Dicionário Priberam da Língua Portuguesa
Este site utiliza cookies. Ao continuar no site está a consentir a sua utilização. Saiba mais...
pub
pub
pub
pub

pub
Palavra não encontrada (na norma europeia, na grafia pré-Acordo Ortográfico).

Será que queria dizer elítico?


Outras sugestões:
elítica (norma brasileira)
elíticos (norma brasileira)
eolítico (norma brasileira)

Caso a palavra que procura não seja nenhuma das apresentadas acima, sugira-nos a sua inclusão no dicionário.
pub

Dúvidas linguísticas


A diferença entre "pôr" e "por" é o acento circunflexo, que indica palavras diferentes. Porque não acontece o mesmo com "acordo" (forma verbal e substantivo)?
Segundo o Acordo Ortográfico de 1945, nas bases XVIII e XXII, os acentos agudo ou circunflexo são usados como marca de distinção entre palavras apenas quando se trata de diferenciar palavras com sílaba tónica homógrafas de palavras sem acentuação própria, como é o caso de palavras gramaticais como as preposições, nas quais se insere "por" (ao contrário de "pôr", que é uma palavra monossilábica com acentuação própria).

O Acordo de 1990 mantém os acentos gráficos como sinais distintivos entre determinadas palavras homógrafas de palavras gramaticais, mas especifica, na base IX, ponto 9, que nas palavras paroxítonas (isto é, com acentuação na penúltima sílaba) se prescinde dos acentos agudo e circunflexo para fazer a distinção com palavras proclíticas (isto é, de palavras sem acentuação própria). Assim sendo, "pêlo" (substantivo) passa a ser escrito sem acento circunflexo, que antes era usado como meio de distinção da contracção "pelo", assim como "pólo" perde o acento agudo, sendo grafado da mesma maneira que a contracção "polo", muito pouco usada na actualidade.

Quanto à palavra "acordo", trata-se de uma forma gráfica comum para um substantivo e para uma forma verbal, ambos com sílaba tónica, pelo que, nestes casos, os acordos de 1945 e de 1990 não instituem um acento gráfico como sinal distintivo de categoria gramatical.




Para meu total espanto venho a verificar que termos ingleses como download, link, email, site estão incluídos no dicionário português da Priberam, como é que é possível que isto aconteça, quando estes termos têm logo tradução directa? Mas ainda mais inverosímil é como é que vão palavras inglesas para um dicionário português? Só porque alguns fazem o uso destes termos? Porque são usados num contexto informático?
Bem, lá porque uns fazem uso destes termos na seu quotidiano, ou porque outros preferem não tradução estes termos em contextos informáticos, não quer por isso dizer que tenha que se ir logo a correr inclui-los no dicionário português! Eu nas traduções que faço tento ao máximo que tudo seja traduzido, até o termo hardware traduzo para material.
Sabiam que os nossos vizinhos europeus fazem questão de traduzir tudo para as suas respectivas línguas? Sabem que os franceses até o termo *web* traduzem? Sabem que eles sim defendem a sua língua e gostam de ser quem são? Ao contrário de nós (alguns) que detestam ser portugueses e vão logo na primeira moda?!? Mas como é que isto pode ser possível num Portugal de hoje?!? Mais vale de uma vez por todas começarmos a falar inglês, não?!
Os estrangeirismos são uma questão sensível para muitos utilizadores da língua, a quem cabe sempre a decisão de os utilizar ou não. No entanto, fazem parte da evolução de qualquer língua e, como tal, não podem ser ignorados.

A função de um dicionário passa essencialmente por uma descrição dos usos da língua, devendo basear-se sobretudo em factos linguísticos, os quais devem ser apresentados o mais objectivamente possível, independentemente das convicções ou dos usos individuais de cada lexicógrafo ou utilizador do dicionário.

Quando num dicionário, nomeadamente no Dicionário Priberam da Língua Portuguesa (DPLP), são registados estrangeirismos, aportuguesados ou não, esse registo é feito com base em critérios relativos à boa formação (que inclui o respeito ou adaptação a regras ortográficas, fonéticas e morfológicas da língua portuguesa), aliados actualmente a frequências estatísticas, e atentando ainda ao registo em outras obras de referência. Por outras palavras, se uma palavra está bem formada e tem alta frequência na língua, ela pertence a essa língua e deve ser registada num dicionário geral de língua.

No caso de estrangeirismos que mantêm a sua forma original no dicionário (ex.: download, email, site), trata-se maioritariamente de palavras cuja utilização está interiorizada ou cuja substituição pode colocar em causa a clareza e a concisão da informação veiculada. Em qualquer dos casos, o registo no dicionário permite ao utilizador, para além da consulta do seu significado, o conhecimento das alternativas mais vernáculas. Assim, por exemplo, um utilizador que não queira utilizar a palavra download, verifica pela consulta do verbete no DPLP que pode substituí-la por descarregamento ou que pode utilizar o verbo descarregar em vez da expressão fazer download.

