Dicionário Priberam da Língua Portuguesa
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estouro

estouroestouro | n. m.
1ª pess. sing. pres. ind. de estourarestourar
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es·tou·ro es·tou·ro


(derivação regressiva de estourar)
nome masculino

1. Ruído do que rebenta; detonação; estampido; fragor; explosão.

2. [Figurado]   [Figurado]  Sucesso imprevisto; desordem; balbúrdia.

3. [Informal]   [Informal]  Bofetada; tapa; pancada.

4. [Informática]   [Informática]  O mesmo que crache.


SinónimoSinônimo Geral: ESTOIRO


es·tou·rar es·tou·rar

- ConjugarConjugar

(origem obscura)
verbo intransitivo

1. Dar estouro; estalar; rebentar; explodir.

2. Não poder mais conter-se.

3. Romper em ralhos, em censuras.

verbo transitivo

4. Fazer rebentar.

5. [Figurado]   [Figurado]  Irritar.

6. [Informal]   [Informal]  Gastar ou consumir excessiva e descontroladamente (ex.: a mesada não é para estourar em guloseimas). = ESPATIFAR, TORRAR

verbo transitivo e intransitivo

7. [Informática]   [Informática]  Causar ou sofrer uma falha de funcionamento. = CRACHAR

8. [Brasil, Informal]   [Brasil, Informal]  Aparecer, surgir de repente.

9. [Brasil, Informal]   [Brasil, Informal]  Estar prestes a chegar.


SinónimoSinônimo Geral: ESTOIRAR

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Dúvidas linguísticas


Numeração ordinal: numa série de dois mil e trezentos blocos, que lugar ocupa o último bloco? Será o dumilésimo tricentésimo lugar?
A numeração ordinal a partir de 2000 utiliza frequentemente numerais cardinais para quantificar os milésimos (2000º = dois milésimo, 3000ª = três milésima, 11000º = onze milésimo). Adicionalmente, é também possível, como afirma Evanildo BECHARA em Moderna Gramática Portuguesa (Rio de Janeiro: Lucerna, 2002, pp. 206-209), formar estes numerais utilizando ordinais para quantificar os milésimos, se se tratar de um número "redondo", isto é, sem outro algarismo além do zero nas unidades, dezenas e centenas (2000º = segundo milésimo, 3000ª = terceira milésima, 11000º = décimo primeiro milésimo).

Não obstante, o Dicionário Houaiss regista alguns numerais ordinais sintéticos relativos a números acima de 1999, utilizando cultismos formados a partir de prefixos latinos: 2000º = bismilésimo, 3000º = termilésimo, 4000º = quatermilésimo, 5000º = quinquiesmilésimo, 6000º = sexiesmilésimo, 7000º = septiesmilésimo, 8000º = octiesmilésimo, 9000º = noviesmilésimo, 10000º = deciesmilésimo. Para todos estes numerais, o dicionário observa que são usualmente substituídos pela locução com o numeral cardinal seguido de milésimo (segundo milésimo, terceiro milésimo, quarto milésimo, quinto milésimo, sexto milésimo, sétimo milésimo, oitavo milésimo, nono milésimo, décimo milésimo).

As indicações acima são válidas também para os ordinais correspondentes a milhões (2000000º = dois milionésimo ou segundo milionésimo, 3000000ª = três milionésima ou terceira milionésima, 11000000º = onze milionésimo ou décimo primeiro milionésimo).

Especificamente sobre o numeral ordinal correspondente ao número 2300 poderá então ser uma de quatro hipóteses (uma vez que o numeral ordinal correspondente a 300 pode, por sua vez, corresponder a tricentésimo ou a trecentésimo): dois milésimo tricentésimo, dois milésimo trecentésimo, bismilésimo tricentésimo ou bismilésimo trecentésimo.
A palavra dumilésimo não se encontra registada em nenhum dicionário consultado, e resulta de uma analogia com ducentésimo, o ordinal correspondente à posição 200, que deriva do latim ducenti "duzentos".




