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reteria

1ª pess. sing. cond. de reterreter
3ª pess. sing. cond. de reterreter
Sabia que? Pode consultar o significado de qualquer palavra abaixo com um clique. Experimente!

re·ter |ê|re·ter |ê|

- ConjugarConjugar

(latim retineo, -ere, reprimir, conservar, manter, guardar)
verbo transitivo

1. Guardar o que é de outrem contra a vontade do dono.

2. Guardar, conservar, não se desfazer de.

3. Segurar; não soltar; deter.

4. Obrigar a permanecer, não deixar sair.

5. Reprimir, refrear.

6. Conservar na memória.

verbo pronominal

7. Agarrar-se.

8. Segurar-se.

9. Suspender-se, não avançar.

10. Conter-se, refrear-se.

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Dúvidas linguísticas


A palavra secção nos novos dicionários de várias editoras sofre alteração e passa a ser seção depois de aplicado o Acordo Ortográfico e não tem as duas grafias. No vosso conversor, secção não é convertida para seção. De qualquer maneira não faz nenhum sentido retirar o c à palavra secção e confunde-se com a palavra sessão na expressão oral, só se conseguindo distinguir na escrita. Como é que se pode explicar isto? Este acordo ortográfico não faz sentido nenhum nem sequer consigo entender como ninguém faz mais nada.
Como previsto pelo texto do Acordo Ortográfico de 1990, as duplas grafias são aceites pelo corrector ortográfico em casos em que a chamada "norma culta" hesita entre a prolação e o emudecimento das consoantes c e p. A "norma culta", que o texto legal tantas vezes invoca como critério para aproximar a grafia da pronúncia, é difícil de aferir, pelo que, para as opções do corrector ortográfico, a Priberam levou em consideração a transcrição fonética ou as indicações de ortoépia registadas em dicionários e vocabulários.

A grafia da palavra secção não sofre alteração com a aplicação do Acordo Ortográfico de 1990, uma vez que, na norma europeia do português, o -c- é pronunciado, como poderá verificar pela consulta de dicionários ou vocabulários com transcrição fonética ou ortoépica, nomeadamente no Dicionário da Língua Portuguesa Contemporânea da Academia das Ciências de Lisboa ou no Dicionário Priberam da Língua Portuguesa. Este caso é semelhante a outros em que a consoante é pronunciada (ex.: adaptar, facto, intelectual, pacto) e que, consequentemente, não sofrem alteração no português europeu com a aplicação do Acordo Ortográfico de 1990.

A pronúncia se[s]ão não corresponde a uma articulação usual no português europeu, mas sim no português do Brasil, onde a grafia seção é a mais usual e coexiste com a grafia secção, correspondendo cada grafia a uma pronúncia diferente.

Estas diferenças de pronúncia entre a norma europeia do português e a norma brasileira originam que, mesmo com a aplicação do Acordo Ortográfico, sejam privilegiadas grafias diferentes em cada uma das normas (ex.: académico, facto e receção, na norma europeia; acadêmico, fato e recepção, na norma brasileira).




No trecho que se segue estarão correctas a conjugação do infinitivo reforçarem e a repetição do artigo em os restaurantes, as discotecas...? "O comissário quer obter resultados positivos", indicou uma fonte policial anunciando que, durante as festas de fim de ano, serão desdobrados no terreno novos agentes para reforçarem a presença das forças de segurança nos lugares públicos mais frequentados tais como os restaurantes, as discotecas, os bancos comerciais, as zonas industriais e as estações de serviço.
Em geral, toma-se como referência que, numa oração infinitiva, o infinitivo pessoal carece de um sujeito diferente do da oração subordinante de que depende. Na frase em causa ("O comissário quer obter resultados positivos", indicou uma fonte policial anunciando que [...] serão desdobrados no terreno novos agentes para reforçarem a presença das forças de segurança nos lugares públicos mais frequentados [...]), a oração subordinada infinitiva que está sublinhada depende da oração que está a negro. O sujeito da oração subordinada infinitiva (para [novos agentes] reforçarem a presença das forças de segurança nos lugares públicos [...]) é o mesmo da oração subordinante ([novos agentes] serão desdobrados no terreno), pelo que seria preferível o infinitivo impessoal (reforçar) em vez do infinitivo pessoal (reforçarem).
Para mais esclarecimentos, poderá ainda consultar, entre outras obras, a Gramática da Língua Portuguesa, de Maria Helena Mira MATEUS, Ana Maria BRITO, Inês DUARTE, Isabel Hub FARIA et al., 5ª ed., Editorial Caminho, Lisboa, 2003, pp. 439-442, 715-718 e 725.

Relativamente à repetição do artigo antes do substantivo, os gramáticos (por exemplo, CUNHA e CINTRA, na Nova Gramática do Português Contemporâneo, João Sá da Costa, 14ª ed., 1998, p. 235), preconizam que, se numa enumeração de substantivos for utilizado o artigo definido antes do primeiro, devem ser utilizados artigos definidos antes dos restantes substantivos, como na frase em apreço ([...] tais como os restaurantes, as discotecas, os bancos comerciais, as zonas industriais e as estações de serviço). Como alternativa, poderá optar-se pela omissão do artigo (ex.: tais como restaurantes, discotecas, bancos comerciais, zonas industriais e estações de serviço), quase sem diferença semântica.

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Palavra do dia

bra·gal bra·gal


(braga + -al)
nome masculino

1. [Antigo]   [Antigo]  Tecido grosseiro, cuja trama é de cordão.

2. [Antigo]   [Antigo]  Porção dessa fazenda (7 ou 8 varas), que servia de unidade de preço, em determinados contratos.

3. [Por extensão]   [Por extensão]  Conjunto da roupa branca de uma casa.

4. [Antigo]   [Antigo]  Conjunto de bragas e grilhões usado para impedir a fuga dos forçados ou condenados.

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in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2021, https://dicionario.priberam.org/reteria [consultado em 02-12-2022]