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marrada

marradamarrada | n. f.
fem. sing. part. pass. de marrarmarrar
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mar·ra·da mar·ra·da


(marrar + -ada)
nome feminino

1. Acto de marrar.

2. Pancada dada com os chifres.

3. [Informal, Por extensão]   [Informal, Por extensão]  Pancada dada com a cabeça. = CABEÇADA

4. [Portugal: Trás-os-Montes]   [Portugal: Trás-os-Montes]  Pedaço de terra em cru, mas coberta de leiva, que o lavrador deixa na arada.


mar·rar mar·rar

- ConjugarConjugar

verbo intransitivo

1. Bater com os chifres.

2. Dar marrada.

3. Bater com o marrão (martelo).

4. [Informal]   [Informal]  Bater com a cabeça.

5. Esbarrar com alguém.

6. [Regionalismo]   [Regionalismo]  Toldar-se (o vinho).

7. Amarrar (falando-se do cão).

8. [Portugal, Informal]   [Portugal, Informal]  Estudar muito; queimar as pestanas. = ENCORNAR

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Em a peida é um regalo ... do nariz a gente trata

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...fazendo jus ao apelido "marra" em todas as direcções sem acertar uma única " marrada " com o topete adicional de se referir a Francisco Sá Carneiro como "o...

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Dúvidas linguísticas


Gostaria de esclarecer uma dúvida: claridade é substantivo abstracto ou concreto?
Na acepção de “luz natural”, a palavra claridade é um substantivo concreto; nas restantes acepções é um substantivo abstracto.



Gostaria de saber quais as preposições que podem ser usadas no complemento directo e indirecto. Eu levanto esta dúvida porque o verbo "abusar" é regido pela preposição "de" e, segundo sei, não tem complemento directo, o que me leva a concluir que a referida preposição não pode ser usada no complemento directo. Gostava de ser esclarecido se é de facto assim. Outra questão que surge na sequência desta é a seguinte: eu li um artigo sobre gramática que dizia o seguinte: "O verbo abusar não tem, pois, complemento directo, pelo que não pode ser conjugado na voz passiva". Então é errado dizer "a Ana foi abusada"? (voz passiva)
Apesar de o verbo abusar ser transitivo indirecto, porque selecciona um complemento introduzido pela preposição de, algumas acepções deste verbo (ex.: o indivíduo abusou da Ana) são comummente usadas com passagem à voz passiva (ex.: a Ana foi abusada pelo indivíduo), sendo o sujeito da frase passiva não o complemento directo habitual da voz activa, mas o complemento preposicionado.

Apesar de ser muito usada, esta não é uma construção consensualmente aceite.

Uma vez que, em português, o complemento directo da frase activa (ex.: apanhou o gatuno) é o sujeito de uma frase passiva (ex.: o gatuno foi apanhado), este comportamento do verbo abusar é raro na língua, mas não é exclusivo deste verbo. Este fenómeno em que o complemento preposicionado da voz activa é o sujeito da voz passiva (ex.: o indivíduo abusou da Ana --> a Ana foi abusada pelo indivíduo), pode ser encontrado mais frequentemente em verbos como responder (ex.: respondeu logo à dúvida --> a dúvida foi logo respondida) ou (des)obedecer (ex.: obedeceu às ordens --> as ordens foram obedecidas) e ainda em alguns outros verbos (ex.: o aluno assistiu a poucas aulas --> poucas aulas foram assistidas pelo aluno; o patrão não pagou à funcionária --> a funcionária não foi paga pelo patrão; a defesa vai recorrer da sentença --> a sentença vai ser recorrida pela defesa).

Por este motivo, alguns autores, por vezes denominados puristas da língua, consideram erróneo o uso da passiva com verbos como estes, mas tendem a aceitar o uso passivo de alguns deles (normalmente o verbo responder), sem outras justificações sem ser a indicação de que o uso consagrou um ou outro.

Francisco Fernandes (Dicionário de Verbos e Regimes, São Paulo: Globo, 2001, 44.ª ed., p. 436), por outro lado, em relação ao verbo obedecer (mas não em relação a nenhum dos outros) afirma que a voz passiva deste verbo “é construção universalmente aceita”. O autor justifica-a apresentando o verbo obedecer construído com objecto directo, que “não obstante condenado por alguns autores de boa nota, é comum encontrar-se nos clássicos antigos”, como exemplifica com abonações de Padre António Vieira ("Nem a Deus se podem perguntar os porquês: obedecê-los sim, muda e cegamente.", Sermões, I, 257, "Não só ofendiam a António, mas o obedeciam e reverenciavam.", Sermões, IV, 30).

Como conclusão da reflexão feita acima, pode dizer-se que a construção passiva de verbos que não são transitivos directos é um fenómeno difícil de explicar a não ser por estudos diacrónicos da língua que não temos possibilidade de fazer facilmente. É então um fenómeno observável em raros verbos, mas com esses verbos é muito frequente. Por ser uma construção algo polémica, o falante deverá ter em conta que o seu uso pode ser contestado, pelo que, em contextos formais em que se pretenda um discurso irrepreensível, deverá ser uma construção evitada.

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Palavra do dia

ni·ó·bi·o ni·ó·bi·o


(latim científico niobium, do grego Nióbe, mitónimo [Níobe, personagem da mitologia grega, filha de Tântalo e Dione])
nome masculino

[Física, Química]   [Física, Química]  Elemento químico metálico (símbolo: Nb) bastante raro, cinzento, de número atómico 41, de massa atómica 92,90, associado ao tantálio nos seus minérios.

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in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2021, https://dicionario.priberam.org/marrada [consultado em 16-05-2022]