Dicionário Priberam da Língua Portuguesa
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coisacoisa | s. f. | s. f. pl.
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coi·sa coi·sa
(latim causa, -ae, causa, razão)
substantivo feminino

1. Objecto ou ser inanimado.

2. O que existe ou pode existir.

3. Negócio, facto.

4. Acontecimento.

5. Mistério.

6. Causa.

7. Espécie.

8. [Informal]   [Informal]  Qualquer pessoa do sexo feminino cujo nome se ignora ou não se quer nomear.

9. [Informal]   [Informal]  Órgão sexual feminino.

10. Qualquer objecto que não se quer ou não se consegue nomear (ex.: essa coisa não serve para nada).

11. [Informal]   [Informal]  Órgão sexual masculino. = COISO


coisas
substantivo feminino plural

12. Bens.


aqui há coisa
[Informal]   [Informal]  Expressão que indica que algo levanta suspeitas ou dúvidas. = AQUI HÁ GATO

coisa alguma
O mesmo que nada.

coisa de
[Informal]   [Informal]  Aproximadamente, cerca de.

coisa nenhuma
Usa-se para negar a ausência total de objectos, coisas, ideias, conceitos, etc. (ex.: não se lembrou de coisa nenhuma para dizer; coisa nenhuma lhe parecia interessante). = NADA

coisas da breca
[Informal]   [Informal]  Coisas inexplicáveis, espantosas.

coisas do arco-da-velha
[Informal]   [Informal]  Histórias extraordinárias, inverosímeis.

coisas e loisas
[Informal]   [Informal]  Grande quantidade de coisas diversificadas.

[Informal]   [Informal]  Conjunto de coisas indeterminadas.

como quem não quer a coisa
[Informal]   [Informal]  Dissimuladamente.

fazer as coisas pela metade
[Informal]   [Informal]  Não terminar aquilo que se começou.

mais coisa, menos coisa
[Informal]   [Informal]  Aproximadamente.

não dizer coisa com coisa
[Informal]   [Informal]  Ter um discurso desconexo; dizer disparates, coisas sem sentido.

não estar com coisas
[Informal]   [Informal]  Agir prontamente, sem hesitar.

não estar/ser (lá) grande coisa
[Informal]   [Informal]  Não estar/ser particularmente bom ou extraordinário.

ou coisa que o valha
[Informal]   [Informal]  Ou algo parecido.

pôr-se com coisas
[Informal]   [Informal]  Arranjar problemas ou dificuldades onde não existem.

que coisa
[Informal]   [Informal]  Exclamação que se usa para exprimir espanto, desagrado ou irritação.

ver a(s) coisa(s) malparada(s)
[Informal]   [Informal]  Prever insucesso ou perigo aquando da realização de algo.


SinónimoSinônimo Geral: COUSA

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Traduzir "não dizer coisa com coisa" para: Espanhol | Francês | Inglês

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Dúvidas linguísticas


Diz-se o meu cabelo foi corto ou o meu cabelo foi cortado?
O verbo cortar apenas admite o particípio passado cortado, pelo que, das frases que refere, a única correcta é o meu cabelo foi cortado.



Gostaria de saber se é correto usar vírgula antes de conjunção e?
O uso da vírgula, como o da pontuação em geral, é complexo, pois está intimamente ligado à decomposição sintáctica, lógica e discursiva das frases. Tradicionalmente, os sinais de pontuação (como o ponto, a vírgula, o ponto e vírgula e os dois pontos) têm sido entendidos como uma transposição para a escrita das pausas e do ritmo melódico da oralidade. Veja-se, a este respeito, o cap. 21, pp. 639-664, da Nova Gramática do Português Contemporâneo, de Celso CUNHA e Lindley CINTRA (14ª ed., Lisboa, Edições Sá da Costa, 1998). Este ponto de vista, apesar de muito divulgado e ensinado em contexto escolar, conduz a equívocos e dúvidas que dificilmente podem ser esclarecidos com esta forma de análise. Como exemplo do que acabou de ser dito, podemos referir que, se a vírgula servisse para indicar uma pausa, como é usualmente referido, seria possível uma vírgula separar grupos inseparáveis, como o sujeito do grupo verbal ou o verbo de um seu complemento obrigatório (ex.: *o rapaz, não comeu, nada; o asterisco indica agramaticalidade), pois na oralidade poderá ser feita uma pausa. Assim, e cada vez mais, a pontuação vem sendo entendida como um conjunto de sinais para tornar mais clara a sintaxe e a lógica do discurso, relacionando-se directamente com as construções sintácticas utilizadas e com a estrutura do discurso. Da mesma forma, no ensino, parece haver crescente consciência de que a pontuação não pode nunca ser ensinada isoladamente, mas deve acompanhar o estudo das diversas estruturas sintácticas.

