Dicionário Priberam da Língua Portuguesa
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naturismonaturismo | s. m.
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na·tu·ris·mo na·tu·ris·mo
(natura + -ismo)
substantivo masculino

1. Sistema ou teoria que atribuiu à natureza força terapêutica na cura de doenças.

2. Doutrina ou modo de vida que defende a harmonia com a natureza, nomeadamente na maneira de vestir, de comer, de tratar as doenças e de viver.

Confrontar: naturalismo.
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Dúvidas linguísticas


Desde sempre usei a expressão quando muito para exprimir uma dúvida razoável ou uma cedência como em: Quando muito, espero por ti até às 4 e 15. De há uns tempos para cá, tenho ouvido E LIDO quanto muito usado para exprimir o mesmo. Qual deles está certo?
No que diz respeito ao registo lexicográfico de quando muito ou de quanto muito, dos dicionários de língua que habitualmente registam locuções, todos eles registam apenas quando muito, com o significado de “no máximo” ou “se tanto”, nomeadamente o Grande Dicionário da Língua Portuguesa (coordenado por José Pedro Machado, Lisboa: Amigos do Livro Editores, 1981), o Dicionário Houaiss (Lisboa: Círculo de Leitores, 2002) e o Dicionário Aurélio (Curitiba: Positivo, 2004). A única excepção é o Dicionário da Língua Portuguesa Contemporânea da Academia das Ciências (Lisboa: Verbo, 2001), que regista como equivalentes as locuções adverbiais quando muito e quanto muito. Do ponto de vista lógico e semântico, e atendendo às definições e distribuições de quando e quanto, a locução quando muito é a que parece mais justificável, pois uma frase como quando muito, espero por ti até às 4 e 15 seria parafraseável por espero por ti até às 4 e 15, quando isso já for muito ou demasiado. Do ponto de vista estatístico, as pesquisas em corpora e em motores de busca evidenciam que, apesar de a locução quanto muito ser bastante usada, a sua frequência é muito inferior à da locução quando muito. Pelos motivos acima referidos, será aconselhável utilizar quando muito em detrimento de quanto muito.



É correto dizer: "A Sra. Eliana foi indicada para assumir o cargo de conselheiro, para o Conselho Fiscal da Empresa V."? A dúvida está em saber se o substantivo "conselheiro" irá variar conforme o sexo da pessoa, ou este não flexiona por estar se referindo à palavra "cargo".
O substantivo conselheiro flexiona em género dependendo do sexo da pessoa a que se refere (ex.: o conselheiro Acácio; a conselheira Eliana), como poderá verificar realizando uma pesquisa em corpora ou em motores de pesquisa da Internet e consultando dicionários como o Dicionário da Língua Portuguesa Contemporânea da Academia das Ciências de Lisboa, que registam na própria entrada do verbete as flexões em género possíveis para cada classificação ou acepção.

No entanto, quando este substantivo é antecedido de expressões como cargo de pode ser entendido como a abstracção da função e assumir o género não marcado (que é em português o masculino singular). Por este motivo, estará correcta e justificada qualquer das seguintes opções: A Sra. Eliana foi indicada para assumir o cargo de conselheiro ou A Sra. Eliana foi indicada para assumir o cargo de conselheira.

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Palavra do dia

bi·cho·-da·-ba·ta·ta·-do·ce bi·cho·-da·-ba·ta·ta·-do·ce
substantivo masculino

[Entomologia]   [Entomologia]  Insecto lepidóptero da família dos esfingídeos (Agrius convolvuli), cuja lagarta tem um apêndice semelhante a um corno na zona caudal e cujo adulto é uma mariposa de grandes dimensões. = BICHARVÃO

Plural: bichos-da-batata-doce.Plural: bichos-da-batata-doce.
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in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, https://dicionario.priberam.org/naturismo [consultado em 20-08-2019]