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espante

A forma espantepode ser [primeira pessoa singular do presente do conjuntivo de espantarespantar], [terceira pessoa singular do imperativo de espantarespantar] ou [terceira pessoa singular do presente do conjuntivo de espantarespantar].

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espantarespantar
( es·pan·tar

es·pan·tar

)
Conjugação:regular.
Particípio:regular.


verbo transitivo e pronominal

1. Causar ou sentir impressão forte originada por coisa inesperada e repentina (ex.: o prestidigitador espantara a audiência; espantou-se quando viu o mar pela primeira vez). = ADMIRAR, MARAVILHAR, PASMAR, SURPREENDER

2. Causar ou sentir medo (ex.: a trovoada espantou as crianças; o cão espantou-se e começou a rosnar). = AMEDRONTAR, ASSUSTAR

3. Causar ou sentir grande admiração; deixar ou ficar muito admirado.

4. Pôr ou pôr-se em fuga (ex.: com a cauda, o boi espanta as moscas; o bando de pássaros espantou-se).


verbo transitivo

5. Fazer afastar ou desviar-se (ex.: este empregado espanta os clientes). = AFUGENTAR, ENXOTAR, REPELIR

6. Arregalar (os olhos).


verbo pronominal

7. Desviar-se subitamente da linha seguida (o animal).

8. Levantar voo. = FUGIR

etimologiaOrigem etimológica:latim vulgar *expaventare, do latim expaveo, -ere, temer, recear.

Auxiliares de tradução

Traduzir "espante" para: Espanhol Francês Inglês


Dúvidas linguísticas



Qual a forma correcta: frequência do quarto ou frequência no quarto ano?
O substantivo frequência é geralmente seguido da preposição de (ou das suas contracções), como indica o Dicionário de Regimes de Substantivos e Adjectivos (25.ª ed., São Paulo: Globo, 2000), de Francisco Fernandes, e como atestam pesquisas efectuadas em corpora e em motores de busca da Internet.



Gostaria de saber se escrever ou dizer o termo deve de ser é correcto? Eu penso que não é correcto, uma vez que neste caso deverá dizer-se ou escrever deverá ser... Vejo muitas pessoas a usarem este tipo de linguagem no seu dia-a-dia e penso que isto seja uma espécie de calão, mas já com grande influência no vocabulário dos portugueses em geral.
Na questão que nos coloca, o verbo dever comporta-se como um verbo modal, pois serve para exprimir necessidade ou obrigação, e como verbo semiauxiliar, pois corresponde apenas a alguns dos critérios de auxiliaridade geralmente atribuídos a verbos auxiliares puros como o ser ou o estar (sobre estes critérios, poderá consultar a Gramática da Língua Portuguesa, de Maria Helena Mira Mateus, Ana Maria Brito, Inês Duarte e Isabel Hub Faria, pp. 303-305). Neste contexto, o verbo dever pode ser utilizado com ou sem preposição antes do verbo principal (ex.: ele deve ser rico = ele deve de ser rico). Há ainda autores (como Francisco Fernandes, no Dicionário de Verbos e Regimes, p. 240, ou Evanildo Bechara, na sua Moderna Gramática Portuguesa, p. 232) que consideram existir uma ligeira diferença semântica entre as construções com e sem a preposição, exprimindo as primeiras uma maior precisão (ex.: deve haver muita gente na praia) e as segundas apenas uma probabilidade (ex.: deve de haver muita gente na praia). O uso actual não leva em conta esta distinção, dando preferência à estrutura que prescinde da preposição (dever + infinitivo).