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Definições



papitas

A forma papitasé [derivação feminino plural de papapapa].

Sabia que? Pode consultar o significado de qualquer palavra abaixo com um clique. Experimente!
papa1papa1
( pa·pa

pa·pa

)


nome feminino

1. Alimento de consistência cremosa, feito de farinha cozida em água ou leite (ex.: papas de milho).

2. [Informal] [Informal] Qualquer alimento (ex.: os meninos comeram a papa toda).

3. O que está ou é muito mole e desfeito (ex.: o feijão cozeu demasiado e ficou uma papa).

4. Lã ordinária, felpuda e muito quente (ex.: cobertores de papa).

5. [Botânica] [Botânica] Árvore de Moçambique.


fazer em papas

Diluir; derrear.

não ter papas na língua

Falar sem rodeios nem contemplações.

papas de moado

[Culinária] [Culinária]  Doce tradicional da região de Coimbra, confeccionado com papas de farinha, sangue de porco, açúcar e especiarias, em especial cravinho e cominhos.

etimologiaOrigem etimológica:latim papa, -ae, termo com que as crianças designam comida.
Confrontar: papá.
papa2papa2
( pa·pa

pa·pa

)


nome masculino

1. [Religião] [Religião] Chefe da Igreja católica romana. = PADRE-SANTO, PONTÍFICE

2. [Figurado] [Figurado] Superior máximo de qualquer igreja.

3. [Figurado] [Figurado] Pessoa de grande prestígio, sobretudo na sua área profissional. = ÁS

4. [Zoologia] [Zoologia] Espécie de verdelhão.


mais papista que o papa

Mostrar mais rigor, interesse ou empenho do que é esperado (ex.: o patronato, mais papista que o papa, exigiu novas alterações à lei).

vistoFeminino: papesa, papisa.
etimologiaOrigem etimológica:latim papa, -ae, pai, papá, título honorífico religioso.
iconFeminino: papesa, papisa.
Confrontar: papá.

Anagramas



Dúvidas linguísticas



Qual das expressões é a correcta: de forma a ou por forma a? Caso ambas estejam correctas, qual a diferença entre elas e quando usar uma ou outra?
As duas expressões estão correctas e são locuções prepositivas sinónimas, significando ambas “para”, “a fim de” ou “de modo a” e indicando um fim ou objectivo (ex.: procedeu cautelosamente de forma a/por forma a evitar erros), sendo a locução por forma a menos usada que de forma a, como se pode verificar pela pesquisa em corpora e motores de busca na internet. Ambas se encontram registadas em dicionários de língua portuguesa.

Estas duas expressões, construídas com a preposição a, pertencem a um conjunto de locuções (do qual fazem parte de modo a ou de maneira a) cujo uso é desaconselhado por alguns puristas, com o argumento de que se trata de expressões de influência francesa, o que, neste caso, não parece constituir argumento suficiente para as considerar incorrectas. Acresce ainda que, em qualquer dos casos, locuções prepositivas como de/por forma a, de maneira a ou de modo a desempenham a mesma função da preposição para, que neste contexto introduz frases subordinadas infinitivas adverbiais de fim (ex.: procedeu cautelosamente para evitar erros), da mesma forma que, com alterações ao nível dos tempos verbais, as locuções conjuncionais de/por forma que, de maneira que ou de modo que desempenham a função da locução conjuncional para que, que neste contexto introduz frases subordinadas finitas adverbiais de fim (ex.: procedeu cautelosamente para que evitasse erros). Não parece assim haver motivo para deixar de usar umas ou outras.




Ao considerar a palavra Aristo uma palavra do dicionário português (honra seja feita à marca austríaca desde 1862) não estamos a incorrer no erro de usar uma marca para definir algo? Imaginem: Em vez de significado de gasosa com sabor a cola, usarmos uma das marcas que exstem no mercado. Ainda mais injusto quando uma das referências que existe é: ... aristo tipo"rotring" ... (Rötring, como sabemos outra marca, desta vez alemã).
No Dicionário Priberam (e nos dicionários gerais de língua) são registadas como entradas palavras de uso corrente. A lexicalização de nomes próprios, nomeadamente de marcas comerciais, é um fenómeno linguístico e acontece por uma derivação metonímica, nomeadamente quando uma marca passou a designar genericamente objectos análogos.
São exemplos deste fenómeno palavras como cotonete, creolina, gilete, jipe, licra, rímel, roscofe, velcro ou vespa, entre outros, e também o caso de aristo (ex.: a lista de material escolar inclui um aristo; secção de réguas, esquadros, aristos e transferidores). Não é exclusivo do português e pode assumir comportamento diferente mesmo dentro da mesma língua (por exemplo, esferovite/isopor, respectivamente no português de Portugal/português do Brasil).
Nesses casos, a palavra é registada no Dicionário Priberam com minúscula e na etimologia da palavra é referida como marca registada a palavra da qual derivou, na sua grafia original, geralmente com maiúscula inicial (como é o caso de Aristo). A lexicalização de uma marca é um critério seguido pela tradição lexicográfica para a sua dicionarização e são excluídos juízos de valor, mas é claro que cada falante ou utilizador da língua faz as suas escolhas, consoante as suas preferências ou conveniências ou o seu conhecimento linguístico, e poderá sempre optar por outra palavra que não tenha esta origem.

Como curiosidade, podemos referir que no Dicionário Priberam, no espaço de um ano (entre Julho de 2020 e Julho de 2021), foram feitas cerca de 1650 pesquisas por aristo, tendo mais de um quinto destas pesquisas sido feitas em Setembro de 2020, correspondendo ao início do ano escolar.