Dicionário Priberam da Língua Portuguesa
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sériosério | adj. | s. m. | adv.
Será que queria dizer serio?
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sé·ri·o sé·ri·o
adjectivo
adjetivo

1. Que não ri. = CIRCUNSPECTO, GRAVE, SISUDOBRINCALHÃO, RISONHO

2. Que mostra austeridade ou sobriedade. = CIRCUNSPECTO, GRAVE

3. Que age com dignidade. = DIGNO, HONRADO

4. Metódico.

5. Importante, grave.

6. Sincero, verdadeiro.

7. Real.

8. Que mostra honestidade. = HONESTO

substantivo masculino

9. Sisudez.

10. Gravidade.

advérbio

11. Deveras; realmente.


a sério
Sem fingimento. = SINCERAMENTE

Com intensidade (ex.: chover a sério; magoou-se a sério).

Usa-se para enfatizar uma afirmação ou uma interrogação (ex.: a sério, isto não faz sentido!; isso é verdade, a sério?).

levar a sério
Dar credibilidade ou importância a algo ou alguém.

sair do sério
Perder a calma ou o ar grave.

tirar do sério
Fazer perder a calma ou o ar grave.

Confrontar: céreo, cério.

Ver também dúvida linguística: superlativo absoluto sintético de sério.
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Dúvidas linguísticas


Usa-se crase na frase "Atendimento a grupos"?
Na expressão atendimento a grupos não deverá usar a crase.

A crase é a contracção de duas vogais iguais, na maioria dos casos, contracção da preposição a com o artigo definido a quando este precede um substantivo feminino (ex.: devolveu o livro à colega) e com a locução relativa a qual (ex.: esta é a colega à qual ele devolveu o livro). Há também locuções fixas que contêm crase, onde se pode subentender o substantivo feminino moda ou maneira (ex.: cozido à portuguesa = cozido à [moda/maneira] portuguesa). Não poderá usar a crase numa expressão como atendimento a grupos, pois grupos é um substantivo masculino plural e não poderia ser antecedido do artigo definido feminino a.

Normalmente, não se usa a crase antes de nome masculino, como é o caso (ex.: atendimento a grupos), de artigo indefinido (ex.: atendimento a uma clientela), de forma verbal (ex.: esteve a atender) ou de topónimos que não precisam de artigo (ex.: chegou a Brasília). Há ainda locuções fixas que não contêm crase (ex.: estavam frente a frente).




Sou portuguesa e trabalho com colegas brasileiros e sei que eles escrevem Bahia, Cingapura e Irã quando eu escrevo Baía, Singapura e Irão. Não tenho ouvido falar destes casos quando se fala do novo Acordo Ortográfico. Como é que fica agora?

Alguns topónimos têm tradicionalmente grafias ou pronúncias diferentes na norma europeia e na norma brasileira. É o caso, por exemplo, de Amesterdão, Bagdad ou Bagdade, Gronelândia, Havai, Jugoslávia, Madagáscar, Madrid, Médio Oriente, Moscovo, Vietname na norma europeia, que correspondem usualmente a Amsterdã, Bagdá, Groenlândia, Havaí, Iugoslávia, Madagascar, Madri, Oriente Médio, Moscou, Vietnã na norma brasileira. É aqui que se inserem também os topónimos Baía e Irão, mais usuais no português de Portugal, e Bahia e Irã, mais usuais no português de Brasil.

Em geral, o novo Acordo Ortográfico de 1990 não se pronuncia em relação a topónimos (nomes de lugares) ou outros nomes próprios, pois trata-se de uma questão lexical e não ortográfica, a não ser que se trate de um padrão ortográfico específico previsto numa das bases do Acordo (ex.: Castanheira de Pêra, Côa, Tróia). Por este motivo, estas diferenças não são resolvidas e deverão manter-se com a aplicação do Acordo.

