Dicionário Priberam da Língua Portuguesa
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tratos

tratotrato | n. m. | n. m. pl.
masc. pl. de tractotratotrato
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tra·to tra·to


nome masculino

1. Tratamento.

2. Contrato; ajuste.

3. Convivência; intimidade.

4. Conversação.

5. Passadio, alimentação.


tratos
nome masculino plural

6. Conjunto de torturas ou castigos corporais; mau tratamento. = MAUS-TRATOS, SEVÍCIAS, TORTURAS


trac·to |át|tra·to |át|tra·to |át|


(latim tractus, -us, arrastamento, alongamento, extensão, região, lugar)
nome masculino

1. Extensão, espaço de terra.

2. Parte (de caminho), distância que se anda de uma vez sem parar.

3. Separação, intervalo, decurso.

4. [Liturgia]   [Liturgia]  Oração ou versículos que se rezam em certas missas, em seguida ao gradual.


tracto gastrintestinal
[Anatomia]   [Anatomia]  Conjunto dos órgãos que constituem o aparelho digestivo.

tracto genital
[Anatomia]   [Anatomia]  Conjunto dos órgãos que constituem o aparelho genital masculino ou feminino.

tracto respiratório
[Anatomia]   [Anatomia]  Parte superior do aparelho respiratório, desde o nariz aos alvéolos pulmonares.


• Grafia alterada pelo Acordo Ortográfico de 1990: trato.
• Grafia anterior ao Acordo Ortográfico de 1990: tracto.


• Grafia no Brasil: trato.

• Grafia em Portugal: tracto.
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Dúvidas linguísticas


Qual o significado e origem da locução latina "et al", e como deve ser lida?
A abreviatura et al., redução da expressão latina et alii que significa literalmente “e outros”, é usada em referências bibliográficas para indicar que uma obra tem outros autores para além dos que são explicitamente nomeados (ex.: Maria Helena Mira MATEUS et al., Gramática da Língua Portuguesa, Lisboa: Editorial Caminho, 5.ª ed., 2003; Maria Helena Mira MATEUS, Ana Maria BRITO, Inês DUARTE, Isabel Hub FARIA et al., Gramática da Língua Portuguesa, Lisboa: Editorial Caminho, 5.ª ed., 2003; refira-se que a obra citada tem 9 autores).
A leitura desta abreviatura deve corresponder à forma por extenso (et alii), dado que às abreviaturas não corresponde uma leitura abreviada, mas a leitura daquilo que representam (por exemplo, à 5.ª ed. corresponderá a leitura quinta edição).




A palavra vigilidade, que tem origem na palavra vígil, tem suscitado alguma controvérsia na área em que estou envolvido. É um termo que é utilizado nalguns trabalhos de psicologia e por algumas instituições nacionais ligadas aos medicamentos (ex: INFARMED). No entanto, não encontrei a palavra nos dicionários que consultei, inclusivamente o da Priberam. Alternativamente a palavra utililizada é vigilância. Assim, gostaria de saber a vossa opinião sobre este assunto.
Também não encontrámos a palavra vigilidade registada em nenhum dos dicionários ou vocabulários consultados. No entanto, este neologismo respeita as regras de boa formação da língua portuguesa, pela adjunção do sufixo -idade ao adjectivo vígil, à semelhança de outros pares análogos (ex.: dúctil/ductilidade, eréctil/erectilidade, versátil/versatilidade). O sufixo -idade é muito produtivo na língua para formar substantivos abstractos, exprimindo frequentemente a qualidade do adjectivo de que derivam.

Neste caso, existem já os substantivos vigília e vigilância para designar a qualidade do que é vígil, o que poderá explicar a ausência de registo lexicográfico de vigilidade. Como se trata, em ambos os casos, de palavras polissémicas, o uso do neologismo parece explicar-se pela necessidade de especialização no campo da medicina, psicologia e ciências afins, mesmo se nesses campos os outros dois termos (mas principalmente vigília, que surge muitas vezes como sinónimo de estado vígil) têm ampla divulgação.

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Palavra do dia

pa·ra·lip·se pa·ra·lip·se


(grego paráleipsis, -eos, negligência, esquecimento, omissão)
nome feminino

[Retórica]   [Retórica]  Figura de retórica pela qual se fixa a atenção num assunto ou objecto, fingindo não se ocupar dele. = PRETERIÇÃO

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in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2021, https://dicionario.priberam.org/tratos [consultado em 29-07-2021]