembro que minha mãe, exímia fazedora de palavras cruzadas, me citou uma palavra em português que definia o FUTEBOL sem que fosse necessário o uso do neologismo oriundo do FOOT BALL. Ainda que minha memória esteja falhando para lembrar este termo (que agora busco), ainda me lembro que esta palavra usava em sua composição as letras P, E e D, mas não me lembro mais da palavra exata. Em outras palavras, qual seria a denominação do jogo que chamamos de FUTEBOL se não usarmos o neologismo e sim, usarmos apenas radicais, e/ou prefixos, e/ou sufixos com bases no português ou nas origens latinas (gregas...) de nosso idioma?
Os termos ludopédio (do latim ludus, -i “jogo, divertimento” + pes, pedis “pé” + sufixo -io, que traduz a ideia de semelhança ou relação) e balípodo (do grego bállo “lançar” + poús, podós “pé”), ambos criados para substituir o aportuguesamento futebol, encontram-se registados no Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa. O Grande Vocabulário da Língua Portuguesa, de José Pedro Machado, regista ainda o substantivo masculino pedibola e o Grande Dicionário da Língua Portuguesa, coordenado pelo mesmo autor, regista bolapé, indicando que se trata de “decalque linguístico” de football.
Nenhum dos termos acima referidos se consagrou pelo uso, sendo futebol o termo instituído.

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Palavra do dia

cha·pli·nes·co |ê|cha·pli·nes·co |ê|


([Charles] Chaplin, antropónimo + -esco)
adjectivo
adjetivo

[Cinema, Teatro, Televisão]   [Cinema, Teatro, Televisão]  Relativo a Charles Chaplin (1889-1977), actor e realizador inglês, à sua obra, ao seu estilo ou à sua personagem Charlot. = CHAPLINIANO



in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2021, https://dicionario.priberam.org/ondas [consultado em 04-03-2021]