Dicionário Priberam da Língua Portuguesa
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confiarconfiar | v. tr. | v. intr. | v. pron.
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con·fi·ar con·fi·ar - ConjugarConjugar
verbo transitivo

1. Entregar (alguma coisa) a alguém sem receio de a perder ou de sofrer dano.

2. Revelar.

verbo intransitivo

3. Ter confiança.

4. Ter fé, ter esperança.

5. Acreditar.

verbo pronominal

6. Entregar-se cheio de confiança.

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Dúvidas linguísticas


Uma professora minha disse que nunca se podia colocar uma vírgula entre o sujeito e o verbo. É verdade?
Sobre o uso da vírgula em geral, por favor consulte a dúvida vírgula antes da conjunção e. Especificamente sobre a questão colocada, de facto, a indicação de que não se pode colocar uma vírgula entre o sujeito e o verbo é verdadeira. O uso da vírgula, como o da pontuação em geral, é complexo, pois está intimamente ligado à decomposição sintáctica, lógica e discursiva das frases. Do ponto de vista lógico e sintáctico, não há qualquer motivo para separar o sujeito do seu predicado (ex.: *o rapaz [SUJEITO], comeu [PREDICADO]; *as pessoas que estiveram na exposição [SUJEITO], gostaram muito [PREDICADO]; o asterisco indica agramaticalidade). Da mesma forma, o verbo não deverá ser separado dos complementos obrigatórios que selecciona (ex.: *a casa é [Verbo], bonita [PREDICATIVO DO SUJEITO]; *o rapaz comeu [Verbo], bolachas e biscoitos [COMPLEMENTO DIRECTO]; *as pessoas gostaram [Verbo], da exposição [COMPLEMENTO INDIRECTO]; *as crianças ficaram [Verbo], no parque [COMPLEMENTO ADVERBIAL OBRIGATÓRIO]). Pela mesma lógica, o mesmo se aplica aos complementos seleccionados por substantivos (ex. * foi a casa, dos avós), por adjectivos (ex.: *estava impaciente, por sair) ou por advérbios (*lava as mãos antes, das refeições), que não deverão ser separados por vírgula da palavra que os selecciona.

Há, no entanto, alguns contextos em que pode haver entre o sujeito e o verbo uma estrutura sintáctica separada por vírgulas, mas apenas no caso de essa estrutura poder ser isolada por uma vírgula no início e no fim. Estes são normalmente os casos de adjuntos nominais (ex.: o rapaz, menino muito magro, comeu muito), adjuntos adverbiais (ex.: o rapaz, como habitualmente, comeu muito), orações subordinadas adverbiais (ex.: as pessoas que estiveram na exposição, apesar das más condições, gostaram muito), orações subordinadas relativas explicativas (ex.: o rapaz, que até não tinha fome, comeu muito).




Gostaria de saber qual a definição correta para uma ação tomada sobre um determinado assunto ou fato que ocorreu e que já tenha sido resolvido. A ação tomada foi eficaz ou a ação tomada foi eficiente?
Eu sei que existe uma classificação para tal. A ação tomada pode ter sido eficiente porém não eficaz ou eficaz porém não eficiente?
Os adjectivos eficaz e eficiente são sinónimos em várias acepções, pelo que não existe a diferença que refere entre as duas palavras.

Geralmente utiliza-se o adjectivo eficiente para qualificar pessoas e eficaz para qualificar nomes abstractos, como acções ou processos, apesar de esta distinção não ser muito rígida.

Na frase que refere, o mais usual seria utilizar o adjectivo eficaz (A acção tomada foi eficaz), mas não estaria errada se utilizasse o adjectivo eficiente.

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Palavra do dia

o·ca·ra |ò| o·ca·ra |ò|
(tupi o'kara)
nome feminino

[Brasil]   [Brasil]  Praça de uma aldeia indígena.

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in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2020, https://dicionario.priberam.org/confiar [consultado em 09-08-2020]