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esmagar

esmagaresmagar | v. tr. | v. pron.
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es·ma·gar es·ma·gar

- ConjugarConjugar

(latim vulgar *exmagare, perder a força, do germânico magan, ter força)
verbo transitivo

1. Comprimir até rebentar ou dilacerar.

2. Triturar; calcar.

3. Tornar plano devido a forte compressão. = ACHATAR

4. [Figurado]   [Figurado]  Fazer embatucar.

5. Destruir por completo os argumentos de (outrem).

6. Vencer.

7. Afligir, despedaçar.

8. Consumir de mágoa.

9. Oprimir, tiranizar.

10. Desprezar.

11. Passar por cima.

12. Ter debaixo dos pés.

verbo pronominal

13. Ser esmagado.

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Anagramas

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...gueto de íris negras minha orelha de cristal minha pedra rolando do penhasco para esmagar o policial rural meu caracol opala

Em Viva a Poesia

quer esmagar uma Nação soberana..

Em GLADIUS

...sempre de um modo surpreendente: mostra a Jó a sua glória, mas sem o esmagar , pelo contrário, com soberana ternura"..

Em Blog da Sagrada Família

“Eles estavam apontando para todos e dizendo ‘quando sairmos deste avião, vamos esmagar você’..

Em NOTÍCIAS SOBRE AVIAÇÃO AVIATION NEWS

combate e tomará todas as medidas necessárias para esmagar resolutamente quaisquer tentativas de ingerência por parte de forças externas e iniciativas secessionistas […]...

Em anónimo séc.xxi
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Dúvidas linguísticas


Qual das frases está correcta? Situação A: 1) Devo-lhes dizer que a comida está saborosa. 2) Devo dizer-lhes que a comida está saborosa. Situação B: 1) Está-se a pensar naquilo (de) que mais gostaram de fazer. 2) Está a pensar-se naquilo (de) que mais gostaram de fazer. Coloca-se (de) ou não na frase? Diz-se Está-se a pensar... ou Está a pensar-se...
A dúvida menciona dois tópicos diferentes.
O primeiro relaciona-se com a colocação dos clíticos, pronomes pessoais de uma só sílaba (como o, a, me, nos, lhe, se, etc.), que não têm acentuação própria e por isso dependem do acento da palavra que está imediatamente antes ou depois (normalmente um verbo). Sobre esta questão aconselhamos a leitura da dúvida posição dos clíticos, para uma introdução mais geral ao tema tratado. Para uma resposta mais específica à dúvida, aconselhamos a leitura de outras dúvidas já respondidas sobre o mesmo assunto: sobre a situação A, pode ser consultada a dúvida posição dos clíticos com o verbo dever como auxiliar e respectiva remissão para posição dos clíticos em locuções verbais, a qual poderá também ser consultada para a dúvida relativa à situação B.

O segundo tópico abrange a estrutura argumental do verbo gostar. Este verbo constrói-se habitualmente com a preposição de (ex.: Gosta de chocolate; Gostaram de ir ao cinema), mas é muito usual esta preposição ser elidida quando o complemento do verbo é uma oração introduzida por uma conjunção completiva (ex.: Ele não gosta [de] que façam barulho; O carro [de] que gostamos é muito caro). Este fenómeno, comum a outros verbos (ex.: Convenceu a mãe [de] que precisava de dinheiro), não é de aceitação generalizada, pelo que, em registos formais ou cuidados, deverá ser evitado (ex. Ele não gosta de que façam barulho; O carro de que gostamos é muito caro).




