Dicionário Priberam da Língua Portuguesa
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pontapépontapé | s. m.
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pon·ta·pé pon·ta·pé
(ponta + pé)
substantivo masculino

1. Pancada com a ponta do pé.

2. [Figurado]   [Figurado]  Perda, dano, contratempo, azar.


aos pontapé(s)
[Informal]   [Informal]  Em grande quantidade (ex.: havia saramagos aos pontapés no prado).

[Informal]   [Informal]  Com maus modos, rispidamente.

pontapé de baliza
[Desporto]   [Esporte]  Reposição da bola em jogo após saída da mesma pela linha de fundo impelida por um dos jogadores da equipa atacante.

pontapé de bicicleta
[Portugal]   [Portugal]   [Desporto]   [Esporte]  Movimento feito pelo jogador que se impulsiona no ar com as pernas para cima e para a frente, tronco inclinado para trás, rodando depois as pernas e esticando uma delas para chutar a bola no ar por cima da sua cabeça. (Equivalente no português do Brasil: chute de bicicleta.) = BICICLETA

pontapé de canto
[Desporto]   [Esporte]  Pontapé livre directo executado da área de canto. = LIVRE DE CANTO, CANTO

pontapé de grande penalidade
[Desporto]   [Esporte]  O mesmo que penálti.

pontapé de saída
[Desporto]   [Esporte]  Pontapé na bola, que dá início à partida de futebol.

pontapé livre
[Desporto]   [Esporte]  Pontapé com a bola colocada no sítio onde o jogador da equipa contrária infringiu as regras do jogo.

pontapé na gramática
[Informal]   [Informal]  Erro gramatical na oralidade ou na escrita (ex.: o livro está cheio de pontapés na gramática). = CALINADA


Ver também dúvida linguística: formação de pontapé.
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Dúvidas linguísticas


Existe o verbo chaqualhar (no sentido de agitar)? Vi que existe chocalhar (que teria o mesmo sentido), mas em nosso dia-a-dia usamos chaqualar. Existe? É assim que se escreve? Ou assim: chacualhar?
A forma correcta é chacoalhar, como pode verificar no Dicionário Priberam da Língua Portuguesa .



Queria perguntar-vos sobre a utilização de em ou no/na antes de nos referirmos a lugares. Porque dizemos no Porto mas não na Lisboa? Porque tanto se diz na França como em França? Existe alguma regra para a utilização ou não de artigo definido (e respectivas contracções) quando nos queremos referir a um local? Por exemplo: porquê dizer fui ao Funchal e não fui a Funchal?
O uso de artigos definidos (o, a os, as) antes de topónimos (isto é, nomes próprios que designam lugares geográficos) não corresponde a uma regra rígida na língua portuguesa. As indicações dadas por gramáticas e prontuários são em geral fluidas e por vezes contraditórias, pelo que as respostas a questões relacionadas com este assunto raramente podem ser peremptórias.

Na Nova Gramática do Português Contemporâneo, de Celso CUNHA e Lindley CINTRA (Lisboa, Edições João Sá da Costa, 14.ª ed., 1998, pp. 228-231), são elencadas algumas indicações para o uso ou não do artigo definido com nomes geográficos.

Preconiza-se nomeadamente o uso de artigo antes de nomes de “países, regiões, continentes, montanhas, vulcões, desertos, constelações, rios, lagos, oceanos, mares e grupos de ilhas” (ex.: a Suíça, a Escandinávia, a Europa, o Pico, o Etna, o Sara, o Centauro, o Guadiana, o Tanganica, o Índico, o Adriático, as Baleares), mas facilmente um falante se lembrará de muitos contra-exemplos para estas indicações (a própria gramática lista alguns deles: Portugal, Angola, Moçambique, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe, Macau, Timor, Andorra, Israel, São Salvador, Aragão, Castela, Leão).

Do mesmo modo se indica que não se usa geralmente o artigo definido “com os nomes de cidades, de localidades e da maioria das ilhas”, mas logo se apresentam contra-exemplos, nomeadamente os casos de nomes de cidades e localidades que derivam de um substantivo comum (a Guarda, o Porto, o Rio de Janeiro, a Figueira da Foz).

Estas indicações gerais são úteis e correspondem provavelmente à maioria dos casos, mas os muitos casos que as contrariam (é significativa a lista de excepções ou contra-exemplos que as gramáticas apresentam) tornam a decisão de empregar ou não o artigo quase dependente de cada topónimo e da experiência linguística do falante.

Há ainda casos de topónimos como Espanha, França, Itália, Inglaterra ou Chipre em que é oscilante o uso ou não de artigo (ex.: foi viver para (a) Espanha).

O topónimo Funchal é usado sobretudo precedido de artigo (ex.: viajo amanhã para o Funchal; estou no [= em + o] Funchal; vou ao [= a + o] Funchal) e poderá incluir-se na categoria de nomes de cidades ou localidades “que se formaram de substantivos comuns” (CUNHA e CINTRA, p. 230).

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Palavra do dia

mo·li·ni·lho mo·li·ni·lho
(espanhol molinillo)
substantivo masculino

1. Pequeno moinho movido à mão.

2. Pau cilíndrico, com uma extremidade circular dentada e grossa, que se faz girar com as palmas das mãos para mexer o chocolate quente.

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in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, https://dicionario.priberam.org/pontap%C3%A9 [consultado em 20-11-2019]