PT
BR
Pesquisar
Definições



gritaria

A forma gritariapode ser [primeira pessoa singular do condicional de gritargritar], [terceira pessoa singular do condicional de gritargritar] ou [nome feminino].

Sabia que? Pode consultar o significado de qualquer palavra abaixo com um clique. Experimente!
gritariagritaria
( gri·ta·ri·a

gri·ta·ri·a

)


nome feminino

Ruído de gritos ou de muitas vozes em desordem. = ALARIDO, BERREIRO, GRITARIA, VOZEARIA

etimologiaOrigem etimológica:grito + -aria.
Confrontar: grilaria.
gritargritar
( gri·tar

gri·tar

)
Conjugação:regular.
Particípio:regular.


verbo transitivo

1. Dizer em voz muito alta.

2. Reclamar ou pedir em voz muito alta ou com muito vigor. = CLAMAR, IMPLORAR


verbo intransitivo

3. Dar gritos; fazer gritaria.

4. Falar em voz muito alta.

5. Falar com cólera ou com veemência. = CLAMAR, VOCIFERAR

etimologiaOrigem etimológica:latim vulgar *critare, do latim quirito, -are, chamar, invocar, gritar por socorro, protestar.

Auxiliares de tradução

Traduzir "gritaria" para: Espanhol Francês Inglês


Dúvidas linguísticas



Com relação à conjugação do verbo adequar e às explicações que vocês forneceram para uma consulta enviada, quero registrar que estranha-me o fato de vocês terminarem a explicação dizendo "..., como afirma Rebelo Gonçalves, que o termo (no caso, uma forma verbal) que hoje não passa de uma hipótese, futuramente poderá ser uma realidade."
Seguramente, se formos considerar tudo o que hoje é uma hipótese, já como realidade ouviremos inúmeros "a nível de Brasil", "houveram muitos problemas", "menas pessoas", "há dez anos atrás", "fazem muitos anos que não a vejo", etc.
Entendo que, a partir daí, as regras gramaticais não farão mais nenhum sentido na nossa língua portuguesa.
Sem contar que na conjugação desse mesmo verbo, no Pretérito Perfeito do Indicativo, vocês acentuaram a primeira pessoa do plural, regra de acentuação que desconheço e que, se vocês observarem, também não consta do Houaiss.
Permita-me uma segunda observação: a resposta para essa pesquisa vocês consultaram Rebelo Gonçalves, no Vocabulário da Língua Portuguesa, datado de 1966. A última reforma ortográfica data, se não me engano, de 1973, portanto muito tempo depois.
A defectividade de determinados verbos sempre foi objecto de discussão entre linguistas e gramáticos, uma vez que, apesar de alguns serem considerados defectivos em determinadas acepções, o uso das restantes formas que não fazem parte do paradigma defectivo é sempre possível em determinados contextos. Os outros casos que refere como sendo também possíveis de utilização normativa futura são consensuais entre os gramáticos quanto à sua incorrecção, não gerando qualquer discórdia a nível semântico, lexical ou sintáctico. A justificação apresentada na resposta quer apenas indicar que, enquanto até há pouco tempo os dicionários de língua e de conjugação registavam alguns verbos como defectivos, existem obras que actualmente conjugam os mesmos verbos em todas as pessoas, fazendo a indicação da sua defectividade nas gramáticas tradicionais.

O Vocabulário de Rebelo Gonçalves, apesar de editado em 1966, continua a ser a referência para a elaboração de obras lexicográficas e para o esclarecimento de muitas dúvidas. Enquanto não sair do prelo a nova edição revista do Vocabulário de Rebelo Gonçalves ou um novo elaborado pela Academia das Ciências de Lisboa que venha a ser reconhecidamente a referência lexicográfica para o Português europeu, aquele continuará a ser a base por excelência para a elaboração de dicionários e para a resolução de dúvidas lexicais (para a norma europeia do Português).

Ao contrário do que refere, a última reforma ortográfica não data de 1973, uma vez que a lei promulgada nesse ano em Portugal é apenas uma revisão e simplificação de determinados pontos do acordo ortográfico de 1945, que o Brasil não ratificou.

Quanto à flexão acentuada graficamente do verbo adequar no pretérito perfeito do indicativo (adequámos), o paradigma dos verbos regulares da 1.ª conjugação prevê, em Portugal e não no Brasil, que se acentue as formas da primeira pessoa do plural do pretérito perfeito do indicativo (que em Portugal se pronunciam com a aberto) para se distinguir das formas do presente do indicativo (que em Portugal se pronunciam com a fechado): comprámos/compramos, lavámos/lavamos, registámos/registamos, etc. Portanto, a conjugação apresentada no Dicionário Priberam da Língua Portuguesa está de acordo com o estabelecido no acordo ortográfico em vigor em Portugal.




Por favor, como se lê Houaiss?
Houaiss é um sobrenome que se divulgou no Brasil e em Portugal sobretudo devido a Antônio Houaiss, eminente intelectual brasileiro, conhecido sobretudo como filólogo e como o lexicógrafo que liderou até 1999, data da sua morte, a concepção do Dicionário Houaiss de Língua Portuguesa, publicado em 2000. Este apelido, que se tornou também uma marca de produtos lexicográficos (ex.: Minidicionário Houaiss, Dicionário Houaiss de Verbos, Dicionário Houaiss de Física), tem origem árabe, pois Antônio Houaiss era filho de imigrantes libaneses.
A pronúncia de nomes próprios estrangeiros é normalmente problemática em qualquer língua e o português não é excepção. A pronúncia mais corrente desta palavra, nomeadamente no meio em que viveu Antônio Houaiss, é [‘wajs] ou [‘uajs] (nestas transcrições fonéticas, o símbolo [w] corresponde ao som da letra u em quase, o símbolo [u] corresponde ao som da letra u em nua, os símbolos [aj] correspondem ao som do ditongo ai em caixa e o símbolo [s] corresponde ao som do dígrafo ss em massa). As palavras árabes necessitam de transliteração para as línguas que utilizam o alfabeto latino e, neste caso específico, a ortografia do sobrenome Houaiss reflecte provavelmente a influência da língua francesa na transliteração do árabe, pois para um som [u] pode corresponder em francês a grafia ou, como em fou ou coucher, o que não acontece em português, onde esta grafia corresponde ao som [o], como em outro ou doutor.