Em muitos casos, o uso de estrangeirismos na sua forma original (ex.: layout) pode explicar-se pela especificidade de sentido que têm em algumas áreas (como a informática ou as artes gráficas), em detrimento de sentidos mais generalistas em outras palavras (ex.: arranjo, disposição, plano, traçado, composição). Este é provavelmente o motivo por que há resistência a muitos estrangeirismos e disto é exemplo o par site / sítio.

Em qualquer dos casos acima apontados, é útil a presença destas palavras num dicionário de português, pelo menos para ser possível propor alternativas ao consulente (independentemente de este as querer utilizar).

Um caso paradigmático da dificuldade em contornar estrangeirismos foi a tentativa de introdução de palavras mais vernáculas para o estrangeirismo futebol, (que hoje já não é sentido como tal), palavras que o uso, porém, não consagrou (cf. futebol, balípodo, bolapé, ludopédio, pedibola). Com algumas diferenças, o mesmo parece acontecer com marketing e mercadologia (cf. marketing / mercadologia).

Cândido de Figueiredo, no "Preâmbulo" do seu Novo Diccionário da Língua Portuguesa, de 1913, afirmava (o texto é igual ao da 1.ª edição, de 1899):
"Mas onde a crítica fácil mais convictamente me alvejará é na inscripção, que eu faço, de gallicismos intoleráveis. [...] Por uma consideração: é que nós não sabemos se o gallicismo, hoje intolerável, será amanhan palavra portuguesa e, como tal, fará parte do thesoiro da língua. [...] Um purista, que vivesse há quatro ou cinco séculos, devia sentir ondas de indignação, quando visse começar a usar-se libré, arranjar, ferrabrás, marau, freire, grifa, genebra, bilhete, betarraba, besonha, febre (adj.), petigris, poteia, poterna, abreuvar, assembleia, petimetre, grelo, gaio (alegre), gage, greu, móela, gredelém, etc., porque todas essas palavras eram puras francesias; hoje... são portuguesas. ¿Quem sabe o que succederá aos mais intoleráveis gallicismos de hoje?"
Aquilo que Cândido de Figueiredo apontava aos galicismos pode hoje, da mesma forma, ser aplicado aos anglicismos, assim como uma outra afirmação que o autor faz mais adiante e se pode aplicar à lexicografia contemporânea: "o Diccionário é o que deve sêr: reproducção de factos e não tribuna de reformador."

Refira-se ainda que não há, em Portugal, uma instituição com funções efectivas na definição de norma ou na normatização linguística. A este respeito, é interessante verificar a posição da Academia das Ciências de Lisboa, uma "instituição interdisciplinar" (Dicionário da Língua Portuguesa Contemporânea da Academia das Ciências de Lisboa, Lisboa: Verbo, 2001: p. ix), que não se pode assemelhar às academias espanhola e francesa, as quais "nasceram só para o estudo das [respectivas] Línguas", como refere Pina Martins, Presidente da Academia à data do seu prefácio ao Dicionário da Língua Portuguesa Contemporânea da Academia das Ciências de Lisboa. Em Portugal, a Academia das Ciências de Lisboa é, ainda assim, a entidade que estatutariamente se constitui como "o órgão consultivo do Governo Português em matéria linguística " (Art.º 5.º dos Estatutos da Academia das Ciências de Lisboa). O Dicionário da Língua Portuguesa Contemporânea da Academia das Ciências de Lisboa, emanado dessa instituição, procedeu também ao tratamento de um conjunto considerável de estrangeirismos, propondo aportuguesamento nuns casos, mantendo as grafias estrangeiras noutros.

A este propósito, e porque referiu o francês, veja-se, a título de exemplo, os casos relativos ao espanhol e ao francês. A Real Academia Española, no seu Diccionario Panhispánico de Dudas disponibilizado on-line, pronuncia-se sobre o uso dos estrangeirismos em geral, sempre com o propósito de incluir o que deve ser incluído e de substituir o que é desnecessário, ou ainda sobre o uso específico de palavras como web. Relativamente à Académie Française, veja-se a lista de estrangeirismos incluídos na nova edição em preparação do Dictionnaire de l'Académie française. O que se demonstra assim é que mesmo essas academias, com o seu característico grau de conservadorismo, têm necessidade de lidar com os estrangeirismos, não se limitando a recusar o seu uso.

Palavra do dia

pai·ol pai·ol
(catalão pallol)
nome masculino

1. [Marinha]   [Marinha]  Parte do navio onde se guardam as provisões.

2. Depósito de pólvora e outros explosivos.

3. [Brasil]   [Brasil]  Local onde se armazenam produtos agrícolas.

4. [Informal]   [Informal]  Estômago.

Plural: paióis.Plural: paióis.
pub

Mais pesquisadas do dia

Siga-nos



in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2020, https://dicionario.priberam.org/el%C3%ADtico [consultado em 29-11-2020]