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medida

A forma medidapode ser [feminino singular de medidomedido], [feminino singular particípio passado de medirmedir] ou [nome feminino].

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medidamedida
( me·di·da

me·di·da

)


nome feminino

1. Quantidade fixa que serve para avaliar extensões ou quantidades mensuráveis. = BITOLA, CRAVEIRA, GRAU, PADRÃO

2. Acto ou efeito de medir. = MEDIÇÃO

3. Quantidade ou grandeza apurada por uma medição (ex.: tirar as medidas).

4. Recipiente usado para medir.

5. Proporção.

6. Alcance.

7. Cálculo.

8. Regra, norma.

9. Decisão, determinação.

10. Providência.

11. Prudência, cordura.

12. [Música] [Música] Compasso.

13. [Versificação] [Versificação] Número de sílabas de um verso.


à medida

Em conformidade.

à medida que

Expressão que indica progressão simultânea ou proporção (ex.: à medida que avançava, ia ficando mais cansado).

encher a medida

Chegar ao último ponto.

encher as medidas

Satisfazer, contentar.

medidas de capacidade

As destinadas a medir secos e líquidos.

na medida do possível

De acordo com as possibilidades em determinado momento (ex.: devem ser consideradas todas as opiniões, na medida do possível).

na medida em que

Numa relação proporcional com.

Expressão que introduz valor causativo. = DADO QUE, PORQUANTO

pela medida grande

[Informal] [Informal] Em quantidade ou grau elevado (ex.: eles pagaram pela medida grande).

sem medida

Excessivamente.

tomar medida

Verificar as dimensões de alguma coisa.

tomar medidas

Providenciar.

etimologiaOrigem etimológica:feminino de medido.
medirmedir
( me·dir

me·dir

)
Conjugação:irregular.
Particípio:regular.


verbo transitivo

1. Determinar a extensão ou a quantidade. = CALCULAR

2. Ter determinada extensão ou medida. = MENSURAR

3. [Figurado] [Figurado] Determinar o valor, a importância de. = PONDERAR

4. [Figurado] [Figurado] Fazer avaliação. = ANALISAR, APRECIAR, AVALIAR

5. Estender a vista por.

6. Olhar provocativamente. = FITAR

7. Ter tento, moderação (ex.: medir as palavras). = COMEDIR, MODERAR, REFREAR

8. [Versificação] [Versificação] Contar as sílabas de um verso. = ESCANDIR


verbo pronominal

9. Bater-se com outrem. = LUTARACOBARDAR

10. Competir, rivalizar.

etimologiaOrigem etimológica:latim metior, metiri, medir, estimar, repartir, atravessar.
medidomedido
( me·di·do

me·di·do

)


adjectivoadjetivo

1. Que se mediu.

2. Que revela cuidado, prudência ou adequação (ex.: gestos bem medidos). = MODERADO, PONDERADO, PRUDENTE

etimologiaOrigem etimológica:particípio de medir.

Auxiliares de tradução

Traduzir "medida" para: Espanhol Francês Inglês


Dúvidas linguísticas



Com relação à conjugação do verbo adequar e às explicações que vocês forneceram para uma consulta enviada, quero registrar que estranha-me o fato de vocês terminarem a explicação dizendo "..., como afirma Rebelo Gonçalves, que o termo (no caso, uma forma verbal) que hoje não passa de uma hipótese, futuramente poderá ser uma realidade."
Seguramente, se formos considerar tudo o que hoje é uma hipótese, já como realidade ouviremos inúmeros "a nível de Brasil", "houveram muitos problemas", "menas pessoas", "há dez anos atrás", "fazem muitos anos que não a vejo", etc.
Entendo que, a partir daí, as regras gramaticais não farão mais nenhum sentido na nossa língua portuguesa.
Sem contar que na conjugação desse mesmo verbo, no Pretérito Perfeito do Indicativo, vocês acentuaram a primeira pessoa do plural, regra de acentuação que desconheço e que, se vocês observarem, também não consta do Houaiss.
Permita-me uma segunda observação: a resposta para essa pesquisa vocês consultaram Rebelo Gonçalves, no Vocabulário da Língua Portuguesa, datado de 1966. A última reforma ortográfica data, se não me engano, de 1973, portanto muito tempo depois.
A defectividade de determinados verbos sempre foi objecto de discussão entre linguistas e gramáticos, uma vez que, apesar de alguns serem considerados defectivos em determinadas acepções, o uso das restantes formas que não fazem parte do paradigma defectivo é sempre possível em determinados contextos. Os outros casos que refere como sendo também possíveis de utilização normativa futura são consensuais entre os gramáticos quanto à sua incorrecção, não gerando qualquer discórdia a nível semântico, lexical ou sintáctico. A justificação apresentada na resposta quer apenas indicar que, enquanto até há pouco tempo os dicionários de língua e de conjugação registavam alguns verbos como defectivos, existem obras que actualmente conjugam os mesmos verbos em todas as pessoas, fazendo a indicação da sua defectividade nas gramáticas tradicionais.

O Vocabulário de Rebelo Gonçalves, apesar de editado em 1966, continua a ser a referência para a elaboração de obras lexicográficas e para o esclarecimento de muitas dúvidas. Enquanto não sair do prelo a nova edição revista do Vocabulário de Rebelo Gonçalves ou um novo elaborado pela Academia das Ciências de Lisboa que venha a ser reconhecidamente a referência lexicográfica para o Português europeu, aquele continuará a ser a base por excelência para a elaboração de dicionários e para a resolução de dúvidas lexicais (para a norma europeia do Português).

Ao contrário do que refere, a última reforma ortográfica não data de 1973, uma vez que a lei promulgada nesse ano em Portugal é apenas uma revisão e simplificação de determinados pontos do acordo ortográfico de 1945, que o Brasil não ratificou.

Quanto à flexão acentuada graficamente do verbo adequar no pretérito perfeito do indicativo (adequámos), o paradigma dos verbos regulares da 1.ª conjugação prevê, em Portugal e não no Brasil, que se acentue as formas da primeira pessoa do plural do pretérito perfeito do indicativo (que em Portugal se pronunciam com a aberto) para se distinguir das formas do presente do indicativo (que em Portugal se pronunciam com a fechado): comprámos/compramos, lavámos/lavamos, registámos/registamos, etc. Portanto, a conjugação apresentada no Dicionário Priberam da Língua Portuguesa está de acordo com o estabelecido no acordo ortográfico em vigor em Portugal.




Qual denominação para a "operação" de passar Francisco a Chico, Helena a Lena, Alice a Lili, etc.
As palavras Chico, Lena ou Lili são hipocorísticos (isto é, nomes próprios usados para designar alguém de maneira informal ou carinhosa) em relação a Francisco, Helena e Alice, respectivamente. Estes três hipocorísticos mostram, contudo, fenómenos diferentes de formação de palavras: em Francisco > Chico há uma redução por aférese acompanhada de alteração expressiva da forma reduzida; em Helena > Lena há uma simples redução por aférese; em Alice > Lili há uma redução com aférese e apócope e com o redobro de uma sílaba. A estes mecanismos pode ainda juntar-se o frequente uso de sufixos aumentativos ou diminutivos (ex. Chicão, Leninha).