Encontrei uma resposta que passo a transcrever "Na frase Já passava das duas da manhã quando aquele grupo de jovens se encontraram perto do restaurante existe uma locução (aquele grupo de jovens) que corresponde a um sujeito da oração subordinada (quando aquele grupo de jovens se encontraram perto do restaurante) com uma estrutura complexa. Nesta locução, o núcleo do sintagma é grupo, e é com este substantivo que deve concordar o verbo encontrar. Desta forma, a frase correcta seria Já passava das duas da manhã quando aquele grupo de jovens se encontrou perto do restaurante."
Sendo que a frase em questão foi retirada do Campeonato Nacional de Língua Portuguesa, e a frase completa é "Já passava das duas quando aquele grupo de jovens se encontraram perto da discoteca, aonde o Diogo os aguardava". Segundo a vossa resposta, dever-se-ia ter escrito "(...) aquele grupo de jovens se encontrou (...)". Mas se assim for, também seria de considerar "aonde o Diogo os aguardava", pois se consideramos que o sujeito é singular, não faz sentido dizer "os aguardava", mas sim "o aguardava". No entanto, não podemos considerar que existe concordância atractiva em que "deixamos o verbo no singular quando queremos destacar o conjunto como uma unidade. Levamos o verbo ao plural para evidenciarmos os vários elementos que compõem o todo." (Gramática do Português Contemporâneo Cunha/Cintra)? Agradeço elucidação se mantêm a vossa opinião, tendo a frase completa. Já agora, na frase utiliza-se "aonde Diogo os esperava". Não deveria ser "onde"?
A Priberam Informática não pretende responder especificamente a perguntas do Campeonato Nacional da Língua Portuguesa, mas apenas a dúvidas linguísticas que lhe são colocadas e que são consideradas pertinentes, sendo as respostas redigidas tendo em conta a clareza e a concisão para os utilizadores.

As concordâncias são um caso problemático no português, como deixam claro Telmo Móia e João Peres no capítulo 7 de Áreas Críticas do Português (Caminho, 1995), e o caso em questão, aquele grupo de jovens, parece fazer parte de um conjunto de expressões formadas por um nome (como grupo ou conjunto) que, combinado com outro, “permitem referir colecções de objectos, sem as quantificarem” (Móia e Peres, p. 471). Esta reflexão parece mostrar que este grupo difere um pouco das expressões partitivas (como parte, porção ou maioria) que referem Celso Cunha e Lindley Cintra na Nova Gramática do Português Contemporâneo (Edições João Sá da Costa, 1998, p. 496). No entanto, tanto num caso como noutro, a construção mais neutra deveria corresponder a uma unidade, ao todo, isto é, pegando no texto de Cunha e Cintra ("Deixamos o verbo no singular quando queremos destacar o conjunto como uma unidade. Levamos o verbo ao plural para evidenciarmos os vários elementos que compõem o todo."), o plural parece ser uma maneira de modalizar o discurso, dando-lhe um matiz menos neutro, enfatizando, na unidade, os seus elementos constituintes. Vemos como estas construções são problemáticas quando comparadas, por exemplo, com um grupo nominal como carro das mercadorias, onde não hesitaríamos (ou hesitaríamos menos) em identificá-lo como uma unidade, com a correspondente flexão do verbo que se lhe seguisse (O carro das mercadorias entrou na rua). Por este motivo reiteramos as nossas observações da resposta concordâncias (I).

No que diz respeito à concordância do pronome pessoal os em Já passava das duas quando aquele grupo de jovens se encontrou perto da discoteca, onde o Diogo os aguardava, pode dizer-se que, sendo um pronome pessoal, deve concordar com o seu antecedente, mas este antecedente não tem necessariamente de ser o sujeito da frase. Retomando um exemplo acima (O carro das mercadorias entrou na rua) podemos adaptá-lo a uma construção afim em que a concordância é possível com qualquer dos antecedentes (O carro das mercadorias entrou na rua, onde o comerciante as/o aguardava). São estas concordâncias possíveis com mais de um antecedente que por vezes tornam as frases ambíguas.

Relativamente à sua questão sobre onde e aonde, por favor consulte a resposta onde / aonde.

Sem qualquer crítica ao referido campeonato, podemos no entanto observar que a maioria das questões problemáticas da língua não se adequa a respostas apenas com dois valores, como sim/não ou correcto/incorrecto, pois contém uma complexidade que as ultrapassa.

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Palavra do dia

cor·ni·fes·to cor·ni·fes·to


(origem obscura)
nome masculino

[Viticultura]   [Viticultura]  Casta de uva tinta.

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in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2021, https://dicionario.priberam.org/esmagar [consultado em 28-05-2022]