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retractar

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retractarretratarretratar
|tràt| |tràt| |tràt|
( re·trac·tar re·tra·tar

re·tra·tar

)
Conjugação:regular.
Particípio:regular.


verbo transitivo e pronominal

1. Retirar o que se disse; dar o dito por não dito; voltar atrás. = DESDIZER

2. Admitir um erro.


verbo pronominal

3. Pedir desculpa. = DESCULPAR-SE

etimologiaOrigem etimológica:latim retracto, -are, tocar novamente, retomar, corrigir, retirar.
Confrontar: retratar.
sinonimo ou antonimo Grafia alterada pelo Acordo Ortográfico de 1990: retratar.
sinonimo ou antonimo Grafia anterior ao Acordo Ortográfico de 1990: retractar.
grafiaGrafia no Brasil:retratar.
grafiaGrafia em Portugal:retractar.

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Dúvidas linguísticas



Com relação à conjugação do verbo adequar e às explicações que vocês forneceram para uma consulta enviada, quero registrar que estranha-me o fato de vocês terminarem a explicação dizendo "..., como afirma Rebelo Gonçalves, que o termo (no caso, uma forma verbal) que hoje não passa de uma hipótese, futuramente poderá ser uma realidade."
Seguramente, se formos considerar tudo o que hoje é uma hipótese, já como realidade ouviremos inúmeros "a nível de Brasil", "houveram muitos problemas", "menas pessoas", "há dez anos atrás", "fazem muitos anos que não a vejo", etc.
Entendo que, a partir daí, as regras gramaticais não farão mais nenhum sentido na nossa língua portuguesa.
Sem contar que na conjugação desse mesmo verbo, no Pretérito Perfeito do Indicativo, vocês acentuaram a primeira pessoa do plural, regra de acentuação que desconheço e que, se vocês observarem, também não consta do Houaiss.
Permita-me uma segunda observação: a resposta para essa pesquisa vocês consultaram Rebelo Gonçalves, no Vocabulário da Língua Portuguesa, datado de 1966. A última reforma ortográfica data, se não me engano, de 1973, portanto muito tempo depois.
A defectividade de determinados verbos sempre foi objecto de discussão entre linguistas e gramáticos, uma vez que, apesar de alguns serem considerados defectivos em determinadas acepções, o uso das restantes formas que não fazem parte do paradigma defectivo é sempre possível em determinados contextos. Os outros casos que refere como sendo também possíveis de utilização normativa futura são consensuais entre os gramáticos quanto à sua incorrecção, não gerando qualquer discórdia a nível semântico, lexical ou sintáctico. A justificação apresentada na resposta quer apenas indicar que, enquanto até há pouco tempo os dicionários de língua e de conjugação registavam alguns verbos como defectivos, existem obras que actualmente conjugam os mesmos verbos em todas as pessoas, fazendo a indicação da sua defectividade nas gramáticas tradicionais.

O Vocabulário de Rebelo Gonçalves, apesar de editado em 1966, continua a ser a referência para a elaboração de obras lexicográficas e para o esclarecimento de muitas dúvidas. Enquanto não sair do prelo a nova edição revista do Vocabulário de Rebelo Gonçalves ou um novo elaborado pela Academia das Ciências de Lisboa que venha a ser reconhecidamente a referência lexicográfica para o Português europeu, aquele continuará a ser a base por excelência para a elaboração de dicionários e para a resolução de dúvidas lexicais (para a norma europeia do Português).

Ao contrário do que refere, a última reforma ortográfica não data de 1973, uma vez que a lei promulgada nesse ano em Portugal é apenas uma revisão e simplificação de determinados pontos do acordo ortográfico de 1945, que o Brasil não ratificou.

Quanto à flexão acentuada graficamente do verbo adequar no pretérito perfeito do indicativo (adequámos), o paradigma dos verbos regulares da 1.ª conjugação prevê, em Portugal e não no Brasil, que se acentue as formas da primeira pessoa do plural do pretérito perfeito do indicativo (que em Portugal se pronunciam com a aberto) para se distinguir das formas do presente do indicativo (que em Portugal se pronunciam com a fechado): comprámos/compramos, lavámos/lavamos, registámos/registamos, etc. Portanto, a conjugação apresentada no Dicionário Priberam da Língua Portuguesa está de acordo com o estabelecido no acordo ortográfico em vigor em Portugal.




Estive pesquisando o verbo precaver e ocorreu o seguinte: a) de acordo com a consulta feita, o referido verbo é conjugado em todos os tempos; b) a consulta feita a outras fontes de pesquisa informa que o verbo é defectivo. Gostaria que vocês me orientassem a razão dessa divergência na conjugação.
O verbo precaver é geralmente considerado defectivo, sendo, no presente do indicativo, apenas conjugado nas 1ª e 2ª pessoas do plural (precavemos, precaveis). No entanto, existem autores que não o consideram defectivo, sugerindo as formas precavo, precavas, precava, precavemos, precaveis, precavem para o presente do indicativo. A conjugação deste verbo baseada nas flexões dos verbos ver (precavejo, precavês, etc.) é geralmente considerada errónea, apesar de ser bastante generalizada.