Neste contexto, e servindo o ponto final, na sua essência, para delimitar uma unidade do discurso (período) iniciada por maiúscula, a vírgula surge como o delimitador de algumas estruturas sintácticas dentro do período.

Especificamente sobre a questão colocada, quando a vírgula indica uma coordenação não deverá anteceder a conjunção e, mas poderá surgir antes se apresentar a função de isolar ou separar determinado constituinte sintáctico.

Depois desta reflexão, analisem-se, a título de exemplo, as frases abaixo:
a) Ele respeita os sinais de trânsito, especialmente os limites de velocidade, e observa todas as regras.
b) As proibições, as obrigatoriedades e os limites de velocidade foram respeitados.

Em a), verifica-se utilização de vírgula a seguir à conjunção e porque entre as duas orações (Ele respeita os sinais de trânsito / observa todas as regras), coordenadas por esta conjunção, há um complemento adverbial, pertencente à primeira oração (especialmente os limites de velocidade), que tem de ser separado por vírgulas. O uso desta vírgula é independente do uso da conjunção e, pois, apesar de a vírgula ser usada muitas vezes para indicar uma coordenação, não está limitada a essa utilização. Se não existisse na frase o complemento adverbial especialmente os limites de velocidade, não haveria motivo para utilizar a vírgula antes da conjunção e (ex.: Ele respeita os sinais de trânsito e observa todas as regras.). Podemos concluir que em a) a vírgula tem a função de isolar o complemento adverbial que especifica o sintagma nominal os sinais de trânsito.

Em b), não poderá ser usada a vírgula antes da conjunção e, pois nesta frase a única função da vírgula é indicar uma coordenação (a frase é equivalente a As proibições e as obrigatoriedades e os limites de velocidade foram respeitados.). Como a coordenação já está indicada pela conjunção e, a vírgula não deve ser usada (alternativamente poderia haver uma frase em que a coordenação fosse feita exclusivamente com vírgulas: Proibições, obrigatoriedades, limites de velocidade foram respeitados.).

Servindo a pontuação e, mais especificamente, a vírgula, para delimitação de unidades sintácticas e orientação do leitor na leitura do texto, a relação entre as vírgulas e as pausas apenas é pertinente quando se trata da leitura oral de um texto, e não no sentido inverso, isto é, não na correspondência da marcação de vírgulas num texto a partir de pausas da oralidade, como sugerem muitos prontuários, gramáticas, dicionários e docentes. A este respeito, assinale-se pela positiva a definição de vírgula dada pelo Dicionário da Língua Portuguesa Contemporânea (Lisboa, Academia das Ciências de Lisboa/Verbo, 2001): "Sinal ortográfico de pontuação (,) que serve para separar ou isolar membros de uma frase e que corresponde, na leitura oral, a uma pausa de curta duração."

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Palavra do dia

a·tlas a·tlas
(latim Atlas, -antis, do grego Átlas, -antos, Atlas, mitónimo [titã da mitologia grega que devia sustentar o céu])
substantivo masculino de dois números

1. Livro de mapas geográficos.

2. Volume de ilustrações elucidativas de um texto ou de uma área do conhecimento (ex.: atlas de anatomia).

3. [Anatomia]   [Anatomia]  Primeira vértebra do pescoço, entre o crânio e o áxis. = ATLÓIDE

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in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, https://dicionario.priberam.org/n%C3%A3o%20dizer%20coisa%20com%20coisa [consultado em 19-08-2019]