Dicionário Priberam da Língua Portuguesa
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carocaro | adj. | adv. | s. m.
Sabia que? Pode consultar o significado de qualquer palavra abaixo com um clique. Experimente!

ca·ro ca·ro
adjectivo
adjetivo

1. Que custa mais dinheiro que aquele que se pode ou se quer gastar.

2. Que custa mais dinheiro que habitualmente.

3. Que exige grande despesa.

4. Que custa sacrifícios, perdas, etc.

5. Querido, estimado.

advérbio

6. Por alto preço.

7. Com grande trabalho.

nome masculino

8. [Botânica]   [Botânica]  Género de plantas umbelíferas.

9. [Náutica]   [Náutica]  Parte superior ou mais grossa de uma verga latina ou triangular.


fazer-se caro
Fingir-se desinteressado para que os pedidos ou as vantagens aumentem; fazer-se rogado.

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Dúvidas linguísticas


A palavra vigilidade, que tem origem na palavra vígil, tem suscitado alguma controvérsia na área em que estou envolvido. É um termo que é utilizado nalguns trabalhos de psicologia e por algumas instituições nacionais ligadas aos medicamentos (ex: INFARMED). No entanto, não encontrei a palavra nos dicionários que consultei, inclusivamente o da Priberam. Alternativamente a palavra utililizada é vigilância. Assim, gostaria de saber a vossa opinião sobre este assunto.
Também não encontrámos a palavra vigilidade registada em nenhum dos dicionários ou vocabulários consultados. No entanto, este neologismo respeita as regras de boa formação da língua portuguesa, pela adjunção do sufixo -idade ao adjectivo vígil, à semelhança de outros pares análogos (ex.: dúctil/ductilidade, eréctil/erectilidade, versátil/versatilidade). O sufixo -idade é muito produtivo na língua para formar substantivos abstractos, exprimindo frequentemente a qualidade do adjectivo de que derivam.

Neste caso, existem já os substantivos vigília e vigilância para designar a qualidade do que é vígil, o que poderá explicar a ausência de registo lexicográfico de vigilidade. Como se trata, em ambos os casos, de palavras polissémicas, o uso do neologismo parece explicar-se pela necessidade de especialização no campo da medicina, psicologia e ciências afins, mesmo se nesses campos os outros dois termos (mas principalmente vigília, que surge muitas vezes como sinónimo de estado vígil) têm ampla divulgação.




Tenho uma dúvida com respeito a expressão "nada obstante". Ela é uma expressão de valor concessivo ou adversativo? Em que fontes bibliográficas os senhores me recomendariam pesquisar as definições de "nada obstante"?
Aparentemente, a locução "nada obstante" pode ser usada com os dois valores, adversativo e concessivo. O problema é conseguir distinguir quando se trata de um ou de outro, isto é, quando se trata de uma frase coordenada ou de uma frase subordinada.

A locução "nada obstante" (equivalente a "não obstante"), quando introduz uma frase coordenada é considerada uma locução conjuncional adversativa (ex.: eu estou satisfeito, nada obstante, penso que poderia fazer melhor). Quando introduz uma frase subordinada adverbial, a locução "nada obstante" é considerada uma locução conjuncional concessiva (ex.: penso que poderia fazer melhor, nada obstante eu estar satisfeito).
Teoricamente, são consideradas frases coordenadas aquelas que fazem parte de uma frase complexa e têm a mesma categoria ou a mesma função sintáctica, mas nenhuma relação de subordinação sintáctica entre si. São consideradas subordinadas adverbiais as frases que fazem parte de uma frase complexa e que desempenham a função sintáctica de modificador da frase ou do grupo verbal. Neste caso, poderá ajudar a substituição por outras conjunções ou locuções conjuncionais adversativas (ex.: eu estou satisfeito, mas penso que poderia fazer melhor) ou concessivas (ex.: penso que poderia fazer melhor, embora eu esteja satisfeito; penso que poderia fazer melhor, apesar de eu estar satisfeito), cuja distinção seja mais clara.

Na verdade, a ideia transmitida em ambos os casos é a mesma de oposição a algo, sendo que se valoriza o facto de o que se opõe não ser impeditivo ou não invalidar o que é dito. Aparentemente, só a expressão concessiva permite a anteposição: veja-se a diferença entre a anteposição da coordenada (*nada obstante/mas penso que poderia fazer melhor, eu estou satisfeito [o asterisco indica agramaticalidade]) e da subordinada (ex.: nada obstante/apesar de eu estar satisfeito, penso que poderia fazer melhor).

A distinção entre estas noções é muito ténue e as formulações raramente são claras e inequívocas, como se poderá ver ao consultar o Dicionário Terminológico, por exemplo, na diferença entre as frases coordenadas adversativas e as frases subordinadas concessivas.

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Palavra do dia

men·su·ra·lis·ta men·su·ra·lis·ta
(mensural + -ista)
nome de dois géneros

[Música]   [Música]  Compositor musical, na Idade Média.

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in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2020, https://dicionario.priberam.org/caro [consultado em 15-01-2021]