Por Portaria foram criados os seguintes postos na Polícia de Segurança Pública: Agente; Agente Principal; Chefe; Subcomissário; Comissário; Subintendente; Intendente; Superintendente e Superintendente-Chefe. Atendendo ao facto de a PSP ter mulheres no seu quadro, solicito, se possível, que me informem como devo tratar uma senhora. Ex. 1 - Senhora Subcomissário Anabela ou Senhora Comissário Zélia; ex. 2 - Senhora Subcomissária Anabela ou Senhora Comissária Zélia. Julgo que o ex. 1 é que está correcto uma vez que não foi criado o posto de Subcomissária nem de Comissária.
Do ponto de vista exclusivamente gramatical, deveria haver flexão em género nos substantivos flexionáveis, como subcomissário/a (se se tratar de um substantivo de dois géneros, como agente, onde não há morfema para marcar o feminino, este problema não se coloca). No entanto, as questões linguísticas não se limitam a simples flexões e incluem variáveis de ordem social, cultural ou mesmo política, o que origina a impossibilidade de respostas peremptórias neste campo.

Nas Forças Armadas, por exemplo, onde o recrutamento feminino passou a ser feito de forma regular apenas nos anos 90 do século passado, as designações das pessoas que ocupam postos ou graduações são maioritariamente substantivos de dois géneros, em que a mesma forma serve para designar o militar de sexo masculino (ex.: o cabo Silva) e a militar de sexo feminino (ex.: a cabo Silva). Este uso pode ser observado, por exemplo, no artigo “As mulheres nas Forças Armadas” da Revista da Armada, pp. 13-16.

No caso específico da hierarquia policial, a maioria dos postos corresponde a substantivos de dois géneros que não colocam problemas relacionados com a flexão em género (ex.: o/a agente, o/a chefe, o/a intendente). Os casos problemáticos são comissário e subcomissário, palavras que admitem flexão em género (ex.: comissário/a) e que até são comummente usadas flexionadas noutros contextos (ex.: comissária europeia). Relativamente a esta questão, importa distinguir os postos policiais dos polícias que ocupam esses postos. Assim, os postos ou graduações criados por portaria correspondem geralmente a um substantivo masculino, pois o masculino é o género não marcado do português, considerado neutro quando não se pretende especificar o género. Um exemplo que pode ser clarificador é o caso do estatuto dos docentes universitários, em que são legalmente referidos cargos como professor catedrático ou professor associado, sem que nos falantes haja alguma dúvida em utilizar as formas femininas para referir as professoras catedráticas ou associadas que ocupam esses cargos.

Voltando às forças policiais, podendo a pessoa que ocupa um posto ser do sexo feminino ou masculino e havendo uma palavra que habitualmente flexiona em género (como é o caso de comissário/a), a flexão feminina deverá ser utilizada para designar a mulher polícia que ocupa esse posto. Acresce a este facto o uso comum que já têm os femininos como comissária e subcomissária, inclusive na comunicação social, provavelmente por ser o recrutamento de mulheres mais recuado na polícia do que nas Forças Armadas. O comportamento linguístico destes substantivos parece contrastar com as designações femininas relativas às Forças Armadas, onde as formas com flexão no feminino parecem ser residuais (ex.: soldada) e por vezes depreciativas (ex.: generala).

Pelos motivos acima apontados, as formas de tratamento Senhora Subcomissária Anabela ou Senhora Comissária Zélia são aquelas que melhor respeitam as regras de flexão da língua portuguesa e não parecem violar usos consagrados.

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Palavra do dia

po·da·gra po·da·gra


(latim podagra, -ae)
nome feminino

[Medicina]   [Medicina]  Doença articular decorrente do excesso de ácido úrico, que provoca inflamação dolorosa, em especial nos pés e é geralmente acompanhada de inchaço; gota nos pés.

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in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2021, https://dicionario.priberam.org/estouro [consultado em 17-09-2021]