O caso de Singapura/Cingapura parece ser diferente, apesar de ter sido também, até ao Acordo Ortográfico de 1990, um caso em que a tradição lexicográfica (isto é, o registo em dicionários e vocabulários) portuguesa e brasileira divergia.
Esta divergência vinha pelo menos do Acordo Ortográfico de 1945 (que o Brasil não aplicou), onde se pode ler, na Base V, "[...] 3.° Distinção entre as sibilantes surdas s, ss, c, ç e x: ânsia, ascensão, aspersão, cansar, conversão, esconso, farsa, ganso, imenso, mansão, mansarda, manso, pretensão, remanso, seara, seda, Seia, sertã, Sernancelhe, serralheiro, Singapura, Sintra, sisa, tarso, terso, valsa [...]" [sublinhado nosso]. Anos antes, em 1940, era Cingapura a forma registada no Vocabulário da Academia das Ciências de Lisboa, considerada "grafia preferível a Singapura". A explicação para a alteração preconizada pelo Acordo de 1945 é dada por Rebelo Gonçalves, no seu Tratado de Ortografia da Língua Portuguesa (Coimbra: Atlântida - Livraria Editora, L.da, 1947, p. 41, nota 4): "Se bem que o Vocabulário da A. C. L. tenha registado a escrita com c, Cingapura, fundando-se na preferência que lhe dão filólogos do nosso tempo (entre outros, Cândido de Figueiredo, Novo Dicionário, "Apenso Geográfico"), não nos repugna, antes pelo contrário, que na Base V do Acordo Ortográfico se haja preferido Singapura. A verdade é que se a escrita com c tem abonação de Barros, Camões, Castanheda (Cincapura), Mendes Pinto (idem), a escrita com s ocorre também em escritores antigos, como Galvão (Sincapura), Couto (idem), Godinho de Herédia (idem), Bocarro (Sincapur); é a que se torna corrente do século XVIII em diante [...]; e tem a vantagem, decerto apreciável, de não destoar das formas correspondentes de outras línguas modernas."

O Acordo Ortográfico de 1990, aceite pelos dois países, viria, aparentemente, pôr fim a esta divergência, uma vez que esta parte do texto legal é quase igual à de 1945: "[...] 3.º Distinção gráfica entre as letras s, ss, c, ç e x, que representam sibilantes surdas: ânsia, ascensão, aspersão, cansar, conversão, esconso, farsa, ganso, imenso, mansão, mansarda, manso, pretensão, remanso, seara, seda, Seia, Sertã, Sernancelhe, serralheiro, Singapura, Sintra, sisa, tarso, terso, valsa [...]" [sublinhado nosso]. É então referida explicitamente a forma Singapura, mas o Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa (VOLP) da Academia Brasileira de Letras (São Paulo: Global, 2009, 5.ª ed.; versão em linha em http://www.academia.org.br/nossa-lingua/vocabulario-ortografico [consultado em 2016-05-05]) regista os gentílicos cingapurense e cingapuriano, a par de singapurense (note-se que este vocabulário não regista nomes próprios). Este facto parece ter condicionado a manutenção das variantes com c em alguns dicionários com a aplicação do Acordo Ortográfico, nomeadamente o Dicionário Priberam, uma vez que o VOLP é considerado a obra de referência para o português do Brasil, fazendo com que as duas variantes (singapurense e cingapurense) sejam aceitáveis no português do Brasil, mesmo depois da aplicação do Acordo Ortográfico.

Deve referir-se que esta não é a única opção que decorre da publicação do VOLP e não da aplicação do Acordo Ortográfico; veja-se, sobre este assunto, o que é dito nos Critérios da Priberam relativamente ao Acordo Ortográfico de 1990 (português do Brasil).

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Palavra do dia

la·ti·ni·par·la la·ti·ni·par·la
(latim + forma do verbo parlar)
substantivo de dois géneros

[Depreciativo]   [Depreciativo]  Pessoa que faz alarde de saber latim.

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in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, https://dicionario.priberam.org/s%C3%A9rio [consultado em 19-02-2019]