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rondas

A forma rondaspode ser [feminino plural de rondaronda] ou [segunda pessoa singular do presente do indicativo de rondarrondar].

Sabia que? Pode consultar o significado de qualquer palavra abaixo com um clique. Experimente!
rondarrondar
( ron·dar

ron·dar

)
Conjugação:regular.
Particípio:regular.


verbo transitivo e intransitivo

1. Fazer a ronda.

2. Andar de ronda.

3. Passear em volta de; vigiar (passeando).

4. [Marinha] [Marinha] Atesar, alar, dar voltas com um cabo à roda de qualquer peça de manobra.

rondaronda
( ron·da

ron·da

)


nome feminino

1. [Militar] [Militar] Visita feita aos diferentes postos militares.

2. Conjunto de pessoas, geralmente soldados ou polícias, que percorre certos lugares urbanos para manutenção da ordem. = PATRULHA

3. Passeio ou percurso em que se anda vigiando alguma coisa. = PATRULHA

4. Cada uma das partes de um combate ou de um confronto. = ASSALTO

5. Cada uma das séries de competições em que se divide um calendário desportivo (ex.: esta semana decorre a última ronda do campeonato).

6. [Desporto] [Esporte] Conjunto das partidas ou dos jogos de um torneio ou campeonato, geralmente marcados para o mesmo dia (ex.: o judoca foi afastado na segunda ronda). = RODADA

7. Dança que se efectua em círculo.

8. [Jogos] [Jogos] Jogo de azar, semelhante ao jogo do monte.

9. [Portugal: Beira, Trás-os-Montes] [Portugal: Beira, Trás-os-Montes] Tocata de rapazes durante a noite, pela povoação.

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Anagramas



Dúvidas linguísticas



Na frase "...o nariz afilado do Sabino. (...) Fareja, fareja, hesita..." (Miguel Torga - conto "Fronteira") em que Sabino é um homem e não um animal, deve considerar-se que figura de estilo? Não é personificação, será animismo? No mesmo conto encontrei a expressão "em seco e peco". O que quer dizer?
Relativamente à primeira dúvida, se retomarmos o contexto dos extractos que refere do conto “Fronteira” (Miguel Torga, Novos Contos da Montanha, 7ª ed., Coimbra: ed. de autor, s. d., pp. 25-36), verificamos que é o próprio Sabino que fareja. Estamos assim perante uma animalização, isto é, perante a atribuição de um verbo usualmente associado a um sujeito animal (farejar) a uma pessoa (Sabino). Este recurso é muito utilizado por Miguel Torga neste conto para transmitir o instinto de sobrevivência, quase animal, comum às gentes de Fronteira, maioritariamente contrabandistas, como se pode ver por outras instâncias de animalização: “vão deslizando da toca” (op. cit., p. 25), “E aquelas casas na extrema pureza de uma toca humana” (op. cit., p. 29), “a sua ladradela de mastim zeloso” (op. cit., p. 30), “instinto de castro-laboreiro” (op. cit., p. 31), “o seu ouvido de cão da noite” (op. cit., p. 33).

Quanto à segunda dúvida, mais uma vez é preciso retomar o contexto: “Já com Isabel fechada na pobreza da tarimba, esperou ainda o milagre de a sua obstinação acabar em tecidos, em seco e peco contrabando posto a nu” (op. cit. p.35). Trata-se de uma coocorrência privilegiada, resultante de um jogo estilístico fonético (a par do que acontece com velho e relho), que corresponde a uma dupla adjectivação pré-nominal, em que o adjectivo seco e o adjectivo peco qualificam o substantivo contrabando, como se verifica pela seguinte inversão: em contrabando seco e peco posto a nu. O que se pretende dizer é que o contrabando, composto de tecidos, seria murcho e enfezado.




Gostaria que me esclarecessem a seguinte dúvida: na palavra quatro existe trema?
O Acordo Ortográfico de 1990 suprimiu o trema em palavras portuguesas ou aportuguesadas, conservando-se apenas em palavras derivadas de nomes próprios estrangeiros.

O uso do trema no português do Brasil estava regulamentado pelo Formulário Ortográfico de 1943, que era o texto em vigor para a ortografia brasileira. Neste texto explicita-se que “Emprega-se o trema no u que se pronuncia depois de g ou q e seguido de e ou i: agüentar, argüição, eloqüente, tranqüilo, etc.”. Por este motivo, nunca se poderia empregar correctamente o trema antes de outra vogal como a ou o, mesmo porque nestes casos (ex.: quatro, quociente), o u é sempre lido e não havia necessidade de distinguir a pronúncia com um sinal diacrítico.

Poderá esclarecer esta e outras dúvidas ortográficas utilizando o corrector ortográfico para o português do Brasil que poderá testar em FLiP On-line, seleccionando a opção correspondente à bandeira brasileira.