Dicionário Priberam da Língua Portuguesa
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atividades

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ac·ti·vi·da·de |ât|a·ti·vi·da·de |ât|a·ti·vi·da·de


(latim activitas, -atis, significação activa [do verbo])
nome feminino

1. Qualidade do que é activo.INACTIVIDADE

2. Faculdade de exercer a acção.

3. Exercício ou aplicação dessa capacidade (ex.: actividade física).

4. [Figurado]   [Figurado]  Prontidão, rapidez.

5. [Figurado]   [Figurado]  Vigor, energia.INACTIVIDADE, INÉRCIA

6. Ocupação profissional. = PROFISSÃO

7. Realização de uma função ou operação específica (ex.: actividade industrial).

8. Funcionamento, laboração (ex.: a fábrica já não está em actividade).

9. Fenómeno ou processo natural (ex.: actividade sísmica).


• Grafia alterada pelo Acordo Ortográfico de 1990: atividade.
• Grafia anterior ao Acordo Ortográfico de 1990: actividade.


• Grafia no Brasil: atividade.

• Grafia em Portugal: actividade.
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Dúvidas linguísticas


Existe algum substantivo que designe o ato de lecionar ou ministrar?
O acto de leccionar ou ministrar pode ser designado pelos substantivos deverbais regulares formados pela aposição do sufixo -ção aos respectivos verbos, isto é, leccionação e ministração. Adicionalmente, e consoante os contextos, poderão ser utilizadas outras palavras como magistério ou ensino (ou outros vocábulos da mesma família, como ensinação, ensinamento ou ensinança).



A minha dúvida é relativa ao novo Acordo Ortográfico: gostava que me esclarecessem porque é que "lusodescendente" escreve-se sem hífen e "luso-brasileiro", "luso-americano" escreve-se com hífen. É que é um pouco difícil de se compreender, e já me informei com algumas pessoas que não me souberam dizer o porquê de ser assim. Espero uma resposta de vossa parte com a maior brevidade possível.
Não há no texto legal do Acordo Ortográfico de 1990 uma diferença clara entre as palavras que devem seguir o disposto na Base XV e o disposto na Base XVI. Em casos como euroafricano/euro-africano, indoeuropeu/indo-europeu ou lusobrasileiro/luso-brasileiro (e em outros análogos), poderá argumentar-se que se trata de "palavras compostas por justaposição que não contêm formas de ligação e cujos elementos, de natureza nominal, adjetival, numeral ou verbal, constituem uma unidade sintagmática e semântica e mantêm acento próprio, podendo dar-se o caso de o primeiro elemento estar reduzido" (Base XV) para justificar o uso do hífen. Por outro lado, poderá argumentar-se que não se justifica o uso do hífen uma vez que se trata de "formações com prefixos (como, por exemplo: ante-, anti-, circum-, co-, contra-, entre-, extra-, hiper-, infra-, intra-, pós-, pré-, pró-, sobre-, sub-, super-, supra-, ultra-, etc.) e de formações por recomposição, isto é, com elementos não autónomos ou falsos prefixos, de origem grega e latina (tais como: aero-, agro-, arqui-, auto-, bio-, eletro-, geo-, hidro-, inter-, macro-, maxi-, micro-, mini-, multi-, neo-, pan-, pluri-, proto-, pseudo-, retro-, semi-, tele-, etc.)" (Base XVI).

Nestes casos, e porque afro-asiático, afro-luso-brasileiro e luso-brasileiro surgem no texto legal como exemplos da Base XV, a Priberam aplicou a Base XV, considerando que "constituem uma unidade sintagmática e semântica e mantêm acento próprio, podendo dar-se o caso de o primeiro elemento estar reduzido". Trata-se de uma estrutura morfológica de coordenação, que estabelece uma relação de equivalência entre dois elementos (ex.: luso-brasileiro = lusitano e brasileiro; sino-japonês = chinês e japonês).

São, no entanto, excepção os casos em que o primeiro elemento não é uma unidade sintagmática e semântica e se liga a outro elemento análogo, não podendo tratar-se de justaposição (ex.: lusófono), ou quando o primeiro elemento parece modificar o valor semântico do segundo elemento, numa estrutura morfológica de subordinação ou de modificação, que equivale a uma hierarquização dos elementos (ex.:  eurodeputado = deputado [que pertence ao parlamento europeu]; lusodescendente = descendente [que provém de lusitanos]).

É necessário referir ainda que o uso ou não do hífen nestes casos não é uma questão nova na língua portuguesa e já se colocava antes da aplicação do Acordo Ortográfico de 1990. Em diversos dicionários e vocabulários anteriores à aplicação do Acordo Ortográfico de 1990 já havia práticas ortográficas que distinguiam, tanto em Portugal como no Brasil, o uso do hífen entre euro-africano (sistematicamente com hífen) e eurodeputado (sistematicamente sem hífen).

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Palavra do dia

mo·to·ci·clís·ti·co mo·to·ci·clís·ti·co


(motociclista + -ico)
adjectivo
adjetivo

Relativo a motociclista ou a motociclismo (ex.: capacete motociclístico; época motociclística; passeio motociclístico; pilotagem motociclística).

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in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2021, https://dicionario.priberam.org/atividades [consultado em 27-07-2021]