Dicionário Priberam da Língua Portuguesa
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naturezanatureza | s. f.
Sabia que? Pode consultar o significado de qualquer palavra abaixo com um clique. Experimente!

na·tu·re·za |ê| na·tu·re·za |ê|
(natura + -eza)
substantivo feminino

1. Conjunto das coisas criadas.

2. Essência dos seres.

3. Conjunto das forças que obram no Universo.

4. Propriedades e carácter de cada coisa.

5. Qualidades, essência, ou modo de ser das coisas e das pessoas.

6. Condição do homem anteriormente à civilização.

7. Espécie, género.

8. Qualidade, classe.

9. Temperamento.

10. Funções fisiológicas.

11. Intestinos.

12. Partes pudendas.


natureza viva
Os seres pertencentes ao reino vegetal e animal.

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Dúvidas linguísticas


Tenho ouvido em alguns serviços informativos da TV a utilização incorrecta (acho eu) de alguns verbos. Qual a frase correcta: "O professor mandou os alunos fazerem uma cópia" ou "O professor mandou os alunos fazer uma cópia"? Obrigada.
A dúvida diz respeito ao uso do infinitivo pessoal ou flexionado (fazerem) ou do infinitivo impessoal (fazer).

Quando o sujeito da oração principal (O professor) é diferente do sujeito da oração infinitiva (os alunos), a tendência é usar o infinitivo pessoal, pelo que a frase mais consensual será O professor mandou os alunos fazerem uma cópia. Note-se que não se fala marcadamente de regras relativamente a este tópico porque se trata de uma questão mais do campo da estilística do que do campo da gramática, tal como afirmam Celso Cunha e Lindley Cintra na sua Nova Gramática do Português Contemporâneo (14.ª ed., Edições Sá da Costa, Lisboa, 1998, p. 482):

«O emprego das formas flexionada e não flexionada do infinitivo é uma das questões mais controvertidas da sintaxe portuguesa. Numerosas têm sido as regras propostas pelos gramáticos para orientar com precisão o uso selectivo das duas formas. Quase todas, porém, submetidas a um exame mais acurado, revelaram-se insuficientes ou irreais. Em verdade, os escritores das diversas fases da língua portuguesa nunca se pautaram, no caso, por exclusivas razões de ordem gramatical, mas viram-se sempre, no acto da escolha, influenciáveis por ponderáveis motivos de ordem estilística, tais como o ritmo da frase, a ênfase do enunciado, a clareza da expressão. Por tudo isso, parece-nos mais acertado falar não de regras, mas de tendências que se observam no emprego de uma e de outra forma do infinitivo.»

Sobre este assunto, pode ainda consultar a resposta à dúvida linguística infinitivo flexionado e pretérito mais-que-perfeito




Minha dúvida de hoje se refere ao uso dos advérbios com terminação -mente. Exemplos: diretamente, comercialmente, industrialmente... São palavras não dicionarizadas, porém citadas no próprio dicionário na definição de outras palavras. Já a palavra conseqüentemente, muito usada na linguagem coloquial, também não é dicionarizada, mas imagino ser um erro ortográfico. Verdade? Gostaria de ter uma explicação a respeito da formação/construção desses advérbios (terminados em -mente). Creio estar no radical a chave do problema. No entanto, gostaria de ter mais segurança ao escrevê-los. Como saber se é um erro ou não, se nem todos os advérbios falados no dia-a-dia estão dicionarizados?
Os advérbios terminados em -mente formados a partir de adjectivos são de grande produtividade em português e não estão, de facto, na sua esmagadora maioria, dicionarizados.

É possível formar correctamente um advérbio em -mente a partir de qualquer adjectivo, desde que sejam respeitadas as regras morfológicas e ortográficas do português. A regra morfológica mais importante para a formação dos advérbios em -mente é que a base para a adjunção do sufixo -mente é a forma do feminino do adjectivo, quando este tem uma forma para o masculino e outra para o feminino (ex.: directo > directamente) e o adjectivo uniforme nos outros casos (ex.: comercial > comercialmente, urgente > urgentemente); esta regra tem uma excepção quando se trata de adjectivos terminados em -ês, em que a forma de base deverá ser o masculino (ex.: português > portuguesmente), pois estas palavras já foram uniformes no português antigo. Este é um vestígio da origem do sufixo -mente na palavra latina feminina mens, mentis (“alma”, “disposição”, “mente”) que se juntava a um adjectivo.

Relativamente às regras ortográficas, a mais importante é a eliminação de acentos nestes advérbios (ex.: ágil > agilmente, ingénuo > ingenuamente, fútil > futilmente, cortês > cortesmente; é de referir que o til não é um acento, mas sim um sinal diacrítico que indica a nasalidade de uma vogal pelo que deverá manter-se: ex.: órfão > orfãmente).
Especificamente sobre a palavra conseqüentemente, pode afirmar-se que se trata de um advérbio em -mente correctamente formado segundo as regras acima referidas, sendo o uso do trema exclusivo do português do Brasil até à aplicação do Acordo Ortográfico de 1990 (no português europeu, e no Brasil após a aplicação do Acordo Ortográfico de 1990, a forma correcta será consequentemente).

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Palavra do dia

po·a·lho po·a·lho
(pó + -alho)
substantivo masculino

Chuva miúda e passageira.

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in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, https://dicionario.priberam.org/Natureza [consultado em 23-02-2019]